Os 5 efeitos do climatério que toda a mulher deve conhecer

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Os 5 efeitos do climatério que toda a mulher deve conhecer

Se você tem entre 35-40 anos ou mais, atenção! Saiba que pode estar a entrar ou já entrou no climatério, período que marca a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher. O climatério é uma transição importante na vida da mulher, que envolve mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais, mas que pode ser vivida com tranquilidade com alguns cuidados especiais.

O que é o climatério?

O climatério pode começar por volta dos 35-40 anos e se prolongar até á menopausa, ou seja, até a última menstruação da mulher, que fecha esse período. A confirmação ocorre se a mulher ficar 12 meses ininterruptos sem menstruar.

Felizmente, hoje é possível aliviar os sintomas e tratar os problemas que podem surgir  durante o climatério, na menopausa e na pós-menopausa visando à melhoria da qualidade de vida da mulher.

Os 5 principals efeitos do climatério

Afrontamento – fogachos – ondas de calor

O  afrontamento ou fogacho é um problema vasomotor associado à queda do nível de estrogenio. A mulher pode sentir uma sensação repentina de calor no rosto e na parte de cima do tórax que se espalha pelo corpo. Há intensa transpiração e a pele pode ficar mais avermelhada devido à dilatação dos vasos. Em seguida, cerca de dois a quatro minutos, há uma queda rápida da temperatura, com sensação de frio ou de calafrios. Isso pode ocorrer várias vezes ao dia e durante a noite, o que pode causar insónia e afetar a qualidade de vida da mulher.

Outras condições médicas, como doenças da tireoide, infecção, ou (raramente) cancro também produzem afrontamentos. Além disso, o uso de medicamentos como tamoxifeno para cancro, raloxifeno para osteoporose e alguns antidepressivos podem causar fogachos.

Os afrontamentos ou fogachos geralmente aumentam com o stress e podem estar associados a ansiedade e palpitações (batimentos cardíacos acelerados). A sensação inquietante que antecede um fogacho pode parecer um “ataque de pânico” em algumas mulheres.

Como lidar com os afrontamentos

A terapia de reposição hormonal (TRH) é o tratamento mais efetivo para gerir os fogachos. Entretanto, nem todas as mulheres tem indicação para repor hormonas. Assim, para aquelas que não podem, recomenda-se praticar atividades físicas, técnicas de relaxamento, adotar uma dieta equilibrada e procurar manter o corpo fresco durante o dia e enquanto dorme.

2. Osteoporose

A redução dos níveis de estrogénio leva à perda da massa óssea. Com isso, uma em cada três mulheres irá desenvolver a osteoporose, principalmente na menopausa ou na pós-menopausa. O principal problema ligado à osteoporose são as fraturas e suas consequências, como incapacidade e mortalidade.

Como lidar com a osteoporose

A prática de atividade física é uma das melhores maneiras de prevenir e de tratar a osteoporose. Os exercícios devem visar ao aumento da força muscular, da estabilidade, do equilíbrio e da mobilidade. Pilates, por exemplo, é bastante recomendado. A terapia de reposição hormonal também pode ser feita e há outros medicamentos específicos para tratar a osteoporose.

3. Vida Sexual

O estrogenio é responsável pela lubrificação vaginal. Portanto, a diminuição dos níveis das hormonas leva ao ressecamento vaginal. Como consequência, a mulher pode apresentar dor durante a relação sexual (dispareunia). O desejo sexual pode diminuir e pode ser preciso mais tempo nas preliminares para levar à excitação.

Como lidar

O ressecamento vaginal é facilmente tratável. O médico pode prescrever hormonas de uso tópico para melhorar a secura vaginal. Além disso, a mulher pode usar gel lubrificante durante as relações e um hidratante vaginal para manter a vagina húmida de maneira prolongada. A queda da libido pode melhorar com a reposição hormonal.

4. Depressão

Ao longo dos anos, estudos mostraram que há uma relação entre a menopausa e o aumento dos sintomas depressivos. Mulheres que apresentam sintomas mais severos no climatério/pós-menopausa, principalmente as ondas de calor, insónia e aquelas que têm histórico de depressão, correm mais risco de apresentar o transtorno.

Como lidar com a depressão no climatério

Procurar apoio psicoterapêutico e acompanhamento com um psiquiatra são estratégias importantes para lidar com a depressão. Além disso, atividade física, sono adequado e técnicas de relaxamento podem contribuir para prevenir ou para tratar a depressão. A terapia de reposição hormonal também pode ajudar a combater os efeitos do climatério no cérebro, como a depressão e o declínio cognitivo.

5. Aumento do risco cardiovascular

As principais causas de mortalidade no mundo são o enfarto e o acidente vascular cerebral (AVC). São as chamadas doenças cardiovasculares, cuja prevalência é maior nas mulheres na pós-menopausa ou naquelas com 55 anos ou mais.

Como lidar com estes riscos

A adoção de hábitos saudáveis é essencial. Manter o peso, praticar atividade física, comer de forma saudável, parar de fumar, beber com moderação, gerir o stress, manter os níveis de colesterol adequados e cuidar da pressão arterial são as principais medidas que podem ser adotadas para prevenir as doenças cardiovasculares. O estrogénio pode atuar como fator de proteção contra as doenças cardiovasculares em mulheres saudáveis, principalmente quando iniciada logo na transição

Fases do ciclo reprodutivo

Com os recursos certos e de forma individualizada, a mulher pode descobrir que é possível viver plenamente e, sentir-se verdadeiramente feliz. Para que isso aconteça, é fundamental procurar apoio médico especializado capaz de tratar do climatério de uma forma global, ou seja, levando em consideração todos os aspectos, como o físico, o emocional e o social.

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