A tábua de Ouija – o famoso jogo do copo

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A tábua de Ouija - o famoso jogo do copo
A tábua de Ouija - o famoso jogo do copo

Um grupo de amigos, vizinhos ou familiares. Uma mesa, ou o chão de uma sala. As luzes apagam-se, um pouco de concentração de mãos dadas, os dedos colocados sobre o rebordo do copo ou sobre a pequena tábua de madeira e eis que embarcamos para a aventura do Ouija.

Jogo do Ouija

Se não reconhece este termo, deve conhecer a forma como é conhecido no nosso país este jogo, considerado de sociedade e que transtornou muitos dos nossos avós, onde se contactam supostos espíritos através de um copo. É isso, o jogo do copo.

O nome deriva das conjunções afirmativas do termo “sim” dos idiomas francês e alemão. Esta tábua foi utilizada pela primeira vez pelas irmãs Fox, em 1847, em sessões espíritas que muito animavam as noites dos nossos antepassados.

Basta uma tábua, uma cartolina onde se desenharam as letras do alfabeto, a numeração de 0 a 9, as palavras sim e não, ou pedaços de papel recortados com esses termos e já está. Estará mesmo?

Este jogo não é tão simples assim, seja por mexer com forças para nós desconhecidas, seja por poder impressionar pessoas mais sensíveis que se encontrem a realizar a sessão.

Explicações corretas acerca do que faz mover um copo ou uma pequena placa de madeira, ainda não existem, mas que esta mexe, em determinadas circunstâncias, é verdade.

Os cépticos afirmam que se trata apenas de energia concentrada por várias pessoas, os que a realizam acreditam tratar-se de mensagens espíritas.

Como preparar uma sessão de Ouija

Se realmente deseja embarcar nesta aventura, que lhe pode trazer algumas surpresas, serão precisos alguns cuidados. Primeiro, não devem estar crianças presentes nem os que desejarem participar devem ter uma atitude puramente cínica ou de brincadeira, porque com estas coisas não se brinca.

Crie um ambiente calmo e relaxado na sua casa, com velas perfumadas, incenso e música suave. Deixe que todos os que ali estão se relaxem, mas sem recorrer a bebidas alcoólicas.

Numa mesa, onde todos estejam confortavelmente sentados, dêem as mãos e concentrem-se, de olhos fechados. Antes de iniciar a sessão, deve ser escolhida uma pessoa como oradora e apenas ela poderá falar. Quaisquer perguntas dos participantes devem ser dirigidas através dela.

É aconselhável que uma pessoa fique de fora e escreva tudo o que se passar, além de ir tomando notas à medida que as letras são escolhidas pela entidade que se manifesta.

Esta pessoa deve ser escolhida pela sua calma e ponderação e deve conseguir dominar os ânimos mais exaltados dos participantes ao mesmo tempo que terá o suficiente discernimento para terminar a sessão se notar algum problema.

Em matéria de ambientes, se bem que muitos podem querer testar a sua coragem a realizar uma sessão de ouija em lugares tétricos como cemitérios ou casas tidas como assombradas, tal não é recomendável, não apenas pelas surpresas que pode acarretar, como porque há partida já existe uma carga emocional muito forte que vai influenciar a sessão.

O número aconselhável de participantes é de quatro pessoas. Depois de uns minutos de reflexão, todos colocam a ponta dos dedos no rebordo do copo, que deve estar virado para baixo (para esta operação é melhor optar por uma taça de espumante ou outro tipo de copo com a base larga, e deve ter espalhado um pouco de pó de talco sobre a tábua, para ele deslizar melhor).

A sessão tem inicio com uma questão feita pelo orador: “está aqui alguém?”, que deve ser repetida até que se sinta uma manifestação, com um movimento leve do copo, ou a deslocação deste para a palavra sim.

Se ao fim de três tentativas não obter resposta, pare um pouco, e retome de novo o período de reflexão.

Com a afirmativa da entidade presente, começa a ronda de perguntas e respostas, sobre quem é, o que faz ali, etc. Devem ser feitas sempre com o máximo de respeito e se notar que a entidade está a desviar a conversa, termine a sessão, pedindo-lhe que parta. Uma nova pausa é aconselhada.

Logicamente que algumas perguntas vão versar sobre o futuro, mas mesmo que as respostas lhe agradem, não é razão para acreditar piamente. E se lhe desagradarem, o melhor é mesmo evitar perguntar.

Muita da aura sombria que rodeia o tabuleiro adivide ouija tem a ver com os medos e receios dos participantes, pelo que esta não se recomenda a pessoas sensíveis, a quem pode prejudicar gravemente.

E agora arrisque uma noite diferente com os seus amigos entre no mundo dos espíritos ou das energias puras. Nunca se sabe o que vai encontrar, mas sempre com respeito e sem medos. Senão, é melhor mesmo ver apenas estas experiências no cinema.

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