A Pílula do Dia Seguinte

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A Pílula do Dia Seguinte é um dos métodos mais utilizados para evitar a gravidez. Com uma eficácia nos 90%, conheça agora os prós e contras deste método pós-coital.

Muitas são as mulheres que recorrem à pílula do dia seguinte, após uma relação sexual não protegida. Pode também acontecer o recurso a este método de contracepção de emergência quando ocorre um imprevisto com o preservativo, por exemplo quando este se rompe, mesmo que o casal esteja a zelar pela sua segurança face a uma gravidez indesejada.

A pílula do dia seguinte deve ser tomada no prazo máximo de 72 horas, após a relação sexual.

A segunda toma deverá ocorrer 12 horas, a contar do momento da primeira toma. Assim, pode usar como método contraceptivo de urgência a sua pílula habitual. Se a pilula que toma equivale a 35 microgramas diárias, deve tomar 3 comprimidos no prazo máximo de 72 horas, após a relação sexual, e mais 3 após 12 horas da primeira toma da contracepção.

O medicamento PC-4, Tetragynon, é uma das alternativas para evitar a gravidez indesejada. Este é um medicamento que é constituído por quatro comprimidos, cada um com 50 miligramas de etinil-estradinol, e que permite anular a evolução de uma fecundação. A hormona libertada pelo ovário é substancialmente reduzida, bem como o desenvolvimento da parede interna do útero. Os espermatozóides não têm acesso ao óvulo, o que não permite a fecundação necessária para o progredir da gravidez.

A pílula do dia seguinte, quer utilize a sua ou o PC-4, deve ser tomada apenas em situações de emergência, e numa situação única e particular. Não se conhece qualquer problema de saúde relacionado com este método, embora possa ocorrer qualquer complicação inesperada. A eficácia deste método atinge os 90%, e caso a primeira toma seja realizada no limiar das 72 horas os riscos da gravidez aumentam substancialmente. Se recorrer a este método não se pode esquecer que se deverá prevenir de outra forma para evitar a gravidez, utilizando por exemplo o preservativo, sempre que tiver relações sexuais após a tomada destas doses de pílula.

Este tipo de contracepção deve apenas ser utilizado uma vez, e após este procedimento recorra ao seu médico de forma a saber se está tudo bem consigo. Explique-lhe a situação e este dar-lhe-á as indicações necessárias. Tenha cuidado com o seguinte: caso tenha tido relações sexuais diversas vezes, sem usar precaução e desde a última vez que esteve menstruada, é provável que já esteja grávida. Isto significa que se tomar a pílula mesmo durante as 72 horas previstas para a primeira toma e 12 horas depois desta, este gesto pode não surtir qualquer efeito pois já se encontra grávida há algum tempo.

A pílula do dia seguinte, pelas fortes doses de etinil-estradinol que são ingeridas, pode originar náuseas ou vómitos temporários. Dores de cabeça, vertigens ou retenção de urinas são outro dos efeitos meramente passageiros que podem ocorrer com a tomada da pílula do dia seguinte. Todavia, esta pílula é bastante eficaz e não traz quaisquer riscos para a saúde em geral no futuro, segundo estudos efectuados.

Conhecido e muito utilizado actualmente, o método da pílula do dia seguinte nada tem a ver a pílula abortiva. Esta última provoca o aborto, enquanto que a que lhe falamos, e caso esteja já grávida antes de a tomar, não provocará qualquer aborto e o feto nascerá, segundo o conhecimento nesta área, sem qualquer problema ou deformação. Cabe a si decidir o que é melhor para a sua vida, embora fique a saber de antemão que a pílula do dia seguinte não causa problemas futuros para a saúde, mas apenas pequenos maus estares temporários em alguns casos. A decisão é somente sua!

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