Vaidade e Vergonha, são os componentes do nosso ego

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Vaidade e Vergonha
Vaidade e Vergonha

Vaidade e Vergonha são dois “Vs” que, quando superados intimamente, colaboram de maneira extraordinária para a conquista de um terceiro “V”, o da Vitória. Essa vitória está presente em cada pequena conquista na jornada rumo a Felicidade Sustentável.

Essa vitória é essencial para que sigamos em frente, superando todos os obstáculos da vida, e que, na maior parte das vezes, nos mesmos colocamos em nossos caminhos, sem que nos apercebamos disso. Entre esses obstáculos estão a vaidade e vergonha.

Vaidade e Vergonha

Esses dois componentes do nosso ego, moram em nossa sombra, e fazem parte da história da nossa alma, no sentido da psique humana, manifestando-se em nosso DNA. Nele, no DNA, estão, não apenas características físicas, predisposição a certos distúrbios de saúde, mas também predisposições emocionais as quais se manifestam como memórias, influenciando, positiva ou negativamente, nossas percepções, nossos pensamentos, sentimentos e, portanto, nossos valores e ações.

Boa parte dessas influências se manifestam como vaidade e vergonha, as quais caminham juntas. No caso da vaidade, por exemplo, está enraizada no medo, o qual está associado às nossas carências. É bom lembrar que a vaidade, está associada a necessidade de reconhecimento, de sermos percebidas, valorizadas, não apenas na aparência física, mas também, intelectual.

A palavra vaidade tem origem latina, vanitas ou vanitatis que quer dizer vazio, vácuo. Ou seja, a vaidade é inimiga da Felicidade Sustentável. Fulana é vaidosa…. Que lástima! Isso não é um elogio.

Então a vaidade não é saudável, pode me perguntar? Lembra da regra, “somente o necessário”? Um pouquinho talvez seja saudável, mas não chamaria de vaidade, mas de cuidado, zelo consigo mesmo, com a aparência, com a saúde, com a qualidade dos seus sentimentos, pensamentos, valores.

O fato da vaidade morar em nossa sombra, em nosso lado obscuro, cheio de memórias de dor, como experiências das mais diversas, as quais não nos levaram ao êxito, a vitórias, ou mesmo dos nossos antepassados, só podem levar ao vazio, uma vez que essas memórias não são sustentáveis, não colaboraram para o nosso engrandecer.

O companheiro da vaidade é a vergonha. Vergonha da aparência, vergonha de errar, de perder, de se mostrar frágil, vergonha do que as “pessoas” podem pensar. A vergonha caminha sempre de mãos dadas com a vaidade… e, quando alimentadas, nos levam ao vazio.

E então, muitas pessoas buscam superar seus medos, suas carências, alimentando a vaidade com recursos materiais dos mais variados tipos.

São formas de maquiar essas carências e por fim, o que conseguimos é apenas nos manter no vazio, em sensações fugazes de prazer, muitas vezes confundidas com felicidade e, as quais, como drogas, pedem novas doses, mas o vazio está lá, aguardando o dia em que será percebido e trabalhado, preenchido, substituído pela felicidade verdadeira, autentica, sustentável, a das pequenas vitórias sobre as nossas próprias sombras a qual nos levam ao Em-Grande-Ser humano.

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Dra. Ivana Ribeiro

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