Cirrose hepática, a doença crónica do fígado

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Cirrose hepática, a doença crónica do fígado
Cirrose hepática, a doença crónica do fígado

A cirrose é uma fase avançada de várias doenças que atacam o fígado. As principais causas de cirrose em Portugal são o alcoolismo e a hepatite.

Causas da cirrose hepática

O fígado é um dos órgãos mais importantes do organismo no metabolismo dos nutrientes. É o maior órgão glandular, constituindo 2,5 a 3% do peso corporal e é responsável pela neutralização de produtos tóxicos, pelo armazenamento de nutrientes, metabolismo de drogas, álcool, cabro-hidratos, gorduras, proteínas, minerais e vitaminas

A cirrose é uma doença crónica do fígado, irreversível, em que as células normais sofrem uma lesão e são substituídas por cicatrizes. A cirrose provoca uma elevada mortalidade entre os doentes, e em Portugal os números tendem a subir.

As duas principais causas são o álcool e as hepatites B e C, que se transmitem através das relações sexuais ou pelo contacto de sangue contaminado ou dos seus derivados.

Em relação ao álcool, a causa mais comum e mais conhecida, sabe-se que enquanto que na mulher a ingestão diária de 20 gramas de álcool pode criar graves problemas hepáticos, no homem é necessário que a ingestão seja bastante maior.

Quando se consome uma bebida alcoólica, o álcool passa em pouco tempo para o sangue: 15 a 30 minutos se ingerido fora da refeição, 30 a 60 minutos se a passagem é retardada pela presença de alimentos e a absorção depende directamente do teor e concentração de álcool da bebida.

Este passa então para o fígado onde inicia a sua degradação lenta e é sangue com álcool que prossegue na circulação atingindo o coração, os pulmões, cérebro, rins e todas as partes do corpo.

A metabolização do álcool faz-se no fígado (95%) mas este órgão não tem capacidade para destruir toda e qualquer quantidade de álcool que lhe chegue.

As fases da Cirrose

A cirrose conta com duas fases sendo que a primeira não apresenta sintomas e pode estender-se por vários anos. Numa segunda fase começam a surgir sinais claros de doença, quando esta já está numa fase bastante avançada.

Surge a icterícia, ascite (vulgo barriga de água), varizes no esófago e o doente pode começar a vomitar sangue, altura em que já é irreversível e a farmacologia aplicada serve apenas para atrasar a evolução. Com a situação muito avançada, a solução é o transplante hepático, no caso do doente ter menos de 65 anos.

Existem também algumas doenças congénitas, mais raras, que podem desencadear uma cirrose e várias dezenas de doenças que podem produzir cirrose. Uma das causas mais frequentes em países subdesenvolvidos, é a esquistossomíase, uma infecção causada por um parasita que vive em águas salobras.

Além disso, são também conhecidas as cirroses por doenças hereditárias que surgem por vezes nas crianças, tendo como único tratamento o transplante hepático. As mulheres entre os 35 e os 60 anos são também afectadas frequentemente pela cirrose biliar, uma doença de causa ainda desconhecida.

Doenças do fígado

As doenças crónicas de fígado são das mais elevadas no nosso país na região do norte sendo que o número mais elevado de mortes masculinas se regista na Guarda, enquanto que se registou um maior número de mortes femininas em Viseu.

É no sul que os números caiem para mais de metade, sendo que Beja e Évora registam a taxa de mortalidade, de ambos os sexos, mais baixa. No último ano ocorreram 2.200 mortes por cirrose hepática, um número superior à mortalidade provocada por melanoma ou leucemia.

Em Portugal 1 em cada 2000 habitantes morre anualmente em consequência directa de doença crónica de fígado e cirrose, o que corresponde a cerca de 5000 mortes por ano, colocando o nosso país em segundo lugar, a seguir à França.

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