O lado humano da doença da BSE, o perigo na carne de vaca

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A doença da BSE, um perigo na carne de vaca
A doença da BSE, um perigo na carne de vaca

Hoje em dia, comer carne de vaca é um risco que se corre. O seu consumo tem vindo substancialmente a diminuir, e os casos humanos de BSE vão surgindo gradualmente.

A doença da BSE

A doença da BSE tem vindo a tornar-se numa catástrofe, não só para criadores de gado, como também para as pessoas. Receosas dos males que a BSE pode trazer ao humano, prevenir é a palavra de ordem, numa altura em que a BSE mostra as suas garras provenientes de quase todos os pontos.

Aos poucos, são cada vez mais as vacas atingidas pela doença, e o alastrar do problema contribui para que uma onda de pânico se instale entre nós de forma catastrófica.

O número de animais infectados é cada vez maior e, por isso, os receios aumentam a cada dia. Ainda recentemente, nos Açores, um caso foi dado a conhecer na semana passada, quando um homem faleceu no Hospital do Desterro, em Lisboa.

A situação agrava-se velozmente, numa altura em que Portugal ocupa um dos primeiros lugares, logo atrás da Grã-Bretanha, na lista de países europeus com o maior número de animais infectados.

A DCJ, variante humana da BSE, pode estar apenas no início do seu ataque, uma vez que as mortes registadas no Reino Unido, mais de 70, vieram a verificar-se algum tempo depois da carne de vaca ter sido ingerida. Isto significa que a contaminação pode ocorrer hoje mesmo, mas a sua exposição e sintomas apenas serão conhecidos muito tempo depois, cerca de 5 a 60 anos.

A variante da BSE

A variante da BSE está presente no corpo humano, mas simplesmente não se manifesta. Quando as manifestações ocorrem iniciam-se distúrbios psiquiátricos, dificuldades no cheiro e falta de sensibilidade. A desconexão motora é o passo seguinte, começando a surgir problemas musculares e depois a possível loucura.

Daí que, possamos pensar que muitos dos portugueses possam estar já infectados, embora não sintam nada e nem tenham conhecimento de tal contaminação.

Segundo estudos efetuados, um pouco mais de metade da população portuguesa está imune de contrair a doença, enquanto que a outra metade é perfeitamente susceptível de ser contaminada.

O quadro é caótico e as melhoras da actual situação só parecem ser possíveis de constatar, a partir do recurso a medidas centradas num cuidado extremo do consumo e de uma análise meticulosa da proveniência da carne, bem como de uma inspeção regular do gado português e estrangeiro.

A BSE parece constituir um maior risco para os humanos, consoante a zona do corpo do animal que se consome.

Assim, as partes de maior risco são a dos olhos, mioleira, espinal medula e intestino delgado, enquanto que as zonas de risco menor são o pulmão, os ossos, pâncreas, cartilagens, fígado, músculos, coração, rins, gordura, leite, cólon, cartilagens, ossos, sangue e alguns nervos. Num plano médio regista-se a placenta, as glândulas pineal, o fluido cérebro espinal, o tutano, os nós linfáticos e a zona supra-renal.

A origem de todo este problema da BSE tem na sua origem o prião. Existente em quase todos os animais e seres humanos, o prião é uma proteína com uma função importante para as células, mas quando o mesmo se apresenta irregular adopta estratégias prejudiciais para a saúde.

A partir do início do ano que vem, quando se deslocar a um talho ou a um supermercado, pode certificar-se da proveniência da carne, fornecedor, país e da respectiva análise veterinária, para que possa sentir-se mais segura quanto ao consumo da carne de vaca.

O primeiro caso humano de morte, proveniente da doença das vacas loucas, ocorreu na Grã-Bretanha em 1995, e desde essa altura as coisas nunca mais conseguiram seguir um rumo normal, embora o primeiro caso diagnosticado numa vaca portuguesa tivesse ocorrido dois anos antes.

O número de cabeças de gado abatido tem sido cada vez maior, e os cuidados são mais rigorosos do que nunca.

A população portuguesa está cada vez mais preocupada com a situação e com a respectiva proveniência do gado. Portanto, aconselhamo-la a ter o máximo cuidado e a certificar-se da origem da carne, bem como do respectivo estado da mesma.

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