A origem do Tarot, um método de adivinhação

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A origem do tarot, uma arte adivinhatória
A origem do tarot, uma arte adivinhatória

Fonte de adivinhação dos desejos e sonhos do ser humano, o Tarot é hoje em dia um dos métodos adivinhatórios. As suas cartas ditam o seu futuro. Fique agora a conhecer a origem do tarot.

A origem do Tarot

O nascimento do Tarot é hoje em dia motivo de discussões e de muitas dívidas. Uns afirmam que o mesmo brotou do Egipto, enquanto que outros declaram que a sua existência inicial se deu na Índia, ainda que tenha sido espalhado pelo povo cigano. Porém, o Tarot foi a arte adivinhatória mais influenciada por inúmeras culturas que trouxeram novos elementos e conhecimentos à sua leitura inicial.

O Tarot de Marselha, o mais popular entre nós, foi o primeiro de que se tem conhecimento. Julga-se que o mesmo data do século XIV, mas a verdade é que depois desta, muitas outras formas foram surgindo, como é o caso do ‘Tarot de Crowley’, do ‘Senhor dos Anéis’, o ‘Tarot de Merlin’, ou o ‘Tarot do Caminho Ancestral’, entre outros. Misturando culturas, todas estas formas de Tarot apresentam a vida e futuro da pessoa que as consulta através da leitura das suas figuras.

A partir de alguns estudos e investigações, chegou-se à conclusão que o primeiro Tarot terá sido confeccionado no ano de 1392, a partir da solicitação de um nobre que pretendia oferecê-lo ao Rei de França. Mas, este não apresentava ainda as características dos Tarots tradicionais e, por isso, é dado como local do seu verdadeiro nascimento, respeitando a forma como hoje o conhecemos, a Itália, ainda que isto já tenha ocorrido no século XV.

Facilmente se repara que as figuras do Tarot remontam a tempos muito antigos e a uma mistura de culturas muito rica. Enforcados, espadas, torres, magos, loucos, julgamentos, são analogias frequentes nas cartas, fruto de uma época em que os rituais da magia, da morte, estavam intensamente impregnados na cultura dos povos.

Mas, com a proliferação do Tarot em diversas culturas, rapidamente deixou de haver um universal, que satisfizesse todos. Assim, nasceram diversos Tarots que espelhavam a cultura de um povo em particular, as suas tradições e características.

Todavia, é importante referir que todas estas formas respeitam o Tarot inicial, não fugindo às suas características primárias. Em pleno século XIX, atuava a partir de uma intuição e da aura metafísica que as cartas transmitiam. Só no século XX é que trouxe consigo reformulações notórias na ordem da psicologia.

Os conhecimentos ligados à psicologia começaram a ser difundidos por psicanalistas da época, e ao Tarot começou a ser aplicada uma esfera mais concreta e real, baseada nos avanços humanos e psicológicos desse tempo.

Esta época permitiu conhecer melhor a mente, o ser humano, as suas fraquezas, dúvidas, o seu consciente e inconsciente. Estes avanços foram todos eles introduzidos para a leitura das cartas, descortinando assim factos e situações que até então não eram possíveis de serem entendidas.

Como é constituído o Tarot

O pensamento humano, a alma, ou o espírito passaram a ser palavras e conceitos ao alcance de quase todos. Constituído por 78 cartas, e está dividido entre os arcanos maiores, 22, e os arcanos menores, 56, mas são os arcanos maiores as cartas fundamentais do Tarot, que por si só já permitem a leitura de uma tiragem. Porém, e para se ser mais preciso na revelação do jogo, só mesmo se tiver as restantes 56 cartas, isto é, os arcanos menores.

Existem várias formas de leitura do Tarot, como é o caso da leitura simples, da leitura tradicional com 10 cartas, a Cruz Celta, entre outros. Consoante aquilo que pretende saber, assim será a leitura adequada para si.

O destino está traçado nelas, dizem, e se as coisas não se proporcionam como lá estão é porque, se calhar, você teve a capacidade de ir contra o seu destino. Porém, a verdade é a que está lá tudo, diante de si. E, como dizem os peritos na matéria, ‘as cartas nunca mentem’!

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