Joana Vasconcelos entre o luxo e o banal

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Joana Vasconcelos
Joana Vasconcelos

Nasceu em Paris, em 1971 e desenvolve a sua actividade artística no campo da escultura e da instalação. É uma artista plástica portuguesa contemporânea, considerada como uma das mais marcantes da última década. Formou-se no AR.CO, em 1996.

A sua marca autoral distingue-se pelo modo como joga com a banalidade dos objectos utilizados no quotidiano, em particular influenciada por tudo o que se relaciona com o design e a arquitectura, tanto pelas proporções, como pela sua funcionalidade, que transparecem na maioria das suas obras.

Joana Vasconcelos, escultora, é a autora de “A Noiva”, um lustre que tem 4,70 m, mas que ao invés de ser de cristal ou de pingentes de vidro, foi construído com 14 mil tampões OB.

Segundo a escultora, o plástico com que são revestidos esses objectos reflecte a luz quase tão bem como o vidro.

A sua mais famosa obra, Nectar pertence à Colecção Berardo e está exposta no Museu Colecção Berardo, instalado no CCB.

Muitos dos seus trabalhos estão patentes em colecções privadas europeias. Na Bienal de Veneza, em 2005, a artista representou Portugal com A Noiva. Já ganhou diversos prémios, incluindo o concurso do Museu Berardo.

Em 30 de junho de 2009, uma das suas obras intitulada “Coração Independente Dourado” foi leiloada na Christie’s por 192 mil euros. A peça foi arrematada por uma coleccionadora britânica anónima, que a emprestará ao Museu Berardo, em Lisboa.

Obras criadas por Joana Vasconcelos

  • Flores do meu desejo
  • Cama Valium Néctar
  • Ouro sobre azul
  •  Independent Heart
  • A noiva, 2001
  • Santiago de Compostela (escultura)
  • WWW.Fatimashopping, 2002
  • Barco da Mariquinhas, 2002
  • Pega, 2002
  • Blup, 2002
  • Nécessaire, 2003
  • Filtra, 2003
  • Valquíria, 2004
  • Vigoroso e poderoso, 2006-2007
  • Jóia do Tejo, 2008
  • Garden of Eden #2, 2009

A exposição Sem Rede reúne um número significativo de obras da artista plástica, produzidas ao longos dos últimos 15 anos, compreendendo as principais obras de grande escala realizadas na última década, assim como diversas obras da década de 1990, muitas delas inéditas desde a sua apresentação original.

A exposição contempla obras icónicas, como A Noiva (2001-05), o núcleo Coração Independente (2004-2006), Donzela (2007) e Marylin (2009). Mas não só.

Sem Rede é, sem dúvida, imperdível. Oportunidade para conhecer ou redescobrir o universo e a genialidade da artista plástica portuguesa mais importante e influente da sua geração.

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