Fome e apetite, conheça bem as diferenças antes de iniciar uma dieta

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Fome e apetite, conheça as diferenças antes de iniciar uma dieta
Fome e apetite, conheça as diferenças antes de iniciar uma dieta

Quanto mais tentamos emagrecer, mais aumenta o nosso apetite, ou será a fome? Quando se aproxima uma altura em que nos preocupamos de forma diferente com o corpo apercebemo-nos da multiplicação dos anúncios que prometem milagres de emagrecimento. Mas quanto mais tentamos, mais aumenta o nosso apetite, ou será a fome?

As diferenças entre Fome e Apetite

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, fome e apetite são duas coisas completamente distintas. Para perceber o problema da obesidade é necessário entender os principais factores que a provocam. Pode comer-se por ter fome, ou apenas por apetite.

O que é a fome?

A fome tem a ver com a necessidade fisiológica e psicológica de comida, o apetite está relacionado com a escolha dos alimentos que preferimos.

Os factores que influenciam cada um deles são diferentes.

Factores que influenciam o apetite

Para confirmar esta situação, basta lembrar-se de cada vez que vai a um restaurante e lhe colocam a ementa em frente: as decisões que toma são mais baseadas no apetite, que nas alterações biológicas provocadas pela fome. Se tivesse realmente fome, nem levaria tempo a escolher o que queria, comendo o que lhe pusessem na frente. O apetite leva-a a escolher com alguma calma o que vai ingerir.

Factor social

Por sua vez, o apetite é também influenciado pelo factor social: Um exemplo?

A quantidade de alimentos que ingerimos está directamente relacionada com o número de pessoas (amigos) que estão sentadas à mesa. Um estudo levado a cabo por cientistas americanos (quem senão eles!) da Georgia State University, revelou que comer num grupo de seis ou mais pessoas acaba por aumentar a ingestão de alimentos em cerca de 76%, ao passo que ter apenas uma companhia, aumenta a ingestão de alimentos numa refeição apenas em 28% (compreende-se que, se calhar, está a pensar em outras coisas que não os alimentos na mesa).

Factor cultural

O que torna tudo ainda mais complicado é o factor cultural, meio ambiente, factores psicológicos e comportamentais que interagem com os mecanismos fisiológicos básicos.

Isto não quer dizer que tenha de se privar de comer com os seus amigos, mas tendo estes factores em conta, poderá controlar melhor o seu apetite e não ir na onda de encomendar mais uma dose de frango assado só para si.

A tentação da comida

De certa forma, a comida é como que uma carícia para o estômago. O simples facto de a ver, provoca uma resposta física (e bem sabemos o esforço que por vezes é preciso fazer ao olhar para o balcão de uma pastelaria, ou para os restaurantes).

A excitação provocada pelos alimentos envolve pontos muito específicos no hipotálamo, situado no cérebro a par com os receptores que revestem o aparelho gastro-intestinal e os mensageiros químicos que levam os sinais “comer” e “stop” de um lado para o outro.

O que é a fome?

A fome, tal como o amor, é uma questão química. Um incontável número, entre os 100 biliões de neurónios do cérebro, dão-lhe orientação para comer, em seguida dão-lhe sinal para parar.

Certos investigadores referem-se a esta parte específica do hipotálamo, que regula estes sinais, como sendo “o termómetro do apetite”. Na outra extremidade do percurso mensagem-fome, estão os sintomas que lhe dizem para começar a comer.

Por exemplo, alguns minutos antes de sentir fome, os níveis de açúcar diminuem ligeiramente. Esta alteração volta ao normal ao fim de cerca de 12 minutos e em seguida começa a subir. É nessa altura que vai direita ao frigorífico. Este processo ocorre ao longo do dia em intervalos regulares, quer a pessoa coma ou não.

De facto, o que não deixa de ser surpreendente é que você não precisa de comer para satisfazer essa necessidade de açúcar, devido à quebra que se faz sentir. Isso explica porque é possível trabalhar durante a hora de almoço e não se lembrar de comida durante grande parte da tarde.

Comer é um prazer

A grande maioria dos investigadores afirma que desejamos alimentos para satisfazer os nossos desejos sensoriais e não os fisiológicos, e indo um pouco mais longe, os cientistas descobriram que, de forma a intensificar o nosso prazer, devemos comer pouca quantidade de alimentos, de forma a apreciar devidamente o seu sabor.

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