Milénio novo, vida nova para o seu corpo

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Descobertas recentes vêm confirmar o que alguns já preconizavam: afinal o nosso corpo pode viver até aos cento e muito anos, e quando eu digo e “muitos anos” refiro-me a várias décadas para além dos mágicos cem anos.

Isto é, sem dúvida alguma, uma boa novidade para começarmos o novo milénio.

Milénio novo, vida nova

Muito depende da forma como nos tratamos a nós próprios e ao nosso corpo. Por isso é importante ajudarmos o nosso organismo a portar-se bem e que tomemos algumas iniciativas simples para melhorarmos a nossa qualidade de vida.

Se ainda está indisposto com os excessos alimentares que cometeu faça chá de hortelã que ajuda a digestão. Termine as suas refeições com uma ou duas chávenas deste chá e procure fazer uma alimentação um pouco mais simples. Dê ao seu organismo a possibilidade de recuperar e ajude-o activamente, sentir-se-á sem dúvida melhor não só fisicamente mas também mentalmente. Ir até à varanda ou ao jardim e apanhar um pouco de ar também ajuda e porque não dar um passeio com os miúdos mais que não seja à volta do quarteirão?

É quando andamos assim, descontraidamente, que descobrimos a beleza ou certas particularidades do sítio onde moramos, que afinal até dão outro colorido à nossa vida. São as plantas na varanda da vizinha, é um cão bonito do outro lado do portão, que normalmente só ouvimos ladrar, é o empedrado do passeio que mais parece uma toalha arrendada… E tudo isto enquanto ajuda a sua circulação a fazer-se e os seus músculos, pulmões e coração a bombearem.

Afinal andar um pouco para ajudar a sua digestão não é assim tão difícil e sentir o ar na cara até sabe bem.

Anda a pensar, há algum tempo, que devia ir ao médico para ver se está tudo bem deve fazê-lo pois o ditado “Ano Novo Vida Nova!” tem a sua razão de ser.

Nos Estados Unidos da América perder peso é um dos desejos mais formulados no início do novo ano. Muitas pessoas escrevem, na sua lista de intenções para o novo ano, que querem alcançar o peso correcto, desta feita de forma duradoira, e aprender a alimentarem-se correctamente. E porque não? Quem não quer sentir-se melhor, mais em forma e mais atraente?

Se faz parte deste grupo dê o primeiro passo e tome essa decisão também. Hoje em dia emagrecer já não é sinónimo de fome, de refeições sensaboronas ou de uma vida enfadonha pois não é necessário abdicar de ter vida social enquanto emagrece.

E para lho provar propomos-lhe este pudim de ananás que pode comer a um dos seus lanches pois, apesar de ser bem nutritivo, não tem muitas calorias. O ananás tem uma substância que ajuda a fazer a digestão e, por outro lado, combate a retenção de líquidos.

Em comparação com outra fruta não tem muitas calorias pois duas rodelas de ananás, com 1,5 cm cada de grossura, equivalem, em termos calóricos a uma laranja ou a uma maçã. Misture 500 g de ananás, ou abacaxi, com 70 g de Canderel. Dissolva 20 g de gelatina em água quente e junte 1 colher de sopa de sumo de limão. Misture tudo e leve ao lume até o açúcar dissolver.

Quando estiver frio, junte 5 cinco claras batidas em castelo. Ponha numa forma untada com um pouco de óleo e coloque no frigorífico durante algumas horas. Depois de desenformado decore com bocadinhos de ananás.

Se quiser também pode substituir o ananás por outra fruta. É sempre preferível comer o doce logo a seguir à refeição pois sobrecarrega menos o seu organismo. Isto leva-nos a outro assunto. Nesta altura do ano muito se fala de prevenção de acidentes nas nossas estradas.

Por isso acho oportuno fazer aqui uma chamada de atenção aos nossos leitores para o facto de que quando comemos muito, mesmo não tendo tomado álcool, há uma chamada do sangue, que circula pelo nosso corpo, para que aflua em maior quantidade para o estômago e para o restante aparelho digestivo, de forma que a digestão se possa fazer. Esta é uma das razões pela qual muitas pessoas sentem alguma sonolência depois de uma refeição copiosa.

Há um funcionamento um pouco mais lento do resto do organismo. Mesmo que não se sinta sonolência, os reflexos tornam-se mais lentos e as nossas reacções também, sem que tenhamos consciência disso. Assim, podemos demorar mais tempo a perceber que o carro à nossa frente travou e, naturalmente, também demoramos mais tempo a começar a travar. E, como todos sabemos, ter um desastre é, muitas vezes, uma questão de uma fracção de segundo.

Um bom condutor não é só aquele que guia bem mas que também observa o que se passa à sua volta e que consegue antecipar o que deve fazer, antes de ser necessário fazê-lo. Ou seja, está sempre em cima da jogada. Ora se as suas reacções estão mais lentas por ter comido demais não presta tanta atenção e tem dificuldade em antecipar o que deve fazer e em fazê-lo a tempo. Claro que o mesmo acontece, de forma mais acentuada, se a pessoa bebeu ou se está, muito simplesmente, cansada.

Por isso se comeu bastante, ou sente-se cansado depois da festa ou se acha que bebeu demais do que é permitido, pergunte à sua mulher, ou a um dos seus filhos, se podem guiar. Em muitos países isto é prática corrente e têm razão. Porque é que há-de ser o marido se lhe apetece mais descansar?

Nos jantares ou nas festas a mulher bebe, com frequência, menos do que o homem, e muitas vezes também come menos. Por outro lado às vezes também se mexe mais – porque andou a ajudar ou a dançar – e, com frequência, também conversa mais. Em suma, mantém-se mais desperta e por isso, se lhe custa menos, porque não ser ela a conduzir no regresso a casa? E, se estão com os miúdos, a mulher ainda vai de conversa com eles sobre a festa enquanto o marido passa pelas brasas.

Por isso, seja inteligente, seja previdente e goze mais a vida!

Doutora Virgínia Costa Matos

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