Coração despedaçado, quando a relação chega ao fim

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Coração despedaçado, quando a relação chega ao fim
Coração despedaçado, quando a relação chega ao fim

O nosso coração é frágil, sensível, dói e fere-se com pouco. E todas nós sabemos que a perda do amor doí bastante levando mesmo a ficar com o coração despedaçado, muitas vezes durante bastante tempo.

Coração despedaçado

“Que não seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” (Vinicius de Moraes). Esta frase diz tudo, ou pelo menos assim o devia ser, pois num mesmo universo se unem a mágoa e amor.

Como fica o coração de uma mulher quando a outra pessoa não corresponde aos seus sentimentos? Inúmeras mulheres ficam num pranto, tristes, amarguradas, quando a hora da separação se faz anunciar. Perde-se o amor, e o mundo, os sonhos, os planos desabam todos ali, naquele instante!

O coração fica tatuado para sempre, marcado a ferro e fogo com as lembranças do passado, vivendo numa dúvida constante do que poderia ter sido uma bela história de amor.

Recordam-se erros cruciais, penaliza-se a alma, o corpo, atitudes antigas, e quer-se acreditar que tudo poderia ter sido diferente se a conduta tivesse sido outra.

Talvez uma forma de desculpar o inevitável, ou mesmo o reconhecimento de uma verdade. A realidade é que já se perdeu aquela pessoa, e que reconquistá-la nem sempre é tarefa possível!

Todas as mulheres se recordam do seu grande amor, da sua primeira perda amorosa, e do quanto esse tempo lhe custou.

No fundo recordam-se de tudo: do primeiro beijo, dos momentos de amargura, da felicidade de tantos outros instantes, das lágrimas, dos sorrisos, cumplicidades, e sabem descrever com precisão aquele instante: o momento do rejeição.

Aceitaram o jogo de sedução de um homem, amaram-no, depositaram-lhe confiança, cegaram por ele, perderam sonhos individuais, em prol de uma vida conjunta. E, no fim, restam apenas as recordações!

Por vezes, chega-se à brilhante ilação de que os homens não conhecem minimamente as mulheres. Não compreendem o que elas querem, o que as faz sentir feliz, e as conclusões que retiram do comportamento delas são, na maioria dos casos, prematuras e totalmente infundadas.

A falta de comunicação é crucial: o homem só sabe falar de bola, combinar farras com os amigos, e chega a compreender na perfeição todos os problemas das ‘amigas’ e colegas de trabalho, mas nunca os da sua companheira. Não importa, ele sabe que ela está ali, ao seu lado!

Os homens limitam-se a dizer, citar, falar, mas as mulheres precisam de compreender, perceber, encontrar as razões e os motivos.

Aos homens basta-lhes uma cerveja e um jogo de futebol, as mulheres precisam de um jantar à luz das velas, de um carinho e palavras de conforto.

E, quando a hora da rejeição surge, tentam-se encontrar os mais variados motivos, as mais distintas razões para o sucedido. ‘Ele teve medo de me amar ainda mais’, ‘ele estava dependente demais de mim, por isso fugiu’, ‘ele morria de ciúmes e achou que esta era a melhor solução!’- estas são algumas das desculpas que as mulheres arranjam a si mesmas, quando na realidade as coisas podem ser bem mais simples: ele ‘apenas’ perdeu o interesse por si, já não a ama, ou arranjou uma substituta.

Esta pode ser a cruel verdade que muitas mulheres tentam camuflar!

Mas, a necessidade de explicações da mulher leva-a a que, constantemente, tenha que arranjar uma desculpa para confortar o seu ego, a sua auto estima, o vazio deixado por aquela pessoa.

Assim, sempre se supera melhor a situação se atribuir a culpa a si e não à falta de sentimento da parte dele. Extremamente sensíveis, as mulheres pressentem quando estão quase a perder o seu companheiro, sentem quando não vai haver retorno possível aos velhos tempos.

Ainda assim, são muitas as que lutam pela pessoa que as deixou, arranjam motivos para estarem mais próximas dele e, habitualmente, jogam um jogo duro, intenso, até terem perdido todas as cartas na mesa.

O homem receia aquilo que a mulher possa fazer. Vê-a cega de amor, amargurada, de coração despedaçado, a brotar sinceridade em cada gesto e palavra.

A insegurança atinge o homem, a verdade dela assusta-o, e a certeza do que a mulher quer pode fazê-lo ter medo desse sentimento. Ele pode-se retrair ainda mais, e ela perde-se, repleta de amargura, nos caminhos da constatação da perda.

Uma mulher rejeitada pode ser muito perigosa, não só para os outros, como para ela mesma. Seja a que idade for, a dor que a mulher sente é sempre intensa demais para ser ignorada.

Por isso, aquele verso do “ser infinito enquanto dure” aplica-se apenas ao homem. Não é somente isso que a mulher pretende. Ela quer é ter sempre o homem que ama ao seu lado!

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