A sexta-feira 13, o dia do azar ou é apenas superstição

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Sexta-feira 13, o dia do azar
Sexta-feira 13, o dia do azar

A sexta-feira 13 é um dia tenebroso no campo das superstições. As origens desta crença remontam a Adão e Eva, pois terá sido numa sexta-feira que este cedeu à tentação da maçã mais famosa de sempre.

Na época romana este era o dia dedicado ao deus da guerra. Mais tarde, este dia da semana servia na Inglaterra e na América para enforcar os criminosos, pelo que adquiriu a reputação de ‘dia do carrasco’.

Neste dia são consideradas aziagas ações como os casamentos, nascimentos, inicio de um novo emprego, a largada de um navio, mudança de residência e cortar as unhas.

Na sociedade húngara a pessoa que nasceu a uma sexta-feira pode libertar-se do azar se verter duas ou três gotas de sangue num pedaço de tecido extraído do seu vestuário e queimando-o em seguida. Mas tem também pontos positivos porque se sonhar algo de bom nessa noite e o contar a um membro da família, verá esse sonho realizado.

A ligação ao número 13 deve-se ao facto de que foi numa sexta-feira que Cristo foi crucificado, após a última ceia onde estiveram presentes 13 apóstolos sendo traído por Judas, que se enforcou também numa sexta-feira. As pessoas que evitam a influência do número 13 a todo o preço são consideradas triscaidecofóbicos.

E se nunca pensou bem nisto, olhe à sua volta e veja quantos hotéis não contam com o décimo terceiro piso ou com o quarto nº 13. E nunca sentiu a falta da tecla F13 do seu computador?

No Algarve desde 1930 que o professor Herrero tem vindo a organizar jantares intitulados “Sexta -feira 13” de forma a desmistificar a superstição que ronda estes dias. O primeiro jantar realizou-se numa sexta-feira 13, com 13 convidados à mesa entre padres, astrólogos, psicólogos, espíritas e médiuns, advogados e jornalistas. Houve escadas de 13 degraus, gatos pretos e chapéus de chuva da mesma cor e o registo de que nada de mal aconteceu a estes corajosos convivas.

A superstição é parte integrante da vida humana e todas as sociedades têm crenças, amuletos e hábitos enraizados desde épocas primitivas. A superstição é a procura de respostas e de proteção para aquilo que não se compreende através da atribuição de poderes mágicos a determinados objetos ou comportamentos.

Desassociar estes mitos da cultura dos povos é algo impossível de fazer. No dia-a-dia um sem número de comportamentos e expressões confirmam esta tese. Levante a mão quem nunca bateu na madeira, evitou abrir um guarda-chuva dentro de casa ou fugiu a sete pés de gatos pretos ou de escadotes.

Pequenos gestos de todos os dias feitos de forma inconsciente, são formas de proteção para com os azares da vida. Mesmo aqueles que afirmam não ser supersticiosos, a determinada altura já tiveram reações de medo e de proteção dos malefícios que nos esperam a cada esquina.

Se racionalmente discordamos, não conseguimos evitar gestos que desmentem essa racionalização. Todas as pessoas têm os seus medos e receios, muitos deles inconscientes, e alguns mesmo irracionais.

Segundo os psicólogos, um pouco de superstição não faz mal a ninguém, porque a pessoa que expressa dessa forma os seus medos e anseios, aceitando o seu lado inconsciente, tem tendência a viver com menos tensão do que as pessoas que vêem tudo debaixo do aspecto da lógica.

Símbolo máximo do azar é a imagem do gato preto. No Antigo Egipto, estes animais eram adorados como a encarnação da deusa Bubastis e na Idade Média estava ligado à bruxaria, simbolizando o demónio. Foram mortos milhares destes simpáticos felinos apenas com base na crença de que chamariam os espíritos e que tinham pactos com as bruxas para lhes aumentarem os poderes.

Para cortar com o azar que possa pensar ter quando se cruzar com um gato preto, tente ter dois em casa, porque assim pode cruzar-se com eles sempre que desejar, evitando os encontros fortuitos na rua. Além disso, um gato é sempre uma boa companhia, independentemente da cor que ostente, desde que não seja numa sexta-feira 13.

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