A disfunção sexual não é o fim

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A disfunção sexual não é o fim
A disfunção sexual não é o fim

As disfunções sexuais são mais comuns do que possa pensar. Pessoas que encontram o prazer a partir de métodos estranhos? Podem estar ao nosso lado na fila do autocarro ou na mesa ao lado, num restaurante.

Por disfunções sexuais entenda-se ser todo o tipo de perturbações existentes para alcançar o prazer sexual. Psicologicamente, essas disfunções podem causar problemas ao nível da própria identidade da pessoa, causando sofrimento, ou mesmo alguma perturbação face àquilo que é saudável ou não. Muitas delas frequentes, outras nem tanto, a verdade é que as disfunções sexuais precisam, na maioria do casos, serem tratadas. O problema é que a pessoa julga estar sempre a agir normalmente, única e exclusivamente em prol do prazer.

Existem vários tipos de disfunções sexuais.

Uma delas são os Fetiches. Ainda que possa contribuir, em alguns casos, para aumentar o prazer sexual, a verdade é que quando o mesmo toma proporções amplas pode tornar-se um vício de difícil controlo. O prazer que alguns objectos provocam, como peças de roupa feminina ou objectos de foro sexual, podem ser o estímulo para a relação sexual. O problema é quando só apenas com esses objectos a pessoa consegue sentir-se excitada, ou então quando os mesmos são também utilizados em áreas distintas da sexual.

A exposição dos genitais a um desconhecido é também uma forma de disfunção sexual. Habitualmente, o indivíduo com esta disfunção pratica-a em qualquer local, numa rua, por exemplo, masturbando-se, em muitos casos, embora na maioria das vezes não constitua uma ameaça para a pessoa a quem, casualmente, o mesmo expõe os órgãos sexuais. No entanto, isso não significa que não possa haver um certo perigo! Esta situação pode começar a ocorrer ainda no período da adolescência, e prolongar-se por muitos anos. A questão é que a pessoa que expõe os órgãos sexuais julga que, da mesma forma que é excitante para ele, também será para a pessoa que o vir a exibi-los.

Para além destas, e de muitas mais disfunções sexuais, a verdade é que o ser humano pode ser particularmente ‘estranho’, e encontrar nos universos mais repugnantes formas de prazer. Veja-se o caso da necrofilia, o prazer com cadáveres, da zoofilia, em que a pessoa encontra prazer nos animais, a coprófila, o prazer através das fezes, ou urofilia, na qual o indivíduo extrai prazer da urina. Há ainda outras fontes de prazer como o parcialismo, em que a pessoa concentra o prazer apenas numa parte do corpo do parceiro, ou a escatologia telefónica, meio pelo qual a pessoa se excita apenas a partir de telefonemas obscenos.

Quase todas as pessoas já devem ter sido vítimas, num autocarro, ou num local com muita gente, de pessoas a ‘roçarem-se’ em si. As pessoas que produzem este tipo de acções podem não apenas roçar-se na pessoa, como ainda chegar ao ponto de tocá-las e acariciá-las. Em muitos casos, a pessoa que sofre este tipo de assédio nem se apercebe quem foi, pois a pessoa que pratica estas acções fá-lo sempre em locais repletos de pessoas. Ocorrendo normalmente no período da adolescência, este género de disfunção sexual permite ao indivíduo imaginar momentos de prazer com a vítima. A partir dos 25 anos, há uma forte tendência para que esta situação diminua e desapareça.

O masoquismo sexual é outro tipo de disfunção sexual. O sujeito não se importa de ser atado, espancado, humilhado, retirando do seu sofrimento o prazer sexual. Este tipo de disfunção inicia-se nos primeiros anos da maturidade, e tem tendência a ir aumentando de intensidade podendo mesmo tornar-se algo preocupante. A partir de determinada altura, começam a deixar de existir limites e do sofrimento ligeiro do início pode passar-se mesmo para ferimentos mais graves.

Contrariando o masoquismo, há ainda o sadismo, método que é regido exactamente pelos mesmos padrões, embora haja uma diferença: a pessoa excita-se ao ver o outro sofrer, ser humilhado, chicoteado, amarrado, etc. Logo, a excitação sexual provém do ‘sofrimento’ da outra pessoa, enquanto no masoquismo quem sente prazer é a própria pessoa que ‘sofre’, por assim dizer. Outro exemplo de uma grave disfunção sexual é a pedofilia, a partir da qual a pessoa encontra prazer no contacto sexual com meninos ou meninas. De salientar que esta é a disfunção sexual que não é aceite, em caso algum, e aquela que mais repugna e revolta a sociedade mundial!

No mundo do sexo parece não haver limites ou regras. Pode-se alcançar prazer de diversas formas, mas algumas delas revelam graves problemas psíquicos como algumas das que atrás referimos. Os ‘tarados sexuais’ não existem apenas nos filmes, pois bem perto de si pode estar um. E, o pior, é que eles parecem pessoas perfeitamente normais.

Ame, vive experiências novas, mas ciente de que a pessoa que está ao seu lado é totalmente sã!Verá que será bem mais fácil dizer ao seu parceiro aquilo que gosta, e que a faz sentir um intenso prazer, do que limitar-se a ficar à espera que “ele”, o prazer, chegue casualmente, ou que o seu companheiro o descubra. A cumplicidade entre o casal é muito importante, e a masturbação pode ser um bom caminho para darem asas à imaginação e para terem uma vida sexual ainda mais empolgante!

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