Açúcar, o grande problema do séc. XXI

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O que é o açúcar?
O que é o açúcar?

O hábito de ingerir açúcar diariamente causa diversos problemas metabólicos, como a obesidade, colesterol elevado, hipertensão, diabetes e processos inflamatórios associados a esclerose múltipla, a doença de Alzheimer e ao cancro, entre outras patologias.

O consumo de açúcar é uma opção individual que deve ser feita de forma consciente. Na prática, devemos consumir no máximo 27,5g e 25g para homens e mulheres, respetivamente, de açúcar por dia, o que equivale a 6 colheres de chá ou 2 colheres de sopa.

O que é o açúcar?

O açúcar enquadra-se no grupo dos hidratos de carbono ou glícidos. Estes são constituídos por açúcares (moléculas de glicose) e podem ser divididos em 3 grupos:

  • Monossacarídeos (1 molécula de açúcar)
  • Dissacarídeos (2 moléculas de açúcar)
  • Polissacarídeos (mais de duas moléculas de açúcar).

Os Monossacarídeos e Dissacarídeos

Os mono e os dissacarídeos são considerados hidratos de carbono simples uma vez que são rapidamente absorvidos pela corrente sanguínea. Deste modo, quando ingeridos, a concentração de açúcar no sangue aumenta rapidamente, o que provoca uma rápida sensação de fome e posteriormente uma acumulação de gordura.

Possuem um elevado índice glicémico (sendo que este representa a taxa de absorção do açúcar para a corrente sanguínea). Alguns exemplos de hidratos simples são: bolos, doces, sobremesas, mel, leite e derivados, fruta e vegetais.

Os Polissacarídeos

Por outro lado, os polissacarídeos são hidratos de carbono complexos, uma vez que não conseguem passar diretamente para a corrente sanguínea, sem antes sofrerem processos de digestão e posterior absorção. Deste modo, o índice glicémico é gradual, uma vez que o açúcar é transferido para o sangue à medida que as ligações do polissacarídeo são quebradas pela digestão.

Como exemplo de hidratos de carbono complexos temos: cereais (arroz, massa, pão, milho, aveia, cevada, quinoa), batata, batata-doce, mandioca, inhame, leguminosas (ervilhas, feijão, grão de bico, lentilhas, favas, etc).

No final do processo digestivo, todos os alimentos que ingerimos são reduzidos bioquimicamente a glicose e a frutose, porque só sob esta forma é que conseguimos extrair a energia dos hidratos de carbono.

A glicose
A glicose

A glicose

A glicose é abundante na fruta, milho doce, xarope de milho, mel e certas raízes. É oxidada nas células como fonte de energia e armazenada no fígado e nos músculos sob a forma de glicogénio.

A frutose

A frutose é o açúcar mais doce e pode ser metabolizada pelo fígado (sendo o único órgão que a consegue metabolizar), e como não é utilizada diretamente como fonte de energia, normalmente é armazenada e convertida em gordura.

É preciso ter em atenção ao excesso de frutose, pois pode ser a origem de vários problemas como dislipidemias (aumento da concentração do “mau colesterol” e de triglicéridos), esteatose hepática (também designado como fígado gordo) e hipertensão arterial.

É de salientar que a sacarose é composta por glicose e frutose.

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