O que são vampiros e demónios de sangue

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Vampiros
Vampiros

Devemos ou não acreditar em vampiros, esses seres da escuridão que se alimentam do sangue dos vivos?

Na tradição oral existe uma enorme variedade de monstros com que se assustam as crianças pequenas e dos quais os adultos falam com algum receio. A literatura moderna recuperou a imagem do vampiro, mas este bebedor de sangue já aterroriza gerações à milénios.

Os vampiros têm uma enorme variedade de rostos e podem transformar-se em ratos, morcegos, corvos, lobos, gatos, aranhas ou até numa nuvem de vapor. Possuem imensos poderes e uma força descomunal, para além de conseguirem controlar alguns animais. Durante o dia têm de evitar a luz do sol e refugiam-se em locais onde esta nunca penetra, de preferência dentro de caixões.

Supostamente a única defesa dos humanos contra estes seres são alguns símbolos religiosos como a cruz e a água benta e outros mais mundanos como o alho, embora para que surta efeito seja necessária uma boa dose de fé no sortilégio. Para evitar um vampiro, primeiro que tudo, nunca o convide a entrar na sua casa. Ele precisa sempre da autorização do dono do lar para poder penetrar neste.

Como pode matar os vampiros

Um vampiro pode ser morto se for colocado entre dois espelhos, onde ele, uma criatura imortal , vai ter um vislumbre da eternidade e ficará mais fraco. Outra forma é espetando-lhe uma estaca no coração, de preferência enquanto ele dorme, separando em seguida a cabeça do tronco.

A exposição ao Sol é fatal, por isso pode tentar-se evitar que consiga alcançar o seu refúgio secreto. Algumas pessoas, com receio de terem sido vítimas de vampiros ou de se tornarem elas mesmas vampiros, pediam aos parentes que após a sua morte lhes fosse arrancado o coração, órgão sem o qual não poderiam sobreviver no estado de vampiros.

Para se tornar um vampiro é preciso beber do seu sangue. Na tradição de alguns povos, basta que um corpo não tenha sido enterrado convenientemente, com pouca terra sobre a campa ou sem os ritos religiosos, ou que o defunto tenha sido exposto a um espelho, para que se torne um sugador de sangue. Na Roménia previne-se esta situação colocando na mão do cadáver um pedaço de ferro.

Segundo a mitologia grega e egípcia bastava que uma pessoa tivesse cabelos ruivos par ser um potencial vampiro após a sua morte. Pessoas cuja morte não tenha sido vingada ou os sétimos filhos/filhas de uma prole igual são os mais sérios candidatos a uma vida pós-morte de vampirismo.

Esta criatura surgiu aos olhos do mundo ocidental através de um conto de Bram Stoker, que por sua vez se inspirou nas velhas lendas romenas e numa das mais sanguinolentas figuras da História, Vlad Drakul,

O Impalador, um príncipe nascido no século XV na Transilvânia. Drakul era o nome utilizado pelos descendentes da Ordem do Dragão, título atribuído ao pai de Vlad pelo rei Sigesmundo em 1431, o mesmo do nascimento do que se viria a tornar um dos grandes assassinos em massa da história.

As histórias de vampiros podem não passar de casos de doentes de “porfíria”, uma doença cujo principal sintoma é uma enorme necessidade de beber sangue, mas porque as normas de segurança cada vez mais o indicam, nunca convide um estranho a entrar em sua casa sem lhe dar a provar, pelo menos, um dente de alho.

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