Vinho – a essência do Deus Baco

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Desde os tempos mais remotos que o vinho assume uma importância determinante. E na verdade não há nada melhor do que saborear uma refeição com um excelente vinho!

Na nossa sociedade o vinho ocupou sempre um papel preponderante. Desde a classe mais desfavorecida socialmente, que se reunia nas tabernas para beber um copo de vinho em jeito de confraternização, até aos senhores nobres que se deliciavam com o requinte de vinhos mais apurados, enquanto desfrutavam de uma bela refeição, o vinho foi um dos complementos alimentares que tanto satisfazia os ricos como os menos ricos.

A cultura vinícola do nosso país foi sempre um dos grandes trunfos do povo português. No norte, centro, ou nas planícies alentejanas, produziram-se sempre bons vinhos que se apresentam desde há muito tempo como um ponto de referência obrigatório para quem visita o nosso país. Mas o vinho tem uma história remota e antiga que provém desde a época de Baco, valendo-lhe inúmeras festas, espectáculos, procissões e momentos que assinalavam a adoração deste pelos prazeres que este ‘néctar’ proporcionava ao corpo humano.

O próprio vinho era um dos pilares principais do mundo religioso. Veja-se que o tema faz parte de diversas cerimónias religiosas ao longo dos tempos, e tem mesmo direito a referências na Bíblia, Antigo e Novo testamento. Na literatura, o vinho ocupa também um papel de importância evidente, e muitos foram os poetas que escreveram sobre ele ou que se inspiraram no seu trago inebriante para compor autênticas melodias verbais sem música.

Logo, as práticas vinícolas correram o mundo inteiro, e muitas foram as pessoas e povos que se dedicaram ao seu cultivo. Para além de toda uma simbologia de sensações a que o vinho possa estar implícito, o vinho foi, em ocasiões específicas, um hino ao luxo como em determinadas épocas constitui-se como um ícone claro de marginalidade ou falta de requinte. Servindo os vários extractos sociais, a realidade é que o estado de descontracção, e o bem estar a ele implícito, sempre agradou a todos.

Porém, associado às indescritíveis sensações de liberdade ou prazer que o vinho proporciona, há também a referir os excessos cometidos com esta essência. É importante referir também que não só nos tempos que correm os limites do seu consumo são ultrapassados. Desde os tempos mais antigos que o seu consumo excessivo era registado em orgias, ocasiões de cerimónia, ou mesmo em simples tabernas, não tardando que em alguns locais, como no Egipto, o consumo do vinho fosse proibido à ala feminina da sociedade.

Na época renascentista, o aspecto da cultura vinícola europeia apresentava-se de forma semelhante à qual hoje conhecemos, ainda que actualmente se registem algumas alterações. Contudo, das formas mais arcaicas para a produção e fabricação deste ‘néctar’ de sabor único, assistimos hoje a verdadeiras transformações. Os utensílios e métodos utilizados em torno de todo o processo de produzir vinho, até ao momento em que ele chega às nossas mesas, registou verdadeiros progressos que em muito contribuíram para a sua comercialização a nível mundial.

Hoje, os vinhos ocupam um papel de referência nos cardápios de qualquer restaurante. Há-os de todos as regiões, verdes, brancos, tintos, com mais ou menos anos, mas todos eles gozando de uma qualidade invejável. De Verão ou Inverno, o vinho é sempre uma companhia a qualquer refeição de carne, peixe, ou marisco. Natural ou frio, o vinho é sempre uma das relíquias que um bom apreciador de gastronomia raramente dispensa.

O calor dos corpos procura sempre novas sensações. Os dias de praia são longos e as noites podem mesmo vir a ser ainda mais extensas. À beira mar, num local acolhedor, saboreando uma refeição divinal, o vinho é sempre uma exigência. E, se o calor já começa a ser intenso nesta época, imagine a sua temperatura quando a essência do Deus Baco lhe percorrer todo o corpo

Desfrute, por isso, de todos os prazeres que um bom vinho lhe pode oferecer! Acredite que podem mesmo ser muitos…

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