Descerrar o véu do Espiritismo

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Espiritismo
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Resume-se o Espiritismo a sessões onde falam os mortos ou à charlatanice de alguns? A Mulher Portuguesa foi saber como é seguir a doutrina espírita e falou com José Lucas, representante da ADEP, Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal.

A ideia existente acerca do Espiritismo foi-nos inculcada através da imagem de pessoas em que os espíritos dos mortos incorporam para falar, nem sempre de forma muito clara, ou de médiuns que cobram dinheiro para, supostamente, curar todos os males.

O Espiritismo não é uma seita ou mais uma religião” explicou José Lucas. “Trata-se de uma doutrina de tríplice aspecto: tem uma componente científica, que estuda os fenómenos mediúnicos, isto é, o contacto com o mundo espiritual; uma componente filosófica, que explica esses fenómenos e uma componente ética-moral, que fornece um roteiro ao homem para que ele evolua moralmente dentro dos ensinamentos de Cristo”.

A ADEP surgiu quando alguns representantes de Associações Espíritas do país decidiram alargar a divulgação do Espiritismo aproveitando as novas tecnologias.

“Achámos que havia uma grande lacuna na área da informação, porque muitas pessoas pretendem saber mais mas não têm acesso a Associações Espíritas pois estas encontram-se mais disseminadas pelo litoral do país. Não é uma associação virtual mas funciona através da Internet, com sede temporária nas Caldas da Rainha, Apartado 244, 2500 Caldas da Rainha.

Completado um ano de existência a 31 de Julho, a ADEP apresenta um largo leque de actividades para os interessados, que passam por uma agência noticiosa espírita, original no nosso país, a edição de um boletim mensal, uma secção de cartoonismo e a divulgação de música espírita. Para os mais interessados existe um curso básico de espiritismo, gratuito, com ensino á distância e que já conta com cerca de 60 alunos.

A ADEP conta ainda com uma secção de pesquisa fenomenológica, onde são estudados e catalogados os fenómenos paranormais.

Neste momento está a ser realizado um levantamento de casos com gravação de sessões mediúnicas e posterior investigação. “Temos muitos mais casos do que se possa pensar, que vão desde viagens astrais, morte aparente, poltergeisters e drop-in, em que entidades se manifestam nas sessões e apresentam dados que mais ninguém conhece mas que se vêm a provar ser realidade. Infelizmente, poucas pessoas falam acerca destes assuntos com medo de serem apelidadas de malucas.

O nosso apelo é para que as pessoas contem esses casos no nosso site para que os possamos estudar. Se tiverem problemas, estamos ao dispor para ajudar ou encaminhar para quem o possa fazer, ou ainda remeter para a Federação Espírita Portuguesa que funciona na Amadora e que poderá indicar associações espíritas idóneas junto do seu local de residência.”

Inevitavelmente é tocado o tema da mediúnidade, como ela se apresenta à maioria das pessoas e a resposta vem rápida: “O Espiritismo é um amplo movimento cultural que não se compadece com superstições, crendices, magias, rituais, não temos padres nem hierarquias. Nem temos nada a ver com anúncios de pessoas que cobram dinheiro por consultas, que não são espíritas mas charlatães que usam o nome abusivamente. Aliás, uma forma de distinguir uma associação espírita da charlatanice é pela gratuitidade dos seus serviços”.

O Espiritismo assenta em seis pontos estruturais que definem bem esta doutrina: A existência de Deus; a imortalidade da alma; a comunicabilidade com os espíritos (pessoas que deixaram o corpo físico após a morte); a reencarnação sucessiva; a lei da acção e reacção, com responsabilização na vida seguinte pelo que foi feito na anterior; e a pluralidade dos mundos habitados no Universo.

Em Portugal, a divulgação do Espiritismo ficou a dever-se em grande parte a duas mulheres: Maria O’Neill e Amélia Cardia.
Resume-se o Espiritismo a sessões onde falam os mortos ou à charlatanice de alguns? A Mulher Portuguesa foi saber como é seguir a doutrina espírita e falou com José Lucas, representante da ADEP, Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal.

