Entrar em Forma a Dançar

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Dançar é uma forma divertida de entrar em forma. É um excelente método para perder calorias, estimula as relações sociais, além de ser uma actividade recheada de muita dinâmica e diversão.

A dança surgiu há muito, muito tempo. Já desde a época pré-histórica que se dançava, ainda que esta actividade não tivesse a mesma conotação de hoje em dia. Se actualmente a dança revela um gosto pessoal e uma forma de estar bem fisicamente, nessa época a dança servia para entrar em contacto com as entidades divinas. Porém, em quase todas as culturas, e em todas as épocas da história mundial, a dança esteve sempre presente associada a rituais ou a meras formas de diversão.

Excelente para a coordenação motora, alívio do stress, desenvolvendo também a auto estima e permitindo ao corpo um exercício físico bastante agradável, as danças de salão são uma das actividades físicas às quais mais se recorrem ultimamente. Desenvolvidas que estão as danças de salão, é cada vez mais fácil encontrar o estilo musical pretendido até porque as escolas de dança de salão proliferam um pouco por todo o lado, oferecendo de antemão um leque de variedades bastante amplo: salsa, tango, merengue, samba, sevilhanas/ flamenco, valsa, lambada, bolero, cha cha cha, etc. Para os mais interessados em perder calorias, do que a própria paixão pela dança, saiba que se pode perder entre 300 a 400 calorias por cada hora de dança, ainda que isso varie consoante o estilo musical.

O Brasil foi o local onde as danças de salão começaram-se a desenvolver com mais intensidade. Os ritmos brasileiros de rua, como o samba, rapidamente começaram a saltar para os espaços fechados dos locais onde se leccionavam as aulas de danças de salão. O Samba e o Tango começaram a ser procurados um pouco por todo o lado, sendo muitos os interessados em apurar o seu gosto pela arte de dançar. Daí, até outros estilos de dança ocuparem um papel de destaque, foi apenas um passo. Por isso, hoje em dia é possível encontrar o seu estilo de dança preferido em qualquer escola de dança.

Vamos agora dar uma vista de olhos por vários géneros de dança. Assim, ao mesmo tempo que perde calorias acaba por estar a fazer aquilo que lhe dá mais prazer: dançar.

Bolero – é uma das danças mais românticas, afirmando muitos dos entendidos que este estilo acabaria por vir influenciar o aparecimento do Mambo. Desenvolvido abundantemente em Espanha, ainda que o seu nascimento seja discutível, o nome Bolero provém da roupa utilizada pelas ciganas que era composta por bolas chamadas de “boleras”. Actualmente, o Bolero é dançado com passos próprios, recorrendo também a passos do Swing e do Cha cha cha.

Cha cha cha– dança ligada ao Mambo, o cha cha cha é descendente da Rumba e o seu nome provém do som que os dançarinos fazem no chão ao dançarem. À base de instrumentos de sopro, o Cha cha cha é também uma dança concorrida nos salões, onde o homem e a mulher quase que dialogam através do corpo.

Lambada – muito influenciada pelo Merengue e, principalmente, pelo Samba, esta é uma das danças mais quentes e sensuais. Nascida em 1976, em Porto Seguro, Brasil, a Lambada é um género de dança predominantemente brasileiro, onde os dois corpos, o do homem e da mulher, parecem fundir-se num único. A coordenação e ritmos sensuais é uma obrigatoriedade neste género de dança.

Samba – dança puramente brasileira, a sua origem tem como embrião a influência de várias nacionalidades: o “batuque” e o “lundu”, africanos, e a “habanera” cubana, ou mesmo os passos de Tango, ainda que dançados de uma outra forma. A sensualidade e a energia do corpo estão aqui em evidência. Prepare-se para suar!

Tango uma das danças mais famosas do mundo, este género esteve sempre ligado à conquista dos homens: serviam-se do Tango para conquistarem diversas mulheres. Associada a pessoas de baixa envergadura social, pobres, por incrível que pareça a origem da palavra ‘tango’ é africana. Dançada em quase toda a América do Sul, o ‘Tango’ é uma das danças mais procuradas nas escolas de dança, sendo também uma das mais populares e das mais ricas tecnicamente.

Valsa – de natureza austríaca e alemã, a Valsa era dançada nos carnavais de Veneza, onde o requinte e o charme dos seus movimentos começariam também, mais tarde, a percorrer os quatro cantos do mundo. Dança tradicional, e na altura apenas relacionada à nobreza, a Valsa continua ainda a ser um tema obrigatório em casamentos, bailes, agora conotada como um género de dança que pode estar ao alcance de todos.

Mambo – natural de Cuba, tem por antepassados ritmos afro-cubanos que se praticavam fluentemente naquela altura. Os metais nas charangas viriam a revolucionar toda esta forma de dança que rapidamente se difundiu, nos anos 50, pelos Estados Unidos da América.

Salsa – de origem cubana, chegaria só posteriormente até terras brasileiras. Espalhando-se um pouco por todo o lado, a Salsa é um dos ritmos mais procurados entre nós, sendo encarado como um estilo muito quente e sensual. Exige técnica e coordenação dos corpos.

Sevilhanas/Flamenco – de origem popular, as sevilhanas/ flamenco expressam todo o ritmo e alegria de ‘nuestros hermanos’. Ligadas directamente ao povo espanhol, as sevilhanas têm vindo a ser um género de dança que, aos poucos, tem começado a aparecer nos cardápios de dança. Exigindo muita técnica, dinâmica e entrega, este ritmo pertencente ao povo andaluz é um espectáculo apreciado pelo mundo inteiro, quer seja pelos seus passos, técnica, mística, e alegria que o compõem.

 

Resta-lhe a si escolher o ritmo com o qual mais se identifica, e depois partir em busca dos seus ritmos de eleição! Para quem não gosta de dançar, veja aqui como pode perder alguns dos seus quilinhos a mais…

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