Álcool

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Consumir álcool
Consumir álcool

O álcool é uma das principais causas de problemas de saúde e sociais. O álcool é uma droga que surge em variadas formas, incluindo cerveja, sidra, vinho, refrigerantes e bebidas espirituosas, tais como uísque, gin e vodka.

O álcool pode ser comprado de forma legal, junto de estabelecimentos autorizados, por pessoas com idade superior a 16 anos, sendo apreciado e consumido de forma segura por muitas pessoas. Porém, o álcool é uma das principais causas de problemas de saúde e sociais e é, a seguir ao tabaco, a droga que provoca maior número de vítimas mortais no Reino Unido.

Efeitos do álcool a curto prazo

O álcool relaxa o cérebro e o corpo e é normalmente bebido devido aos seus efeitos agradáveis. A sua capacidade para alterar a disposição das pessoas e provocar modificações físicas pode originar problemas físicos, psicológicos e sociais. Muitas pessoas acreditam que o consumo moderado de álcool (uma ou duas unidades de álcool por dia)ajuda a diminuir o stress, promove o relaxamento e funciona como um estimulante do apetite. Uma unidade de álcool é o equivalente a meia caneca (aproximadamente 3 dl) de cerveja normal ou cerveja lager (de fermentação baixa), um cálice de aguardente, um copo de vinho ou um copo pequeno de vinho do Porto.

Os serviços de Saúde recomendam que os homens não bebam mais de três a quatro unidades de álcool por dia. Para as mulheres, o limite diário é de duas a três unidades. Estes limites são aconselhados para todas as situações, indiferentemente de a pessoa em causa consumir álcool diariamente, apenas uma vez por semana ou várias vezes por semana. O facto de consumir o limite semanal em apenas uma “sessão” (situação designada por “ingestão episódica excessiva”) pode provocar problemas de coordenação, vómitos, reacções emocionais exageradas (incluindo tristeza, choro, irritação e agressividade) e pode desencadear perda de conhecimento. As mulheres que estão grávidas ou que estão a pensar em engravidar são aconselhadas a não beberem mais de uma a duas unidades por semana.

A ressaca do dia seguinte – dores de cabeça, boca seca. má disposição e cansaço -é uma consequência muito vulgar na manhã seguinte a uma noite de consumo intenso de álcool. Estes efeitos são causados pela desidratação e pela intoxicação. Sendo assim, quando se beber álcool. também se deve beber muita água.

Visto que mesmo pequenas quantidades de álcool podem influenciar a coordenação, reacção e julgamento. nunca se deve beber álcool antes de conduzir ou manobrar máquinas.

O consumo extremamente elevado de álcool pode provocar o estado de coma ou até a morte.

Efeitos do álcool a longo prazo

O consumo prolongado e elevado de álcool (dez ou mais unidades por dia. no homem, ou seis ou mais unidades por dia, na mulher) pode causar problemas de saúde, afectando o fígado, o coração e o cérebro. O consumo diário excessivo de álcool pode provocar igualmente uma dependência física e psicológica.

Adicionalmente, as pessoas que bebem muito não se alimentam. por norma, da forma adequada, o que pode agravar ainda mais os problemas de saúde. O álcool é uma substância depressiva e pode desencadear ou piorar problemas mentais. psicológicos ou emocionais. Quando consumido em combinação com outras drogas. tais como os analgésicos vendidos sem receita médica (por exemplo paracetamol). o álcool pode ter efeitos muito mais graves, pois a combinação pode sobrecarregar o trabalho do fígado.

Álcool e VIH

Não existem provas de que o consumo moderado de álcool (uma ou duas unidades de álcool por dia) possa causar problemas de saúde a pessoas infectadas pelo VIH. Porém, se se tiver hepatite ou altos níveis de gordura no sangue, pode ser necessário reduzir ou interromper completamente o consumo de álcool.

O consumo elevado e sistemático de álcool pode afectar o sistema imunitário e, assim, dificultar a recuperação das infecções.

O consumo exagerado de álcool pode ter consequências potencialmente graves para as pessoas que tomam medicamentos anti- VIH. O álcool é processado pelo fígado e este tem que estar saudável para poder processar os medicamentos de forma efectiva. Os aumentos no nível de gorduras no sangue, provocados pelos medicamentos anti-retrovirais, podem ser potenciados pelo consumo elevado de álcool.

As pessoas co-infectadas com VIH e hepatite B ou C são aconselhadas a absterem-se de beber álcool, ou de limitarem o consumo a um mínimo absoluto.

Se o fígado já está danificado pelo consumo excessivo de álcool (especialmente no caso das hepatites crónicas), é mais provável a ocorrência de efeitos secundários provocados pelos medicamentos anti-retrovirais, especialmente os inibidores da protease.

O álcool pode interferir com a toma de alguns medicamentos (por exemplo, rifampicina, rifabutina e metronidazole). Sendo assim, deve-se sempre consultar o médico assistente ou o farmacêutico hospitalar sobre a possível interacção entre o álcool e qualquer novo medicamento que tenha sido prescrito.

O álcool pode provocar vómitos. Caso isso aconteça no prazo de uma hora a seguir à toma da medicação anti-retroviral, ou de qualquer outro medicamento que tenha sido prescrito, aconselha-se a repetição da dose.

Ajuda com problemas de álcool

Se o consumo de álcool se torna exagerado, deve-se falar com um dos membros da equipa de acompanhamento médico, que poderá encaminhar para os serviços competentes especializados na dependência de álcool.

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