Psoríase, como tratar esta doença de pele não contagiosa

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Psoríase, como tratar esta doença de pele
Psoríase, como tratar esta doença de pele

A doença de pele psoríase, afeta milhares de pessoas em todo o mundo é conhecida desde os tempos mais remotos.

A Psoríase

È uma palavra que deriva do termo grego psoríasis (erupção) e a primeira referência a esta doença, com a descrição e tratamento, foi descoberta no Papiro de Ebers, datado de 1550 a.C.

A Psoríase é uma doença de cunho inflamatório, de causa desconhecida e caracterizada por descamação e vermelhidão na pele, que por vezes pode apresentar artrite. Esta doença é uma afeção típica da espécie humana, trata-se de uma dermatose como o acne e o eczema e das mais frequentes em todo o mundo, vindo mesmo em segundo lugar depois dos eczemas.

É uma doença comum, crónica e recorrente, caracterizada por placas e pápulas descamativas, bem delimitadas, de vários tamanhos e de cor prateada que se espalham por todo o corpo.

A Psoríase é uma doença não-contagiosa que se apresenta com lesões inflamatórias na pele cobertas por escamas esbranquiçadas formadas por uma produção celular de pele excessiva.

Quando a pele é ferida, o corpo desencadeia um programa de cicatrização e mais células são produzidas para reparar a lesão. Ao mesmo tempo ocorre um aumento da irrigação sanguínea na área afetada. Este processo é idêntico ao que acontece com a Psoríase, só que neste caso não aconteceu nenhuma lesão.

As células são criadas e empurradas para a superfície em 2 a 4 dias, e a pele não pode descamar as células de forma suficientemente rápida. As células em excesso acumulam-se e formam lesões escamadas e elevadas. As escamas brancas (placas) são compostas de células mortas e a zona vermelha das lesões é causada pelo aumento da irrigação sanguínea para a área de crescimento rápido de células.

A gravidade da Psoríase pode variar desde uma ou duas lesões, até à doença generalizada com esfoliação e artrite debilitantes.

A causa da doença é desconhecida, mas sabe-se que a descamação espessa deve-se a um aumento na velocidade de proliferação das células epidérmicas.

A população branca é a mais afectada pela doença, que pode surgir entre o primeiro ano de vida até aos quarenta anos de idade, embora nenhum grupo etário esteja livre do risco. Tendências hereditárias são comuns na doença, embora ainda não existam provas concretas. Esta não afecta o estado geral do paciente, excepto pelo estigma psicológico, a menos que ocorra artrite grave ou esfoliação resistente ao tratamento.

A Psoríase é mais frequente no sexo feminino antes da puberdade, enquanto que no sexo masculino a doença costuma iniciar-se entre os 15 e os 30 anos de idade e o seu aparecimento faz-se de forma gradual.

Há diversos factores relacionados com o aparecimento das erupções, entre eles o traumatismo local, que se constitui no aparecimento de lesões sobre o local onde ocorreu um trauma, uma queimadura solar intensa, estado emocional, medicamentos tópicos, suspensão de tratamento com corticóides, pós infecção das vias aéreas superiores, principalmente nas crianças.

Nos casos hereditários os factores desencadeantes passam por infecções sistémicas como a amigdalite, as lesões de pele, vacinações, certos medicamentos e uso de medicação esteróide oral ou intra-muscular.

As lesões podem surgir em qualquer parte da pele, sendo mais habituais em certos locais como o couro cabeludo, os cotovelos, os joelhos, o dorso e as nádegas. As lesões podem ir de tamanhos muito pequenos, em pontos, de tamanho maior, coma forma de gotas ou do tamanho de moedas às vezes muito extensas. As lesões podem ser muito discretas em qualquer região do corpo, surgir em locais dispersos e até em toda a superfície cutânea.

A doença evolui por surtos de intensidade variável durante toda a vida e pode desaparecer durante um tempo mais ou menos longo, meses ou anos, espontaneamente ou após terapia. A remissão total do quadro é rara. Nenhum dos métodos terapêuticos conhecidos até hoje garantem a cura, mas é possível controlar a doença na maioria dos casos.

Os tratamentos devem ser aplicados consoante cada caso e a extensão ou severidade da doença, o tipo de pele que está envolvida (o rosto ou outras partes do corpo), a idade do paciente e o seu estilo de vida e a história médica anterior. O primeiro passo é a aplicação da medicação tópica, com o uso de esteróides para casos leves e moderados da doença.

O tratamento

Um dos tratamentos mais antigos e eficazes para a psoríase é a aplicação de alcatrão, que pode ser combinado com outros medicamentos.

Apesar da sua eficácia comprovada é necessário algum cuidado, uma vez que este produto pode tornar a pele mais sensível aos raios ultra-violeta. Por outro lado, a luz solar natural pode melhorar e até mesmo limpar a Psoríase, através de doses regulares diárias, com exposições curtas.

A antralina é uma prescrição de composição tópica que tem sido utilizada no tratamento da psoríase há mais de cem anos, que conta com poucos efeitos colaterais mas pode irritar ou queimar a pele normal em torno das lesões.

Aplicações de Vitamina D3, vaporizadores, e ácido salicílico são mais algumas formas de aliviar os sintomas, assim como adicionar soluções de alcatrão, banhos de óleo e farinha de aveia em óleo, sais de Epson e sais do Mar-morto à água do banho.

Para os casos que apresentam uma gravidade maior, aconselha-se a fototerapia, e para casos graves a única solução é o tratamento com determinados medicamentos.

Cerca de 10% das pessoas que têm Psoríase na pele também desenvolvem uma forma de artrite chamada artrite psoriásica. A artrite psoriásica causa inflamação e feridas, inchaço nas mãos, pés ou nas grandes juntas como o joelho, tornozelos, cotovelos e coluna vertebral, podendo causar rigidez, dores e lesões articulares.

A consciencialização desta doença comemora-se no dia 29 de Outubro, no Dia Mundial da Psoríase.

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