Apneia do sono

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Apneia do sono
Apneia do sono

Segundo os mais recentes estudos, a Apneia do sono já atinge meio milhão de pessoas, facto que a faz merecer cada vez mais importância, já que interessa melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A Apneia do sono provoca inicialmente mal-estar e a sensação de sonolência durante o dia em virtude do menor descanso nocturno, para além de outras complicações no tempo.

Esta é a principal doença hipersónica que causa excesso de sonolência e afecta principalmente os homens com mais de 40 anos. Ainda que os trabalhos de investigação sejam recentes, a grande parte das causas da doença já são conhecidas e tratáveis.

Prejuízos para a saúde:

A Apneia do sono é muito prejudicial à saúde, sobretudo devido à inversão do sono, ao facto de não ter horas certas para dormir, ou deitar-se sempre após a uma da madrugada, porque se interrompe o ciclo biológico e é entre a uma e as três da manhã que se produzem substâncias como a melatonina, essenciais a um sono reparador.

Ao mesmo tempo, a sensação de medo após conhecer a doença pode dificultar a estadia na cama e fazer com que o doente procure alternativas para descansar onde se sinta mais seguro.

Este facto contribui ainda mais para o desconforto e para a perda das melhores horas de sono que se situam entre as 22h e as 3horas da manhã. Trata-se da suspensão da respiração durante o sono que pode durar alguns segundos até que seja reposta a respiração normal.

Estas paragens, na maior parte das vezes não são suficientes para despertar a pessoa, mas há uma alteração no padrão de sono, passando do sono profundo para um sono mais superficial. Como este sono não é repousante, as manifestações típicas são uma sensação de “noite mal passada” ao despertar, assim como fadiga e sonolência durante o dia.

Factores de risco da apneia do sono:

  • Pré-disposição genética;
  • Aumento de peso;
  • Aumento da complascência das vias aéreas superiores pelo uso de drogas, miorrelaxantes, álcool ou sedativos
  • Aumento da circunferência do pescoço;
  • Tabagismo (activo e passivo)

Diagnóstico da apneia do sono:

Para além da sonolência diária, existem outras manifestações que podem ser incluídas num diagnóstico, tais como: o ressonar forte com pausas respiratórias, as apneias; a dificuldade em manter a concentração e a atenção pela sonolência diurna.

Ao dormir, estes pacientes têm também movimentos muito frequentes durante toda a noite associados às pausas respiratórias.

O único método de diagnóstico conhecido é a polissonografia, que mede o número total de eventos de apneia mais hipopneia por hora, o índice de apneia e hipopneia (IAH).

Para um evento ser considerado como obstrutivo é necessário ocorrer um aumento do esforço respiratório reflexo. Para além destes métodos, os especialistas recorrem a outros meios de diagnóstico que, na maioria das vezes, inclui a intervenção de outros especialistas como psicólogos, endocrinologista, pneumonologistas e neurologistas, sendo que o nutricionista assume um papel decisivo no caso da perda de peso.

Tratamento da apneia do sono:

Qualquer tratamento a aplicar terá de ser prescrito pelo médico que fez o diagnóstico da apneia do sono e adequado a cada caso. No entanto, saiba que vale a pena procurar ajuda para este problema, pois existem formas eficazes de o reduzir. Geralmente a redução do peso corporal é um ponto importante, tal como a eliminação dos comportamentos de risco: álcool, tabaco, sendo que a cirurgia também é uma alternativa possível.

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