A lei do amor ao longo dos tempos

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A lei do amor ao longo do tempo
A lei do amor ao longo do tempo

Nem sempre a lei do amor teve o mesma conotação que nos dias de hoje ou pelo menos, as mesmas liberdades da fase da modernidade.

Os povos mais antigos tinham uma ideia de amor e sexo, totalmente oposta à que hoje assistimos no nosso meio. Por isso, a lei do amor tomavam proporções bastante diferentes e o motivo pelo qual se apregoavam estes vocábulos, em nada têm a ver com a realidade de hoje.

Antigamente, falava-se de amor e de paixões, mas jamais se falava de sexo. O sexo era um assunto proibido e quem ousasse falar dele, certamente seria conotado com um nome menos positivo. Falar de sexo ou algo que tivesse alguma relação com o assunto, era um verdadeiro pecado e ninguém ousava ir mais além dos limites estabelecidos. Mas, isso eram outros tempos.

Porém, retrocedendo ainda mais no tempo, a civilização mundial estava reunida por povos, pequenos grupos de pessoas que sobreviviam tal como nos dias de hoje, mas com outro tipo de limitações. Para a maioria desses povos antigos, o ato sexual era considerado um autêntico sacramento, um ato de extrema importância e respeito. O amor era visto como um valor a ser respeitado e, em muitos locais do mundo, os povos dedicavam-se ao culto do amor. A Índia era um exemplo deste culto, onde o povo estava demasiadamente dedicado ao amor, em relação a outros valores.

As raças eram muitas vezes conduzidas pelos mestres, os Hummaras que conduziam os seres humanos aos templos com o objectivo de receberem o sagrado sacramento do sexo. Em determinadas ocasiões, as pessoas eram levadas para muito longe realizando viagens excessivamente longas, apenas com o intuito de reproduzir. Por aqui se pode ver a importância que era dada à procriação e ao ato de reproduzir, na medida em que se faziam longas viagens com o objectivo de reproduzir a espécie humana, mas sempre sobre o olhar sagrado dos templos.

O sexo era nessa altura observado com o máximo respeito, e as pessoas apenas se uniam para reproduzir. Ninguém ousava lançar um piropo ou profanar uma mulher, com um simples olhar que fosse. Vivia-se segundo a simbologia da reprodução natural, para que a humanidade pudesse ser aumentada e alargada, sempre perante os olhos da divindade. Quando começaram a haver deslizes e o não cumprimento das regras estipuladas, homens e mulheres foram expulsos dos Templos dos Mistérios e aí, começou o homem a ter que trabalhar para sustentar a mulher e os filhos.

As viagens que se faziam aos templos, acabaram por ser conservadas nos tempos de hoje mas, sob outra perspectiva. Tal como nessas épocas ainda hoje, após o dia do casamento, os noivos viajam para outras paragens com o intuito de passar a lua de mel. O motivo não é necessariamente a reprodução, mas também hoje o casal parte para o seu templo da lua de mel, reza assim hoje em dia a lei do amor.

Deste fase de reprodução passou-se para o amor platónico, traduzido sob a forma de música ou poema, em que o toque não era permitido mas apenas a declaração amorosa. Com a passagem das décadas de 70 e 80, os casais começaram a viver sobre outra perspectiva onde a liberdade para amar e ser amado, abandonar e ser abandonado não conhecia, nem conhece a lei do amor. Já nem é preciso viajar até um templo para realizar o ato sexual, porque a sociedade está saturada de histórias bizarras neste âmbito.

Da era do sexo de reprodução, para o amor platónico até ao sexo com amor, chegamos à fase do sexo por puro prazer. Veremos o que o futuro nos reserva mas acautelem-se porque, com tantas mudanças qualquer dia já nem há sexo, nem a lei do amor…

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