Talassoterapia, as maravilhas da água do mar

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Talassoterapia, as maravilhas da água do mar
Talassoterapia, as maravilhas da água do mar

A Mulher Portuguesa foi ao encontro do Centro de Talassoterapia na Costa da Caparica. Em entrevista ao Director Geral, Filipe Pereira, ficamos a saber um pouco mais das maravilhas que a Água do mar e os seus derivados são capazes de fazer por si.

O Centro de Talassoterapia da Costa da Caparica existe desde 1984, ali bem junto ao mar. Aliás, os Centros de Talassoterapia necessitam estar o mais perto possível do mar, para que a água seja puxada com maior facilidade.

Filipe Pereira começou a entrevista por nos definir o que é a Talassoterapia: “A palavra Talassoterapia divide-se em duas: talasso, que significa mar e terapia, que significa tratamento. Daí que, seja um tratamento com água do mar e todos os seus derivados, incluindo as algas. No fundo, o centro acaba por ser uma espécie de termas.

“A Talassoterapia só é válida segundo certas condições: ” A água que utilizamos é quente, e por isso está quase à temperatura do corpo humano, cerca de 35 graus. A água tem que estar quente porque só assim abre os poros, permitindo a sua entrada neles.

De facto, a composição da água do mar é muito idêntica ao nosso plasma sanguíneo e nas mesmas proporções. Quando entra no organismo reconstitui-o com elementos que deitamos cá para fora, sem sabermos muito bem como, mas que nos fazem muita falta.”

A Talassoterapia

Já existe desde o tempo dos gregos, mas só a partir dos anos 60 se começou verdadeiramente a desenvolver, após um ciclista conseguir fazer a sua recuperação com água do mar. Em França, já existem cerca de 45 centros, embora em Portugal só existam 2. Todavia, os tratamentos são semelhantes: “Há uma piscina com água do mar aquecida, com vários jactos de água, que fazem hidromassagem no corpo.

Temos também a ginástica na piscina, banheira de hidromassagem com algas, o duche a jacto e a aplicação de algas.” Estas formas de tratamento é indicada para reumatismos, osteoporose, celulite, stress, fadiga, problemas circulatórios, de sono, respiratórios, recuperação e manutenção da forma física, e recuperações pós-parto, pós-operatórias, entre outras.

A piscina com jactos de água tem várias variantes, consoante a necessidade da pessoa. Há quem prefira um banho borbulhante, um jacto de pernas ou as cascatas. Estes, entre outros, têm todos a função de estimular os músculos e relaxá-los, sob a orientação de um técnico especializado. Há ainda outros tratamentos complementares como os Aerosóis, o Solário ou a Pressoterapia.

No que compete à duração de cada sessão, Filipe Pereira conta que “Cada tratamento dura meia hora. Antes, deve ser feita uma consulta médica pelo nosso Director Clínico ou por outro médico dos que cá temos.” A maior parte dos clientes são do sexo feminino e a média de idade está nos 40 anos. Mas, Filipe Pereira salienta que “Embora a média de idades seja de 40 anos, temos pessoas com mais de 20 ou com 30 anos, como também temos de 60, 70 e até 80 anos.”

Este método de tratamento que utiliza a água marinha e os seus derivados, embora na Europa não se utilizem muito as lamas, é algo que deve ser realizado com alguma frequência. O Director Geral do Centro de Talassoterapia prossegue a conversa relativamente aos seus clientes: ” No Verão aparece um tipo de clientes, que são aqueles que vêm cá passar férias e que, apenas pretendem tratamentos sem qualquer regularidade.

Os clientes de Inverno são já clientes assíduos, e que vêm com muita frequência. Estes últimos, são aqueles que sabem que a Talassoterapia deve ser feita entre 6 a 8 dias, e de 6 em 6 meses.”

Desde o início do ano têm mais de 400 novos clientes, sem contar com os clientes habituais. Estes números retratam a dimensão da Talassoterapia. Filipe Pereira conta que “aos poucos, estamos a despertar o interesse dos portugueses, embora não tenhamos feito muita publicidade. Tem sido um pouco difícil chegar até às pessoas porque, muitas delas quando nos procuram, pensam que isto é um género de Health Club ou qualquer coisa desse género.

Normalmente, chegam aqui e querem logo ir embora, mas não pode ser assim porque a Talassoterapia implica um envolvimento diferente”. Quanto aos problemas que levam as pessoas a recorrer à Talassoterapia, Filipe Pereira é imediato: ” As pessoas procuram muito o combate ao stress, mas também há quem procure, através da água do mar, tratamentos para a Osteoporose e Reumatismos.”

Muito semelhante às termas, a única diferença existente entre esta e a Talassoterapia é a água: “Nas termas há água mineral e na Talassoterapia utilizamos água viva, com micro-elementos inseridos nela. Neste caso, a água é puxada por “tubos” que estão debaixo da areia, e que puxam a água sempre que a maré está cheia.

Este é um processo dispendioso e que nos deu muito trabalho, porque a zona marítima pertence ao domínio marítimo, e não à Câmara Municipal.” Um processo difícil, mas de grande utilidade para as pessoas que recorrem à Talassoterapia, como método 100% natural e desencadeador de inúmeros benefícios.

Uma linha cosmética ao seu dispôr para o corpo, cabelo, rosto, complementos alimentares, cremes e gel para o seu banho, é outra das possibilidades deste Centro de Talassoterapia, na Costa da Caparica. Filipe Pereira conta que, no futuro, pretendem abrir outro Centro de Talassoterapia face à vasta procura.

Experimente os poderes da água do mar e de todos os seus derivados, para esse problema que tanto a perturba. Informe-se acerca da Talassoterapia e, descubra os segredos que as águas do mar e os seus complementos, escondem há centenas de anos.

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