As necessidades alimentares nas fases da vida

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As necessidades alimentares em cada fase da vida
As necessidades alimentares em cada fase da vida

Durante todas as fases da vida, o ser humano deve alimentar-se correctamente para garantir a sua saúde. Porém, cada período da vida de cada um, desde o seu nascimento até à morte, exige um tipo de alimentação.

Quando ainda se é bebé é fundamental que a alimentação seja à base de leite materno, por forma a assegurar as forças e as defesas naturais do bebé. Mais tarde, e já na adolescência, é fundamental garantir o crescimento e desenvolvimento natural do jovem, sendo necessário recorrer a uma alimentação à base de nutrientes. Numa fase mais tardia, na velhice, os cuidados também não são menores, pois os idosos necessitam de muitas proteínas, hidratos de carbono, vitaminas, entre outros, para se manterem sãos e fortes.

Comecemos pelo nascimento. A base da alimentação do bebé é o leite materno. Nele se encontram todos os nutrientes que a criança necessita nos primeiros meses de vida, mas quando a criança começa a crescer, o leite única e exclusivamente, já não é suficiente. A partir dos 6 meses, pode ser dado à criança outros nutrientes que contenham energia, proteínas, sais minerais e vitaminas, embora nunca se dispense o leite. Vegetais, frutas, produtos de origem animal e legumes devem ser, por isso, adicionados à alimentação da criança.

Posteriormente, e quando os dentes já tiverem em fase de nascimento já podem ser dados à criança alimentos mais sólidos. O crescimento da criança deve ser assegurado da melhor forma possível, conferindo-lhe tudo aquilo que ela necessita para crescer forte. Aliás, é na idade da infância que se começa logo a preparar a saúde futura do ser humano para a idade adulta. Na infância é fundamental dar-lhes muitos nutrientes, mantendo sempre cuidados especiais na alimentação. Assim, saiba que não se deve dar somente a comer aos mais novos tudo aquilo que eles pedem ou que mais gostam!

Frutas, vegetais, alimentos com muita proteína, e energia, são os pilares fulcrais para a alimentação, até porque nesta altura precisam de muito mais alimentos energéticos do que os pais. No entanto, por esta altura as crianças já podem comer quase tudo o que os pais digerem, sempre respeitando as proporções, que devem ser bem menores nas crianças, e a diversidade de alimentos que as refeições devem conter. Os alimentos responsáveis pelo crescimento do corpo são imprescindíveis neste momento da vida! É a partir destes anos de vida que se constróem os hábitos alimentares posteriores, que vão pela adolescência e maturidade adiante.

Para os adolescentes os conselhos mantém-se tal como para as crianças, com a diferença de que agora são necessárias ao organismo muitas vitaminas, nomeadamente A, C, e D, ferro e cálcio, para fortalecer os ossos. Há que garantir igualmente a ingestão de proteínas e produtos energéticos durante toda a adolescência, ao mesmo tempo que deve ser incutida desde esta altura, ou antes, a prática de exercício físico a fim de evitar problemas de obesidade anos mais tarde. No entanto, uma má alimentação pode provocar igualmente anemia ou problemas de falta de cálcio. Diversifique as refeições e coma em quantidades reduzidas!

As grávidas necessitam também de suplementos adicionais durante os nove meses de gestação. As necessidades da grávida e do próprio feto devem ser rigorosamente seguidas, a fim de assegurar a segurança de ambos. Quando a grávida não satisfaz as necessidades de ambos, o feto recorre às reservas da mãe, podendo originar problemas na grávida ou mesmo alguns defeitos no desenvolvimento normal da criança. Os hidratos de carbono e as gorduras são essenciais para garantir a necessidade extra de energia, e as proteínas, vitaminas, cálcio, ferro, bem como os restantes produtos, determinam o boa constituição, formação e desenvolvimento dessa nova vida.

A pessoa idosa precisa igualmente de alguns cuidados alimentares especiais. Começa a faltar o apetite, as forças, a energia, surgem problemas em diversas zonas do corpo, e é normal que a pessoa se comece a sentir desmotivada e mais fraca. Quadro perfeitamente normal nesta altura da vida, é preciso conseguir invertê-lo e dar aquilo que o organismo precisa. Muita fruta, legumes, carnes, produtos lácteos, grãos e vegetais, devem ser a base da ementa diária dos idosos.

Apesar da idade, as pessoas continuam a necessitar do mesmo tipo de alimentos, alguns deles em maiores quantidades, como é o caso dos anteriores, assegurando assim um funcionamento razoável das suas funções. Os líquidos são importantes em qualquer altura da vida, e nesta fase a necessidade dos mesmos continua a ser idêntica, se não superior. As refeições devem ser em menores quantidades, mas contendo todos os nutrientes necessários, de preferência contendo um alimento de cada categoria alimentar.

Há que ter maiores cuidados nesta fase: ingerir o menor número de fritos possível, optar por carnes magras, e reduzir a quantidade de comida nas refeições à medida que o dia avança. Ao jantar, a refeição deve ser mesmo muito ligeira! É natural que comece a ter muitos problemas, cujo equilíbrio dependerá, principalmente, de uma alimentação correcta e cuidada.

Agora que já conhece as necessidades alimentares que ditam o bom funcionamento do ser humano, nas diversas fases da vida, parece-nos que já não tem desculpa. Quebrar uma ou outra regra, esporadicamente, não tem mal. Mas, não torne jamais esses descuidos emocionais numa regularidade preocupante! Preserve-se a si mesma!

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