Solteironas: livres para a vida

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Depois do divórcio, livre para a vida
Depois do divórcio, livre para a vida

Apetece-lhe ir de férias com os amigos, então vá! Gosta de não ter horários para cumprir, e não tem! Faz o que bem lhe apetece! Esta é a base de vida das ‘solteironas’!

Antigamente, uma mulher sem namorado, marido, ou sem uma relação minimamente estável era encarada como uma realidade triste, na qual a mulher estava longe dos padrões de beleza exigidos pelos homens, era frustrada, detentora de graves problemas emocionais, e que ficaria certamente para ‘tia’. A idade passava, e a mulher limitava-se a cuidar do sobrinhos ou dos pais, pois a idade dos progenitores começava já a pesar, e esquecia-se da própria vida pessoal. Adeus casamento, para sempre solidão!

Ao contrário desses tempos, hoje em dia é perfeitamente comum encontrar mulheres solteiras, com algum caso amoroso na calha, mas totalmente livres de imposições, obrigatoriedades, ou exigências masculinas. No fundo, são Livres para amar e viver! Ainda que muitas mulheres conservem o ideal de casar ‘naquela’ idade, ter filhos, constituir família, a verdade é que a grande maioria procura inicialmente a sua independência para só depois pensar em laços amorosos sólidos. Realidade preocupante para uns, nem tanto assim para outros, a Mulher do século XXI é um ser rejuvenescido e que, acima de tudo, procura a sua liberdade.

Nem sempre esta liberdade é satisfatória, pois existem momentos em que todos precisamos de carinho, amor, atenção, sentirmo-nos importante para alguém. Por isso, as mulheres de hoje em dia mantêm relações esporádicas, ou casos amorosos que duram já há muito tempo, sem qualquer compromisso adjacente.

Fazem-no porque querem continuar a ser livres, mas a ter também direito a amar sem que venha ninguém cobrar-lhes o jantar ou as calças que não estão no sítio do costume. Enquanto a situação se mantiver, e a pessoa for ‘saciando’ as suas necessidades afectivas, não tem problema algum. Afinal, é a mulher que escolhe o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional!

Se pensar bem, existem muitas vantagens em ser livre ou, se quiser, ‘solteirona’. Primeiro, não tem que levar com um interrogatório à noite, porque o seu ‘querido’ quer saber o que você fez, se aquele colega se insinuou a si, se viu o preço daquele jogo de computador que ele lhe pediu, etc, etc. Segundo, não tem que dar contas a ninguém. Se amanhã lhe apetecer muito ir até à praia sozinha, você vai; se uma amiga a convidar para uma ida ao Algarve, basta arrumar as coisas e partir; se não lhe apetecer sair, e quiser ficar sozinha a ler um livro, pode ficar à vontade, sem ninguém a perturbar.

Pode fazer o que bem entender, e não necessita de dar justificações para o que quer que seja, a não ser que o vosso caso já seja mais sério. Pode sair com amigos diferentes, comprar aquela camisola provocante, dançar com quem quiser, gastar o dinheiro que entender, sem ter que estar a pensar sistematicamente no ‘outro’. Além do mais, não vai precisar de fazer fretes por ninguém! Acabaram as idas àquele bar com os chatos dos amigos dele, as secas sobre os jogos de futebol, o cumprimento de horários, agradar a ele em tudo, engolir ‘sapos’ de meia hora à espera dele, entre tantas outras coisas!

Todavia, se os seus amigos forem, a maioria deles, comprometidos, eles podem não compreender muito bem a sua opção. E, quando falamos dos seus amigos, falamos, ainda mais, dos seus familiares, que a partir de uma determinada altura vão querer casá-la à força! Se antigamente ficar solteira era uma circunstância da vida, algo que era sonhado, mas que não se concretizava, hoje não casar é uma mera opção, e nada mais! A pessoa assim o entende, o deseja, e assim o fará! E você, que tem esse compromisso há tanto tempo, quantas vezes já não desejou ser livre, novamente, e fazer o que lhe apetece?

Nem todos temos os mesmos sonhos e desejos, e cada um é que sabe aquilo que realmente pretende. Por isso, a opção de ser solteirona é muito pessoal. O importante é que se sinta bem e feliz, independentemente do seu método de vida!

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