Hiperidrose e sudação excessiva, quando a transpiração incomóda

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Hiperidrose e sudação excessiva, quando a transpiração incomóda
Hiperidrose e sudação excessiva, quando a transpiração incomóda

Mesmo durante as estações mais frias, o nosso corpo não deixa de produzir suor, o que para algumas pessoas pode ser incomodativo, especialmente para as portadoras de uma doença denominada por hiperidrose.

Transpirar é absolutamente indispensável porque permite ao corpo perder calor quando a temperatura exterior se eleva e eliminar toxinas. O calor é um dos principais causador do suor, mas existem outros factores determinantes que estimulam a transpiração como o stress e as emoções fortes, especialmente ao nível das axilas, da palma das mãos e da planta dos pés.

A hiperidrose

É uma disfunção do sistema nervoso simpático que se expressa por uma sudação excessiva na região acometida, geralmente os pés, mãos, axilas e virilhas.

Existem dois tipos de classificação para este problema:

  • Primária, quando não existe causa conhecida para a sua ocorrência e que afecta regiões determinadas do corpo. Nos casos de hiperidrose primária, o excesso de sudação concentra-se nas mãos, axilas, face, pés e ocasionalmente no tronco e couro cabeludo, com diferentes combinações de severidade e localização.
  • Secundária, quando existem condições que levam a esse aumento como problemas de hipertiroidismo, menopausa, distúrbios psiquiátricos, síndroma paraneoplásica, obesidade, entre outros, e que acomete todo o corpo.

 

As principais características

As características clínicas da hiperidrose primária surgem na infância e permanecem para o resto da vida, se não for efectuado um tratamento específico, sendo que normalmente ocorre um agravamento dos sintomas durante a puberdade.

incidência é igual em ambos os sexos, mas a sudação axilar predomina mais nas mulheres. Também acomete todas as raça embora sendo mais frequente em asiáticos e judeus e alguns estudos apontam ainda para causas hereditárias. Ao contrário do que se poderia pensar, o exercício físico não piora a situação, que é desencadeada por situações de stress e calor.

Embora ainda não existam medicamentos específicos para o problema, já são possíveis diversos tratamentos que podem auxiliar nestes casos e que vão do uso de antitranspirantes específicos com glutaraldeído e hexaidrato cloreto de alumínio.

Os anti-transpirantes são medicamentos que podem reduzir até 80% a quantidade de transpiração, pois alteram a produção de suor das glândulas endócrinas, embora os sintomas possam retornar após a paragem do tratamento.

Pode ainda recorrer-se ao tratamento eléctrico na pele através da iontoforese, tratamento que se baseia no uso de um aparelho que transmite corrente eléctrica na pele que irá modificar o funcionamento das glândulas sudoríparas.

Tratamento é possível

Os tratamentos definitivos englobam a radioterapia, método que não é muito recomendado devido aos efeitos secundários, a excisão das glândulas sudoríparas axilares, a lipoaspiração da região axilar e a simpatectomia, que consiste em retirar, cirurgicamente ou através da endoscopia, a secção do tronco simpático, localizado no interior da cavidade torácica.

Para além dos problemas de saúde que este tipo de doença causa, é necessário ainda contar com os problemas psicológicos de que o doente padece, causando-lhe embaraço social e transtornos de relacionamento, levando-o a procurar o isolamento.

Para quem sofre deste problema , a única solução é uma consulta no dermatologista que irá indicar a melhor forma de tratamento consoante o caso.

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