Investigação com embriões humanos, a grande questão

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Investigação com embriões humanos
Investigação com embriões humanos

Investigação com embriões humanos? É caso para perguntar: quem irá vencer? A razão ou a moral?

O problema de infertilidade que muitos casais enfrentam levou a que a investigação médica procura-se soluções variadas, que, na maior parte das vezes, causaram polémica junto do público em geral.

No processo de Procriação Medicamente Assistida colocam-se duas questões: Os embriões são seres humanos? E o que fazer com os embriões excedentários?

Investigação com embriões humanos?

Esta discussão foca-se na Procriação Medicamente Assistida (PMA), um processo em que são criados vários embriões, sendo inicialmente implantados na mulher dois ou três desses embriões e congelados (crio-conservados) os restantes. Com uma margem de sucesso baixa, esta actuação já prevê uma segunda tentativa com os restantes embriões.

Se a primeira tentativa resulta numa gravidez, os embriões congelados podem então ser usados para outro processo de PMA. Se o casal não estiver interessado, existe a possibilidade de estes serem doados para outro casal.

Quando o casal não concorda com nenhuma destas soluções, o que acontece então com os embriões?

A opção é continuarem congelados, excepto em alguns países que optaram pela sua destruição. E aqui é que se coloca a grande questão, que condiciona todo o assunto: o embrião é um ser humano, antes da sua implantação no corpo da mulher?

Se tal é considerado, então não pode ser permitido que estes sejam congelados para sempre destruídos. Por outro lado, não sendo considerados dessa forma, a opinião de muitos investigadores é que estes embriões excedentários deveriam ser utilizados para a investigação, eticamente controlada, de forma a poder melhorar as condições em que a PMA é praticada, assim como permitir investigar a possibilidade de diagnosticar e tratar precocemente as doenças.

Um tema que promete ainda fazer correr muita tinta, se tivermos em conta todos os avanços que a medicina tem enfrentado, e as barragens morais que têm sido colocadas. Mesmo a lei portuguesa não coloca de parte que a proibição do uso de embriões para experiências seja alterada.

Para quem defende o estatuto de ser humano de um embrião, a tarefa também não é fácil, porque se não é usado para experiências, que podem vir a melhorar a qualidade de vida dos humanos, também não pode considerar o congelamento ad eternum ou a sua destruição.

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