Conheça outros tipos de calendário, além do Gregoriano

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Saiba o que realmente é um calendário e conheça alguns outros tipos de calendário diferentes do nosso.

O termo “calendário” resulta da palavra “calendae”, que era o nome dado ao primeiro dia de cada mês romano. A principal função de um calendário é a de estabelecer datas e medir intervalos de tempo iguais.

As datas são geralmente determinadas segundo fenomenos naturais periódicos, como é o caso dos equinócios, solstícios, eclipses ou as marés. Existem ainda as datas que representam festivais e acontecimentos históricos e religiosos, que graças à existência dos calendários podem ser “arrumados” cronologicamente.

O facto de permitir uma medição exata de intervalos de tempo é essencial no âmbito do comércio e do dia-a-dia civil, em que todas as relações são feitas com base no tempo.

Existem três tipos de calendários, ou três formas de estabelecer um calendário:

Calendário Lunar

O calendário lunar preserva o comprimento dos ciclos lunares (cada lua dura 29,5 dias) e não leva em consideração a duração do ano solar. Os grupos culturais que usam o calendário lunar geralmente medem o tempo em meses de, alternadamente, 29 e 30 dias, o que perfaz a média de 29,5 dias por mês. Assim, um ano lunar tem 354 dias (12 x 29,5).

O facto de não acompanhar o ciclo solar faz com que, de acordo com este tipo de calendário, as estações não ocorram todos os anos na mesma altura, mas sim cada vez mais cedo, o que torna o uso deste calendário uma alternativa pouco prática em termos sociais.

Calendário Solar

O calendário solar prende-se ao comprimento do ano solar, mas não leva em conta a duração do mês lunar, tendo uma duração fixa para os meses. O ano solar tem 365,24 dias. A parte decimal é compensada introduzindo um dia a mais em cada 4 anos (anos bissextos). O calendário solar tem quatro pontos cruciais: os dois solstícios e os dois equinócios, que ocorrem todos os anos na mesma altura, mantendo o calendário sempre acertado.

Calendário Lunisolar

Neste tipo de calendário, procura harmonizar-se a duração do ano solar com os ciclos mensais da lua através de ajustamentos periódicos. Assim os doze meses têm ao todo 354 dias e os dias que faltam para corresponder ao ciclo solar obtêm-se através da introdução periódica de um mês extra, o chamado 13º mês lunar.

Calendário Gregoriano

É um calendário solar, adotado pelos cristãos, cujo primeiro ano corresponde ao ano do nascimento de Cristo. O nome de Gregoriano resulta do facto de ter sido, no ano de 325, ajustado pelo Papa Gregório XIII de forma a acabar com a discrepância de algumas datas, e em especial com a data da Páscoa, de forma a que a sua celebração fosse uniforme para todas as igrejas cristãs.

Apesar de este calendário não ser absolutamente correcto, uma vez que cada ano tem 26 segundos a mais que o ano solar. No entanto, não faria sentido acrescentar periodicamente um dia para compensar esta diferença, uma vez que seriam necessários 3323 dias para que a soma de 26 segundos por ano perfizesse 24 horas.

Este foi o calendário adotado a nível mundial pelos cristãos e, por motivos comerciais e de comunicação, por toda a população, apesar de cada cultura continuar a seguir o seu calendário, como veremos de seguida.

Calendário Judaico

É um calendário lunisolar, cujos meses têm, alternadamente, 29 e 30 dias. A cada 3 anos é introduzido um mês extra: Veadar.

O calendário judaico é bastante complexo e bastante correcto em termos de medição do tempo. No entanto, e uma vez que utiliza o mês lunar, tem pouca aplicação prática a nível social.

Calendário Muçulmano

Antes da era de Maomé, que morreu no ano 632 AD, os árabes tinham um calendário lunisolar bastante semelhante ao judaico. A partir da era de Maomé, foi eliminada a introdução periódica de um mês extra, passando este calendário a ser tipicamente lunar e as únicas unidades naturais levadas em conta são o dia e os ciclos da lua.

As 4 estações não são consideradas. O calendário muçulmano é muito utilizado nos países árabes, paralelamente ao uso por conveniência do calendário Gregoriano.

Calendário Egípcio

Este é o calendário mais antigo, o primeiro a ser construído. Começou por ser um calendário lunar (o hieróglifo que representa a palavra “mês” é um crescente lunar), mas a enchente anual do Nilo veio mais tarde a fazer com que o calendário se tornasse solar. O ano tinha 12 meses de 30 dias, e no final do último mês eram acrescentados 5 dias adicionais, de forma a perfazer 365 dias.

No ano de 238 AC, o rei Ptolomeu III decretou a adoção do equivalente ao nosso ano bissexto. Segundo os egípcios, cada mês tem 3 semanas de 10 dias.

A equivalência do ano 2000 em outros calendários:

  • Calendário Budista: corresponde ao ano de 2544
  • Calendário Muçulmano, corresponde ao ano de 1420
  • Calendário Egípcio, corresponde ao ano de 6236
  • Calendário Judaico, corresponde ao ano de 5760.
  • Calendário Persa: corresponde ao ano de 1378
  • Calendário Copta: corresponde ao ano de 1716
  • Antigo Calendário Romano: corresponde ao ano de 2753
  • Antigo Calendário Babilónio: corresponde ao ano de 2749
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