Controlar o stress: como transformar este inimigo num amigo útil

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Stress: Como transformar este inimigo num amigo útil
Stress: Como transformar este inimigo num amigo útil

A vida stressada, pelo cumprir dos prazos sempre urgentes, faz com que estas e muitas outras pessoas com profissões várias sintam necessidade de controlar o stress, antes que este as controle.

Como controlar o stress

A maioria das pessoas lamenta-se pelo stress que sentem no dia-a-dia. Contudo, é pelo stress que se consegue realizar tarefas e decisões urgentes, tornando assim, o stress num motor que nos faz agir. Como há sempre um reverso, o stress também é causa de inúmeras doenças, quer de origem física, quer psicológica.

No fundo, trata-se de mudar a relação que se tem com o stress: se considerado inimigo, torná-lo num amigo útil.

Afinal, o que é o stress

Causador de simpatias (poucas, é certo) e ódios, o stress tornou-se no personagem principal da vida contemporânea. Hans Selye, considerado por muitos, com o pai do stress, disse que a “ausência completa de stress é a morte”.

Será mesmo assim? A única vida que não tem stress é aquela que vulgarmente é chamada de “vida de lagarto”? Se em todas as actividades profissionais existe stress, o que aqui está em causa são os seus níveis, que podem ter valores mais altos, ou mais baixos, e a forma como estes são controlados, para que ajam a nosso favor.

O stress não é propriamente uma novidade do milénio, mas mais uma consequência dos acontecimentos que nele tiveram lugar, como o aumento da população, advindo daí o stress dos transportes, do trânsito, dos empregos… que afecta níveis de aceleração do ritmo do tempo e, poderá mesmo dizer-se, do próprio tempo: nunca há tempo.

Nesta vida sem tempo, onde se está “sempre em cima da hora”, “atrasado desde que acordei” (embora se acorde a horas), indo e vindo do “stress do emprego” pelo “stress do trânsito”, acaba-se por ter mais um “dia stressante”, entre os outros, igualmente “stressantes”.

O stress existe, isto é um ponto assente. Os seus níveis oscilam, conforme as pessoas e o seu organismo, o seu emprego, o estilo de vida, onde residem, onde trabalham, enfim uma série de factores influentes, que podem alterar os níveis de linfócitos T, as células que protegem o organismo.

Como mudar a relação com o stress

O que importa agora é mudar a relação que se tem com o stress. Ou seja, torná-lo numa coisa, quase que, benéfica para si.

O stress tem um papel de preparar-nos para os momentos de tristeza e alegria que, muito naturalmente fazem parte do nosso dia-a-dia.

Se umas pessoas vão buscar ao stress um motor de acção, outras bloqueiam com os seus efeitos, prejudicando assim, as suas funções. Deixe adiantar-lhe que uma boa dosagem de stress e ambição, pode ser a receita ideal para atingir as suas metas. O segredo está portanto, em regular o stress!

Óbvio que o stress não é benéfico para o nosso organismo e em níveis descontrolados, pode mesmo vir a ser causa de doenças físicas ou psicológicas. Podem ocorrer sinais de depressão (fadiga, agitação, insónia, desvalorização pessoal, oscilação de peso, tentativa de suicídio) e ansiedade (palpitações, taquicardia, dores no peito, dores musculares, sensação de falta de ar, rubor, palidez, sudação), podendo ainda afectar a vida sexual.

No entanto, o stress pode ter uma relação ambígua com a sexualidade, se por um lado está provado ajudar a combater o stress, por outro, pode inibir a actividade sexual, provocando disfunções sexuais como a impotência e diminuição da libido.

No que respeita às perturbações físicas, resultantes de altos níveis de stress, encontramos a diminuição da célula linfócito T, que faz perder algumas defesas do organismo, a factores externos. Daí podermos observar que quando se está mais stressado, ou depressivo, é mais corrente o desenvolvimento de constipações, gripes, infecções pulmonares, do que se estivermos “eufóricos”.

Sintomas do stress

Na maioria dos casos, o stress em demasia, começa por manifestar-se através de dores de barriga, azia, vómitos, diarreia ou fobia. Em casos mais graves e de maior duração deste descontrolo orgânico, pode mesmo ir até à colite ou úlcera.

Para que possa tirar partido do stress, e não o stress tirar partido de si, é necessário então, controlá-lo. Eis algumas propostas para que o stress não se torne no seu mais íntimo inimigo.

Como controlar o stress

A prática do desporto reduz significativamente os níveis de stress acumulados ao longo do dia. Se não tiver possibilidade de praticar desporto todos os dias, é indispensável, pelo menos uma vez por semana. Visto que não se trata apenas de combater o stress, mas também cuidar um pouco de si, poderá através do desporto aumentar a sua resistência às ameaças diárias externas.

A Psicoterapia é uma técnica de relaxamento que ajuda a compreender o nosso interior, combatendo directamente a causa do stress. A Terapia Comportamental trata fobias, pela aproximação gradual da pessoa ao objecto causador de stress.

O Shiatsu é uma técnica antiga japonesa que, traduzida significa “pressão digital”. Corresponde a técnicas de massagem, com o objectivo de encontrar a energia Ki em todas as partes do nosso universo. Esta técnica pode ser partilhada a dois.

O Yoga, uma técnica indiana, hoje já muito difundida tanto na Europa, com em Portugal, traduzida, significa, por sua vez, unir. Trata-se de estar em harmonia com o mundo exterior e com o interior, o corpo, a mente, a energia interna e consciência. Acrescenta-se ainda neste método, a meditação, formas de respiração e posturas próprias.

Por fim, a técnica Tai Chi Chuan, praticada entre nós, apenas desde a última década, é conhecida pelas suas formas de “bailado” de quem a pratica. Um misto de arte marcial e introspecção espiritual é muito bem aceite em todas as idades, embora exista um número muito considerável de idosos, a praticarem esta técnica oriental já milenar. Podia prolongar-se a lista de técnicas de controlo de stress porém, estas técnicas são as mais usuais e eficazes.

O stress “ataca” mais umas profissões que outras, disso é exemplo, a vida acelerada dos médicos, enfermeiros, desportistas de alta competição, polícias e até jornalistas. A vida stressada, pelo cumprir dos prazos sempre urgentes, faz com que estas e muitas outras pessoas com profissões várias sintam necessidade de controlar o stress, antes que este as controle.

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