Síndroma Pré-Menstrual: um mal necessário?

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Não acontece a todas as mulheres, mas a verdade é que muitas sentem, com uma certa antecedência, que “aquela” altura do mês está prestes a chegar.

Corpo inchado, dores musculares, borbulhas inesperadas, desejos da mais variada espécie, cansaço, depressão, mudanças bruscas de comportamento, reacções inesperadas… Estes são apenas alguns exemplos.

Falamos, como é óbvio, do Síndroma Pré-Menstrual. Mas porquê todas estas mudanças?

As principais culpadas parecem ser as hormonas…

Após o período de ovulação, os ovários aumentam a produção de uma substância chamada de progesterona – uma hormona com efeitos sedativos.

Ao mesmo tempo, a secreção de estrógenos baixa consideravelmente. Qual a importância destes últimos?

Os estrógenos são substâncias hormonais que possuem uma acção estimulante e que existem em maior quantidade durante a primeira metade do ciclo.

São estes altos e baixos hormonais que parecem estar, então, na origem das mudanças psíquicas e físicas.

Mas há quem aponte o dedo a outros factores…

Psicólogos e ginecologistas, por exemplo, defendem que a tensão pré-menstrual é maior quando a mulher enfrenta situações mais delicadas.

Exemplos?

Os receios de uma gravidez indesejada, dificuldades em engravidar ou momentos de grande stress. No fundo, este tipo de situações interferem no normal funcionamento do organismo, podendo estar na origem de muitos dos sintomas já descritos.

Vejamos, mais uma vez, alguns deles…

ao nível do comportamento – maior apetite, maior desejo sexual ou insónias;

ao nível físico – aumento do volume dos seios e maior sensibilidade, retenção de água, erupções cutâneas (herpes labial, borbulhas, etc.);

ao nível psíquico – ansiedade, depressão, irritabilidade, angústia…

Se alguns destes sintomas não lhe é estranho, não desespere… Você sabe muito bem que, mais um dia menos um dia, tudo volta ao normal.

Claro que existem casos mais graves, em que o síndroma pré-menstrual acaba mesmo por interferir na vida de todos os dias.

Para os sintomas mais incomodativos, já existem no mercado alguns medicamentos que trazem algum alívio. Mas, nestas circunstâncias, o melhor é sempre consultar um ginecologista ou até mesmo um psicoterapeuta.

Psiquiatras e psicólogos argumentam que, muitas vezes, estes sintomas têm uma origem mais profunda: eles são como que uma reacção do organismo face a descontentamentos de ordem psicológica. Assim, quando uma mulher se sente inferiorizada ou angustiada com o seu próprio corpo, por exemplo, o organismo e a psique protestam.

Estas situações são possíveis de serem ultrapassadas mediante alguns meses de terapia – com a sua ajuda, a mulher aprende a enfrentar da melhor maneira possível esta pequena mudança mensal.

 

Um conselho? Não dramatize a situação… Lembre-se que, em breve, irá sentir-se como nova!

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