Alimentos perigosos

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É hora da refeição e olhamos com regalo para o que nos espera no prato. Um frango com cerveja, ou um caldo de camarão, ou talvez um peixe-espada grelhado. O pior é que com estes apetitosos petiscos se arrisca a contaminar ainda mais o seu organismo.

Cada vez mais os alimentos que ingerimos provocam a desconfiança. É que do frango “do campo”, ao fiambre, passando pelos ovos, peixe, iogurtes e muitos outros produtos que considerávamos seguros, muitos são aqueles que podem causar problemas de saúde e fazer mesmo perigar a nossa vida.

Uma grande parte dos alimentos que chegam até às nossas cozinhas contém substâncias químicas nocivas como pesticidas, tranquilizantes, antibióticos, chumbo, mercúrio ou doenças transmissíveis ao homem.

Ainda ninguém conseguiu esquecer o que aconteceu com a doença das vacas loucas. E por isso, muitas pessoas afirmam que não comem carne de vaca. Mas as opções no mercado não são melhores, embora sejam menos perigosas a curto-prazo.

A carne de porco está em alta, mas os problemas de higiene detectados nos matadouros e nos locais de venda, levam ao desenvolvimento de bactérias que provocam diarreias, febres e dores de cabeça. As bactérias são eliminadas com a correcta preparação da carne, mas, em nome do negócio, os animais são ainda injectados com anabolizantes, antibióticos e tranquilizantes que não desaparecem tão facilmente.

Em relação aos frangos e galinhas, o cenário não é mais animador, porque os animais são criados em aviários com rações de qualidade duvidosa e hormonas de crescimento, o que faz perigar a saúde dos consumidores e retira a qualidade dos ovos.

O peixe, que parece à primeira vista estar imune a tudo isto, também pode ser um perigo pelas altas taxas de mercúrio que apresenta, uma substância que o corpo humano não consegue eliminar e que se acumula, provocando mutações cancerígenas. O melhor é evitar o consumo de peixes de grande porte como o peixe-espada e o espadarte, mas o salmão e a dourada também são de evitar, porque são criados em viveiros e alimentados à base de rações.

E não pense que as saladas ou as sopas podem ser mais inofensivas. Nem os vegetais escapam a esta “carnificina”. O uso de pesticidas na agricultura provoca distúrbios no sistema imunitário dos humanos, defeitos de nascença, aumenta a propensão para o cancro e as crises de depressão, e segundo estudos, está ligado à doença de Alzheimer.

A seguir colocam-se os alimentos pré-fabricados, muitos deles um autêntico cocktail de aditivos prejudiciais à saúde.

Sempre que comprar, repare bem no rótulo e veja bem que tipo de aditivos o produto engloba, porque é sempre possível optar por outra coisa. Muitos dos aditivos são cancerígenos e são permitidos em pequenas quantidades. O problema coloca-se quando se combinam vários produtos, todos com as quantidades mínimas…

Dentro dos aditivos encontram-se os corantes, que dão cor à comida; os conservantes, que impedem o desenvolvimento das bactérias e bolores, mas que podem causar reacções alérgicas; os antioxidantes, que evitam a degradação dos alimentos em contacto com o ar; os emulsionantes, estabilizadores e espessantes, que substituem as matérias bases em muitos produtos; os intensificadores de sabor, que provocam mal-estar, dores de cabeça, palpitações e insensibilidade em certas áreas do corpo.

Depois de tudo isto, o melhor é não arriscar e olhar bem para os rótulos, cozinhar sempre as carnes muito bem e protestar com todas as suas forças pelo estado a que chegámos.

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