Síndrome da Classe Económica, cada vez mais em voga

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Síndrome da Classe Económica
Síndrome da Classe Económica

O Síndrome da Classe Económica é um problema cada vez mais em voga. O perigo da situação é realmente algo a ter em conta e os cuidados são imprescindíveis.

Síndrome da Classe Económica

Andar de avião até há alguns anos atrás não era para todos os bolsos. Todavia, hoje em dia, em poucas horas, é possível ir até àquele destino que sempre sonhou e fazer esse percurso num número de horas recorde, tendo em conta a distância a percorrer.

Viajar de avião deixou assim de ser uma utopia para uns, para passar a ser uma realidade para tantos outros. É bom, não está caro, e normalmente protagoniza umas férias de sonho!

No período de férias as pessoas recorrem bastante aos serviços das companhias aéreas, mas se viajar de avião parece ser algo confortável, e sem riscos adicionais, a verdade não é assim tão clara como de início se esperaria. Os passageiros, que durante tantas horas se encontram no ar, a viajar sempre na mesma posição, em classe económica, são as grandes vítimas daquilo a que se deu o nome de Síndrome de Classe Económica.

Após muito tempo a viajar de avião e aqui entenda-se por muito tempo um período superior a 4 horas, a pessoa pode sofrer uma embolia pulmonar na altura da aterragem. Isto acontece devido à circulação dos membros inferiores ser muito sensível, e as alterações na pressão de ar podem ser um dos motivos que originem tamanho cenário. Na realidade o facto da pessoa estar muito tempo sentada, sem se mexer, pode ser um motivo para a formação de coágulos sanguíneos nas veias dos membros inferiores.

No momento da aterragem esses coágulos podem libertar-se, devido à oscilação da própria aterragem, e dirigirem-se até ao pulmão provocando assim a dita embolia pulmonar. Se, por si só, permanecer muito tempo sentada já não é muito benéfico, imagine se tivermos em conta as altitudes do avião, a mudança da pressão e a própria aterragem.

Na classe económica, circunstância indicada para a verificação do problema, a pessoa quase nem se consegue mexer ou, tão pouco, esticar as pernas. Lógico que a imobilidade do corpo e das pernas é propícia para essa formação de coágulos, e para as consequências que daí resultam.

Pessoas com varizes, indivíduos com excesso de peso, que atingem já valores obesos, idosos, ou pessoas com ascendência de trombose venosa, estão mais propensos a sofrer do Síndrome da Classe Económica, o que não quer dizer que o mesmo não possa suceder em pessoas sãs. Alertadas que estão as companhias aéreas para este problema, algumas delas estão já com medidas em curso.

A TAP irá aumentar o espaço entre os bancos para que as pessoas possam esticar melhor as pernas durante o voo, e a British Airways já está a difundir, durante os seus voos, vídeos com exercícios para as pessoas irem fazendo durante as viagens.

Ainda assim, este problema suscita ainda algumas dúvidas no que diz respeito às grandes viagens de comboio, de autocarro ou de automóvel, pois também nestes casos as pernas estão praticamente imóveis e o espaço é igualmente quase nulo.

Daí que, haja também a possibilidade do Síndrome da Classe Económica poder também vir a fazer-se sentir em outro género de viagens que não só as de avião. No entanto, esta é ainda uma possibilidade que, porém, não deixa de merecer uma especial atenção.

Conselhos para viajar

Por isso, deixamos-lhe os seguintes conselhos, quer viaje de carro, comboio, autocarro, mas em especial avião, que é a única certeza no momento: não opte por levar vestuário muito justo, pois assim a circulação será ainda mais deficiente; leve um calçado confortável, sem saltos, e que não seja apertado; levante-se com frequência, e caminhe; inspire profundamente, com alguma intensidade, ao mesmo tempo que movimenta os ombros para trás, e quando for expirar, movimente-os para a frente; caso seja vítima de obstipação, convém tomar medidas de segurança antes da viagem.

Outras medidas de segurança e prevenção que pode tomar: ao estar sentada, levante os calcanhares do chão e tente ficar em bicos de pés, para activar a circulação; nunca vá sentada sobre nenhuma perna, do género uma perna debaixo do corpo, e nem vá com as pernas cruzadas; a posição ideal é ir com as pernas esticadas, mesmo quando for adormecer mas, após estar muito tempo sentada, levante-se e caminhe o máximo que lhe for permitido.

Estes são conselhos simples para combater os riscos de uma embolia pulmonar que a podem ajudar bastante a combater o problema. O Síndrome da Classe Económica está aí a dar que falar, mas atenção que também já aconteceram casos de embolias pulmonares a pessoas que viajavam em classes executivas. Todo o cuidado é pouco, por isso trate de não entrar num avião e estar mais que 4 horas sentada, sem fazer qualquer movimento!

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