Pokémon, um sucesso vindo do Japão

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Pokémon, um sucesso vindo do Japão
Pokémon, um sucesso vindo do Japão

Pokémon

São os monstrinhos (no bom sentido!) que têm feito as delícias das crianças pelo mundo fora. Uma nova febre – de proporções assustadoras – que invadiu o nosso mercado mesmo em época natalícia.

São os Pokémon.

Aparentemente, não é muito claro como tudo isto começou. Foram os desenhos animados? O jogo? As cartas? Mas agora isso já pouco importa, porque eles tomaram conta do universo infantil. Falamos dos Pokémon, os monstrinhos de colecção que conseguiram mais sucesso do que qualquer outra operação de marketing voltada para as crianças.

Estes monstros de bolso resultam da tradição manga japonesa, de onde saíram outros sucessos como DragonBall. Satoshi Tajiri, um japonês de 34 anos de idade, foi o responsável pela criação do conceito que deu vida aos Pokémon (é a abreviatura de Pocket Monsters monstros de bolso). O primeiro passo foi transportar o conceito para um suporte electrónico – neste caso, criando um jogo para o GameBoy da Nintendo. O jogo foi editado sem grandes expectativas, mas acabou por surpreender. O conceito em si era inovador: coleccionar 150 Pokémons diferentes, escondidos nas mais diversas partes do mundo. Criaram-se então dois jogos, um azul e um vermelho, cada um deles com 139 Pokémons. Para ter os 150, é preciso ligar dois GameBoys por um cabo, e trocar os Pokémons entre um jogo azul e um vermelho.

Depois do jogo veio a banda desenhada. Uma das mais características artes japonesas, a manga (o nome da BD japonesa) dos Pokémon foi um sucesso, principalmente a partir da altura em que começou a incluir, como oferta, cartas de jogar. Paralelamente ao jogo electrónico, havia sido desenvolvido um jogo de cartas dos Pokémon.

E o sucesso não parava de crescer. A BD saiu do papel e produziu-se então a série de desenhos animados Pokémon (que a SIC exibe desde Outubro). No Japão esta série chegou a ser suspensa, depois de 700 crianças terem sofrido, em simultâneo, de convulsões enquanto assistiam a um episódio que incluía uns efeitos um tanto ou quanto arrojados de luzes e cores a velocidades excessivas. Apesar da publicidade negativa, os Pokémons conseguiram invadir, e em grande força, o mercado americano. O jogo, os desenhos animados, os livros e um merchandising que parece não ter fim assegura o sucesso cada vez maior destes bonecos. Os artigos que fazem parte do merchandising estão de tal forma relacionados que o consumo se transforma num ciclo. Livros que remetem para os desenhos animados, que remetem para o jogo, que remete para as cartas, que estão ligadas a um site na internet e por aí fora.

O filme Pokémon: The Movie estreou recentemente nos EUA e as receitas de bilheteira foram, nos dois primeiros dias, cerca de cinco milhões de contos. Prevê-se que o filme chegue até nós durante o próximo mês de Abril.

Entretanto, por cá, os mais pequenos já vão tendo com que satisfazer a “Pokémania”. Para além dos desenhos animados, que têm atingido níveis de audiência admiráveis, o nosso mercado já dispõe de alguns brinquedos e coleccionáveis, tais como os discos de combate, as bolas saltitonas (uma bola transparente com um Pokémon dentro), os Pokémons electrónicos que falam e acendem as bochechas e, é claro, os jogos para o GameBoy que estiveram na origem de tudo.

Nos Estados Unidos, e como vem sendo habitual, a quantidade de artigos disponíveis chega a ser assustadora. Jogos de cartas, jogos de tabuleiro, peluches, berlindes, cromos, livros, relógios, guloseimas e até uma edição especial do tradicional Monopólio são apenas alguns exemplos.

A única esperança dos pais dos consumidores dos Pokémon (concebidos para agradar a um público dos 4 aos 15 anos) é que eles acabem por se fartar da mesma forma que se fartaram das Tartarugas Ninja, dos Power Rangers e mesmo do DragonBall. Acontece que, uma vez que esta estratégia de marketing não tem quaisquer antecedentes, é totalmente impossível prever até que ponto o fenómeno irá passar de moda.

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