Osteoporose afecta tanto Mulheres como Homens

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Osteoporoso, afeta mais as mulheres do que os homens
Osteoporoso, afeta mais as mulheres do que os homens

Tanto os homens como as mulheres podem sofrer as consequências da Osteoporose. Causada pelo uso prolongado de corticosteroides, os homens não são imunes a este problema.

A osteoporose, doença rotulada como feminina, pode também afectar os homens, em particular quando estes estão sujeitos a terapias prolongadas com corticosteroides, tratamentos comuns para doenças crónicas, como asma, artrite reumatóide ou condições alérgicas. O número de homens que sofrem de osteoporose tem vindo a aumentar, estimando-se que até 2025, mais de 1,1 milhões de indivíduos irá sofrer uma fractura da anca.

De acordo com novos dados recentemente publicados no jornal Calcified Tissue International, da European Calcified Tissue Society, os homens sujeitos a terapias com corticosteroides podem aumentar significativamente a sua Densidade Mineral Óssea (DMO) através da ingestão diária de risedronato de sódio, diminuindo o risco de fracturas vertebrais no espaço de um ano.

“Sabemos que cerca de 50% dos doentes que estão sujeitos a uma terapia prolongada com corticoesteróides irão sofrer fracturas, nomeadamente fracturas vertebrais, pois os esteróides provocam uma perda acelerada de massa óssea, que torna os ossos mais frágeis”, afirma David Reid, da Universidade de Aberdeen, o principal autor do estudo sobre osteoporose masculina causada por corticoesteróides (CIO).

“Na análise que realizámos, 1 em cada 4 homens com terapias prolongadas de corticoesteróides, apresentava fracturas vertebrais ao fim de um ano. Como estes tratamentos aumentam significativamente o risco de fractura, é imperativo que os doentes com terapias demoradas, superiores a três meses, comecem desde logo a prevenir a sua ocorrência. O nosso estudo aponta um tratamento que permite alguma esperança e irá ajudar-nos a compreender melhor a forma como os bifosfonatos podem minimizar os riscos de osteoporose em doentes que tomam corticoesteróides.”- acrescentou o investigador.

Os bifosfonatos estão indicados como terapia de primeira linha, em associação com cálcio e vitamina D, para prevenir e combater a osteoporose causada pelos corticoesteróides, de acordo com as novas guidelines de tratamento, recomendadas pelo American College of Rheumatology já este ano. Os dados agora divulgados tiveram origem em dois estudos independentes com risedronato, nos quais participaram 184 homens com idades entre os 18 e os 85 anos. Destes, 107 homens foram incluídos no estudo relativo ao tratamento, enquanto os restantes integram o estudo sobre prevenção.

Ambos os estudos, com a duração de um ano, eram duplamente cegos, com controlo de placebo e procuraram avaliar o tratamento e a prevenção da osteoporose induzida por corticoesteróides. O estudo sobre o tratamento avaliou os efeitos do risedronato em homens com terapia prolongada com corticoesteróides (uma dose diária mínima de 7,5 mg de prednisolona ou um corticoesteróide equivalente durante pelo menos seis meses) em comparação com placebo, enquanto o estudo de prevenção analisou homens em início de tratamento, também em comparação com placebo.

Todos os participantes no grupo de tratamento receberam 1000 mg de cálcio e 400 UI diárias de Vitamina D. Por sua vez, os elementos do grupo de prevenção receberam diariamente 500 mg de cálcio. Os resultados alcançados no estudo de tratamento permitiram concluir que o risedronato aumentou a DMO, densidade mineral óssea, dos doentes em 4,8% na coluna vertebral, em 2,1% no fémur, e 2,6% no trocânter femural no espaço de um ano, em comparação com os valores-base.

Quanto ao estudo de prevenção, ficou demonstrado que o risedronato preveniu a perda de massa óssea em comparação com o grupo de placebo. Neste grupo, a DMO desceu 3,4% na coluna vertebral, 3,3% no fêmur e 3,4% no trocânter femural. Registou-se ainda uma redução total de fracturas vertebrais na ordem dos 82% em ambos os grupos, em comparação com os doentes que apenas tomaram cálcio e Vitamina D. O risedronato é a primeira e até agora única terapia que reduz a incidência de fracturas vertebrais em homens sujeitos a tratamentos crónicos com corticosteroides.

O risedronato de sódio é um bifosfonato de terceira geração. Nos estudos realizados com mulheres na pós-menopausa, o risedronato demonstrou reduzir o risco de fracturas vertebrais logo ao fim do primeiro ano de tratamento e o risco de fracturas da anca nas doentes com osteoporose pós-menopáusica estabelecida em três anos.

As mulheres pós-menopáusicas com osteoporose, e que tenham de se submeter a tratamentos com corticosteroides, podem reduzir o risco de fracturas vertebrais através da toma diária de risedronato. Este tratamento actua de forma rápida e, nos diversos estudos clínicos realizados, apresentou resultados consistentes positivos na redução do risco de fracturas vertebrais.

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