Anorgasmia – o fantasma da mulher

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Anorgasmia - o fantasma das mulheres
Anorgasmia - o fantasma das mulheres

Anorgasmia ou a ausência do orgasmo é a mais frequente de todas as queixas sexuais das mulheres embora não existam razões para que este problema seja encarado como uma doença.

A anorgasmia é a inibição recorrente e persistente do orgasmo, manifestada pela ausência depois de uma fase de excitação normal e produzida através de uma estimulação que pode considerar-se adequada em intensidade, duração e tipo.

Existem três tipos diferentes de anorgasmia:

  • A primária é assim considerada quando a mulher nunca obteve orgasmo quer através do coito quer através da masturbação.
  • A secundária é aquela na qual a mulher, depois de uma época de ter orgasmos com normalidade, deixa de experimentá-los de forma sistemática, situação mais comum após a gravidez.
  • E a anorgasmia absoluta ou situacional, sendo que a primeira acontece quando a mulher é incapaz de alcançar orgasmo, seja induzido pelo coito ou pela estimulação sexual ou seja, em nenhuma circunstância e a segunda, quando consegue alcançar um clímax, mas só em determinadas circunstâncias específicas.

As causas para este problema são também variadas. A fisiologia do orgasmo é complexa, com a contracção de vários músculos genitais localizados na vagina.

Traumatismos ou problemas nessa área ou a ingestão de qualquer droga, inclusivé alguns fármacos concretos podem ser causa orgânica que iniba o orgasmo.

No entanto, as causas orgânicas são pouco frequentes, totalizando apenas cerca de 5% dos casos de anorgasmias, devendo-se as restantes a causas psicológicas

As causas psicológicas da anorgasmia passam principalmente pela ambivalência face à relação, do medo de ser abandonada, receio de afirmar sua independência ou sentimentos de culpa sexual.

Outras causas passam por motivos educacionais, sociais, falta de conhecimentos sexuais e do funcionamento do próprio corpo, ansiedade, depressão, tensão corporal, etc.

A anorgasmia é tratável, com uma eficácia que ronda os 95%, bastando para tal a cooperação do casal e acima de tudo da própria mulher. O primeiro passo é diagnosticar possíveis causas orgânicas e respectivo tratamento.

Quando as causas se centram em factores psicológicos torna-se necessário, acima de tudo, eliminar as atitudes negativas em torno da sexualidade em geral, e ao orgasmo em particular, melhorando a relação a dois com a comunicação entre o casal.

Passando então a uma variante mais prática, é indicado à mulher, ou ao casal, um conjunto de exercícios sexuais específicos para esta disfunção, que começam com a massagem não genital, passando mais tarde para a massagem genital.

As posições de sexo são também muito importantes, e por isso ao homem será indicada uma posição de ‘proteção das costas’ (o homem na posição de sentado com a mulher entre as suas pernas com as costas contra o seu peito) com a mulher a controlar, para evitar a auto consciência ou o papel de espectadora.

Depois de ser alcançada a estimulação genital manual com sucesso, o passo seguinte será o coito controlado com a mulher na posição superior e sem exigências por parte do homem. A esta posição segue-se a posição lateral que permite uma liberdade mútua dos movimentos pélvicos.

Em relação às mulheres que têm orgasmos com a masturbação mas não com o coito, sugere-se outra técnica em que o homem, depois da inserção do pénis, pode estimular o clitóris manualmente.

As duas estimulações simultâneas podem ajudar a atingir o orgasmo. Frequentemente, depois de a mulher atingir o orgasmo por este processo, desaparece a necessidade de estímulos suplementares.

Para as mulheres que nunca experimentaram o orgasmo, sugere-se também que se auto-estimulem, se necessário recorrendo aos acessórios eróticos.

Ao seguir este programa, a mulher aprenderá a centrar a atenção sobre as sensações prévias do orgasmo e poderá desenvolver uma resposta natural, para a qual estava inibida.

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