Saiba consumir alimentos de conserva

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São práticos e estão prontos a consumir, para além de durarem muito tempo. Mas existem alguns cuidados a ter com os alimentos de conserva. Costumamos chamar-lhes “enlatados”, mas a verdade é que nem todos os tipos de conservas são iguais.

Vamos dividir os alimentos de conserva em dois tipos diferentes:

Em primeiro lugar, temos as conservas verdadeiras. Neste caso, para garantir que não restam microrganismos nos produtos conservados, os alimentos são esterilizados a altas temperaturas, normalmente entre os 90 e os 120 graus centígrados. Depois de esterilizados, são embalados em caixas de metal ou em frascos de vidro, suficientemente estanques para garantir a sua não-deterioração por longos períodos de tempo.

Estes podem mesmo prolongar-se por vários anos, durante os quais os alimentos mantêm todas as características originais, desde que armazenados nas condições apropriadas. Daí que a recomendação “guardar em local fresco e seco” é mesmo para levar a sério. Na maior parte dos casos, recomenda-se também que as conservas sejam guardadas em locais com pouca luz.

Temos ainda as semi-conservas. Estas têm, em geral, uma vida mais curta do que as conservas verdadeiras. Isto porque não estão sujeitas a processos de esterilização completa, como no caso das conservas verdadeiras, mas apenas de salmoura ou de pasteurização, a temperaturas que raramente são acima dos 50 ou 60 graus centígrados. Assim, apenas os microorganismos mais perigosos são eliminados.

Ao contrário das conservas verdadeiras, as semi-conservas devem, em geral, ser armazenadas no frigorífico.

Que precauções tomar com as conservas?

Para evitar adquirir ou consumir alimentos eventualmente contaminados com microrganismos perigosos, sugerimos-lhe alguns cuidados a ter na altura de comprar e de consumir conservas:

Verifique sempre o estado da embalagem. Certifique-se de que não existe ferrugem, amolgadelas ou “inchaços”; estes sintomas podem significar que o conteúdo da embalagem não está em bom estado; ¡

Verifique sempre o prazo de validade do produto e, caso ele não exista, não compre (o prazo de validade é obrigatório por lei); escolha também as embalagens com um prazo mais alargado;

De entre as embalagens que comprar, comece por consumir as que tiverem um prazo de validade mais curto;

Antes de abrir a embalagem, limpe-a sempre com um tecido limpo; faça o mesmo ao abre-latas.

  • Ao abrir a embalagem, certifique-se de que não é emitido nenhum tipo de gás; a presença de gases pode significar que os alimentos estão deteriorados, parcial ou completamente;
  • Depois de aberta a embalagem, se não consumir a totalidade do conteúdo, retire o que resta para um frasco de vidro ou outro tipo de recipiente em plástico;

Os alimentos enlatados têm menos nutrientes do que os frescos?

Generalizou-se a ideia de que os alimentos enlatados são mais pobres em nutrientes do que os frescos; isto é, que têm menos vitaminas, sais minerais, fibras, etc.

É uma ideia verdadeira apenas até certo ponto. Senão, vejamos: se é verdade que, durante os processos de esterilização e de pasteurização, há, de facto, algumas vitaminas que são destruídas, também é verdade que o período de armazenamento dos alimentos frescos provoca, na maior parte dos casos, uma perda de vitaminas igual ou maior. Existem, por exemplo, alguns alimentos frescos que, três dias depois de colhidos, têm a mesma quantidade de vitaminas que o mesmo tipo de alimentos enlatados há vários meses.

Relativamente aos sais minerais e às fibras, não há diferenças significativas a registar entre uns e outros.

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