Saber Comer para uma Vida Mais Saudável

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Saber comer
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Comer para viver ou viver para comer? A pergunta é bem mais importante do que parece à primeira vista.

Quando se senta à mesa pensa se o prato que está prestes a saborear é saudável? Pense nas quantidades de sal e de gordura que o seu prato apresenta.

Uma alimentação saudável passa, acima de tudo pela diversidade, ou seja, comer um pouco de tudo evitando uma dieta monótona e que corre o risco de ser pobre em alguns nutrientes. O mais razoável é optar mais vezes pelos alimentos considerados saudáveis e reduzir o consumo dos alimentos tidos como menos saudáveis, apesar de no início poder considerar muito difícil deixar de lado as batatas fritas para acompanhar o bife ou não comer o toucinho do cozido.

O problema coloca-se também no facto de que os hábitos alimentares estão intimamente relacionados com os hábitos e a cultura dos povos, tornando-se extremamente difícil modifica-los. A importância de mudar os hábitos alimentares é ainda maior quando o indivíduo apresenta doença das coronárias, pelo que deve reduzir o consumo de sal, de gorduras saturadas e de colesterol.

Coloca-se ainda a necessidade de reduzir a ingestão de calorias, porque não existem dúvidas de que a ingestão de um excesso de calorias se associa a um risco aumentado de doença das coronárias. No nosso país o consumo de sal é extremamente elevado, sendo consumido diariamente mais de 12 gramas, o que contribui para o elevado número de hipertensos em Portugal, assim com outras patologias vasculares, cancro de estômago e enxaquecas. As recomendações dos especialistas apontam para os 5 e 7,5 gramas de sal como consumo adequado.

Para evitar esta visão negra de doenças derivadas do elevado consumo de sal, a única hipótese é a redução gradual do teor de sal utilizado até alcançar as quantidades recomendadas, numa adaptação progressiva. Mas esta redução não se trata apenas de ter cuidado com o tempero da comida, mas é necessário estar alerta para o sódio que se encontra noutro tipo de alimentos, como o presunto, o fiambre, o bacalhau, o queijo, etc.

Não podemos também esquecer que os alimentos processados industrialmente são ricos em sódio na sua composição, como é o caso das batatas fritas de pacote, os enlatados, os alimentos pré-cozinhados , os salgados, entre outros. E até o pão é outro alimento rico em sal, se bem que nos últimos anos a adição deste tem vindo a diminuir, e existe já no mercado um tipo de pão fabricado sem sal, o ‘pão do coração’.

Para reduzir o sal na alimentação sem notar diferenças significativas no paladar, substitua-o no máximo que puder por ervas aromáticas e especiarias, usadas em pequenas quantidades, que mascaram a falta de sal e conferem um sabor muito característico, tornando os alimentos mais saborosos e apetitosos, além de facilitar a sua digestão.

Marinar as carnes ou peixes antes de os confeccionar, cozinhá-los na panela de pressão ou no microondas são também algumas das práticas úteis para a redução do uso de sal. Uma alimentação saudável proporciona bem-estar e permite uma vida mais longa, com menos problemas de saúde e mais qualidade de vida, seja por eliminar o excesso de peso, seja por permitir um conceito de saúde que ultrapassa em muito a simples ausência de doença.

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