Professias para este milénio

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Nostradamus
Nostradamus

Nostradamus, o eclipse e a Era de Aquário, professias distintas e contraditórias que nos aguardam ao longo deste milénio.

Houve quem acreditasse mesmo que o apócalipse estava marcado para o dia 11 de Agosto.
O último eclipse solar do milénio era sem dúvida o anúncio do fim. Mas afinal…. o eclipse aconteceu aos olhos de milhões de pessoas – olhos protegidos com óculos metalizados – e o mundo continua por cá, umas vezes melhor outras pior, mas a verdade é que não acabou.

Nostradamus falou de um asteróide em rota de colisão com a Terra que devastaria por completo todos os continentes e ilhas remetendo os poucos sobreviventes para um nível de vida medieval. Acrescentou ainda a ameaça de uma guerra nuclear.

O esotérico designer francês Paco Rabanne garantiu que o mundo acabava antes do fim deste ano. Vendeu grande parte do seu negócio e esperou que a estação espacial Mir se despenhasse sobre a cidade de Paris durante o mês de Setembro. Ainda que periclitante e com os dias contados, a Mir continua em órbita e não representa nenhuma ameaça.

Membros de um culto sul-americano encontram-se neste momento atarefados a escavar uma rede subterrânea de galerias, para onde se mudaram antes da passagem de ano, para se abrigarem do cataclismo que se vai abater sobre o planeta na noite do dia 31.

Simultaneamente, pessoas mais materialistas preocupam-se em fazer upgrades de software e hardware para se defenderem do Y2K – o bug do milénio, este uma ameaça concreta ao nosso dia-a-dia que, caso as coisas não corram bem, poderá sofrer algumas alterações graças ao mau funcionamento de alguns aparelhos e infra-estruturas. Mas por mais que os informáticos digam o contrário, não, isso não é o fim do mundo!

Talvez a mais sensata profecia tenha partido do mais célebre cientista de todos os tempos: Einstein teorizava a catástrofe da degradação da raça humana que, dizimada pelos seus próprios actos de violência, acabaria por regredir de tal forma que teria de voltar a passar por todas os processos de evolução. Sem dúvida que aqui existe alguma verdade.

Se houver um fim do mundo, será provavelmente o Homem o grande responsável. Mas isto não se trata propriamente de uma profecia, mas de uma interpretação do cenário em que o mundo se encontra actualmente. E não é preciso que um profeta nos diga isso.

Na realidade, e relativamente à mudança de milénio, será errado afirmar que se trata de uma data como outra qualquer e que especular acerca do seu significado é pura perda de tempo. Naturalmente que uma mudança de milénio traz consigo profundas alterações, principalmente ao nível da nossa consciência. Mas não devemos encarar essas alterações como um fim ou um princípio.

Em primeiro lugar, a mudança de milénio só existe para quem segue o calendário da era cristã – e isto não representa toda a população mundial, muito pelo contrário. Em segundo lugar, a única ciência do futuro devidamente consagrada como tal – a astrologia – não prevê nenhuma catástrofe nem nada que se pareça. Talvez devêssemos pegar nesta abordagem para encarar o novo milénio segundo um perspectiva astrológica – a única perspectiva que, em termos de futurologia, merece alguma credibilidade.

Vejamos então de que nos fala a astrologia em relação a este milénio:

A astrologia enquanto ciência estabelece uma correspondência entre os ciclos planetários e os ciclos da vida e da consciência humana. Esta influência dos astros revela-se nas mais diversas áreas, que vão desde o nosso quotidiano, a nível pessoal, até à vida política, religiosa, à evolução artística ou a própria estrutura e funcionamento das sociedades. De acordo com este raciocínio é então possível estabelecer uma relação entre os acontecimentos que têm lugar na Terra e o movimento dos outros planetas.

Existe um ramo da astrologia que é independente daquilo a que estamos habituados – os horóscopos – e que se dedica ao estudo da influência planetária a nível mundial. Trata-se da astrologia mundana.

Um dos mais importantes conceitos neste ramo da astrologia é o conceito de “Era astrológica“. Uma era representa cerca de 2160 anos, e a mudança de uma era para a outra é sempre marcada por enormes mudanças no mundo. Por exemplo, no início da era de Áries (sob o signo Carneiro), foi quando surgiu o judaísmo. O nascimento de Cristo marcou o início da era seguinte – a era de Peixes.

É impossível saber ao certo a data em que entraremos na próxima era – a era de Aquário – mas tudo indica que estamos muito perto, uma vez que já passaram 2 mil anos sobre o nascimento de Cristo. É neste aspecto que a o novo milénio é importante para a astrologia, porque é uma época que coincide com a mudança de era.

Mas o que nos traz, afinal, a era de Aquário?

De acordo com a astrologia, a era de Aquário está intimamente ligada ao idealismo e à união social. Aquário é o signo do humanitarismo e da espiritualidade. Isto indica que na era de Aquário haverá um maior aproveitamento do potencial humano. Aquário favorece uma maior harmonia entre os seres humanos e um evolução no sentido de uma maior comunhão com os outros e com o próprio planeta. A era que está agora a terminar – a era de Peixes – está sob a influência de uma conjugação de Urano e Neptuno, associada a uma onda de materialismo.

Aquário trará uma nova forma – mais espiritual e menos materialista – de viver, e tudo indica que promoverá a paz mundial e a harmonia. Esta é, provavelmente, a previsão mais optimista de que dispomos para este milénio. Talvez o ideal seja acreditar nela e com isso permitir que tenhamos um milénio inesquecível.

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