Hepatites: saiba como identificar cada um dos 5 tipos de hepatite

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As diferentes hepatites
As diferentes hepatites

Ao todo são cinco as hepatites que têm provocado inúmeros problemas um pouco por todo o mundo. A, B, C, D, e E, são estas as componentes do Abecedário das Hepatites.

As diferentes Hepatites

Desde os primórdios da civilização que se conhecem hepatites. Embora muitas vezes não fossem correctamente diagnosticadas como tal, a verdade é que as hepatites têm vindo a provocar ao longo dos tempos, infiltrando-se em qualquer sociedade, um número elevado de vítimas. Afectando fortemente o fígado, a hepatite é uma doença para a qual a vacinação é imprescindível.

As diferentes formas de hepatite são provocadas por vírus totalmente diferentes entre si. As consequências de cada uma delas variam bastante e, infelizmente, alguns casos de hepatite podem conduzir à fatalidade do ser humano.

Mas, e para termos uma ideia mais ampla acerca de cada uma destas hepatites, fique a saber que os vírus de cada uma delas foram descobertos quase todos na década de 70. Na realidade, apenas o vírus da hepatite C foi descoberto em 1988, sendo conjuntamente com a A e B uma das formas mais frequentes de hepatite no nosso país.

Todavia, a hepatite D é extremamente invulgar no nosso país, e mesmo a hepatite E é quase impossível ser constatada na zona Ocidente da Europa. Neste caso, debrucemo-nos apenas na hepatite A, B e C, as três formas mais comuns de hepatite em Portugal.

Todas elas traduzem uma inflamação viral do fígado, podendo a mesma ser provocada por bactérias e vírus, por produtos químicos e toxinas, ou ainda por doenças imunitárias. A saúde do fígado é de imediato afectada, sendo importante ter a noção que a durabilidade da hepatite varia de caso para caso, e consoante a gravidade da situação.

Hepatite A

Na hepatite A o vírus encontra-se presente nas fezes durante duas ou três semanas, até se começar a manifestar no ser humano, e durante a primeira semana em que se constatar a doença. Os alimentos e água contaminada são as formas de contrair a hepatite A, mas quando estamos perto de alguém já contaminado há que ter cuidado com o sangue e as secreções.

A hepatite A pode assemelhar-se a uma gripe, pois os sintomas são basicamente os mesmos, embora os olhos e a pele possam ter tendência ficar amarelados devido aos problemas do fígado. Viagens para a Ásia, ou América Central ou do Sul, devem ser realizadas com algum cuidado, e a lavagem das mãos após ir à casa de banho é fundamental nesses países ou em qualquer outro.

Hepatite B

Por sua vez, as hepatites B e C transmitem-se sexualmente, embora no caso da hepatite C a transmissão por via sexual não se faça sentir com tanta intensidade. A hepatite B é, sem dúvida, a mais perigosa de todas as formas de hepatite e, além da transmissão sexual, o seu contágio é igualmente feito por via sanguínea. As mães grávidas que contraíram hepatite B possuem também sérias probabilidades de contaminarem o feto, sendo necessários inúmeros cuidados relativos à segurança do feto.

Os sintomas da hepatite B raramente levam menos de 6 meses a manifestar-se. Febre, mal, estar, dores nas articulações, erupções na pele, dores abdominais e muita fadiga podem ser os primeiros sintomas, embora as pessoas raramente os associem à hepatite B. A fadiga é realmente o sintoma chave, mas habitualmente as pessoas têm tendência a não ligar e a associá-la apenas a uma fase de maior cansaço. O cuidado deve ser prioritário relativamente às relações sexuais, devendo usar-se sempre preservativo, e também uma precaução especial com o sangue, pois nunca se sabe se estará contaminado.

Hepatite C

A hepatite C pode ser transmitida numa transfusão de sangue ou através de substâncias tóxicas. Evitar o contacto sexual com pessoas infectadas e com sangue contaminado são a chave principal para não se contrair a doença. Algum tempo após o aparecimento dos sintomas é possível que a hepatite seja eliminada, mas em cerca de metade dos casos a hepatite pode evoluir para um estado crónico.

De facto é na hepatite B e C que reside o maior receio, dado que é bem provável que ambas se possam vir a tornar crónicas caso durem um tempo muito superior aos 6 meses. Embora haja já alguns medicamentos que permitem estagnar a evolução da hepatite B e C, ou mesmo eliminar hepatites já crónicas, estes revelaram uma eficácia em cerca de metade dos casos de hepatite A, mas não foram além da margem dos 40 % relativamente à hepatite B.

Vacinação

Actualmente existem vacinas para cada um dos géneros de hepatite, exceptuando a hepatite C e a E. A vacinação é extremamente importante e deve ocorrer antes dos 15 anos através da vacina combinada, que protege em relação à hepatite A e B.

Devem ser aplicadas três doses: uma primeira dose, a segunda dose no mês seguinte à primeira, e a terceira dose aplica-se seis meses após a primeira (isto é, cinco meses após a segunda dose). É recomendável que a vacina da hepatite A e a vacina combinada só sejam administradas após o primeiro ano de idade, e não antes dessa data.

A hepatite B é uma das grandes calamidades do nosso planeta, e julga-se existirem mais de 300 milhões de portadores. Ainda mais contagiosa do que a SIDA é recomendável que tenha o máximo cuidado não entrando em contacto com sangue de ninguém, podendo correr o risco de este estar contaminado (aqui um especial cuidado e chamada de atenção para os toxicodependentes que compartilham seringas e os mais variados utensílios).

Recorra sempre ao preservativo, até agora o único método que protege a transmissão da doença por via sexual.

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