A ideia existente acerca do Espiritismo foi-nos inculcada através da imagem de pessoas em que os espíritos dos mortos incorporam para falar, nem sempre de forma muito clara, ou de médiuns que cobram dinheiro para, supostamente, curar todos os males.

“O Espiritismo não é uma seita ou mais uma religião” explicou José Lucas. “Trata-se de uma doutrina de tríplice aspecto: tem uma componente científica, que estuda os fenómenos mediúnicos, isto é, o contacto com o mundo espiritual; uma componente filosófica, que explica esses fenómenos e uma componente ética-moral, que fornece um roteiro ao homem para que ele evolua moralmente dentro dos ensinamentos de Cristo”.

A ADEP surgiu quando alguns representantes de Associações Espíritas do país decidiram alargar a divulgação do Espiritismo aproveitando as novas tecnologias.

“Achámos que havia uma grande lacuna na área da informação, porque muitas pessoas pretendem saber mais mas não têm acesso a Associações Espíritas pois estas encontram-se mais disseminadas pelo litoral do país. Não é uma associação virtual mas funciona através da Internet, com sede temporária nas Caldas da Rainha, Apartado 244, 2500 Caldas da Rainha.

Completado um ano de existência a 31 de Julho, a ADEP apresenta um largo leque de actividades para os interessados, que passam por uma agência noticiosa espírita, original no nosso país, a edição de um boletim mensal, uma secção de cartoonismo e a divulgação de música espírita. Para os mais interessados existe um curso básico de espiritismo, gratuito, com ensino á distância e que já conta com cerca de 60 alunos.

A ADEP conta ainda com uma secção de pesquisa fenomenológica, onde são estudados e catalogados os fenómenos paranormais.

Neste momento está a ser realizado um levantamento de casos com gravação de sessões mediúnicas e posterior investigação. “Temos muitos mais casos do que se possa pensar, que vão desde viagens astrais, morte aparente, poltergeisters e drop-in, em que entidades se manifestam nas sessões e apresentam dados que mais ninguém conhece mas que se vêm a provar ser realidade. Infelizmente, poucas pessoas falam acerca destes assuntos com medo de serem apelidadas de malucas.

O nosso apelo é para que as pessoas contem esses casos no nosso site para que os possamos estudar. Se tiverem problemas, estamos ao dispor para ajudar ou encaminhar para quem o possa fazer, ou ainda remeter para a Federação Espírita Portuguesa que funciona na Amadora e que poderá indicar associações espíritas idóneas junto do seu local de residência.”

Inevitavelmente é tocado o tema da mediúnidade, como ela se apresenta à maioria das pessoas e a resposta vem rápida: “O Espiritismo é um amplo movimento cultural que não se compadece com superstições, crendices, magias, rituais, não temos padres nem hierarquias. Nem temos nada a ver com anúncios de pessoas que cobram dinheiro por consultas, que não são espíritas mas charlatães que usam o nome abusivamente. Aliás, uma forma de distinguir uma associação espírita da charlatanice é pela gratuitidade dos seus serviços”.

O Espiritismo assenta em seis pontos estruturais que definem bem esta doutrina:

  • a existência de Deus;
  • a imortalidade da alma;
  • a comunicabilidade com os espíritos (pessoas que deixaram o corpo físico após a morte);
  • a reencarnação sucessiva;
  • a lei da acção e reacção, com responsabilização na vida seguinte pelo que foi feito na anterior;
  • a pluralidade dos mundos habitados no Universo.

Em Portugal, a divulgação do Espiritismo ficou a dever-se em grande parte a duas mulheres: Maria O’Neill e Amélia Cardia.

E se há pessoas que são espíritas, há espiritas que não são médiuns e vice-versa, porque a mediúnidade é uma característica como um sexto sentido, ou percepção extra sensorial que todos possuem mas que em alguns está adormecido, a desabrochar ou mesmo completamente activo.

As pessoas que seguem a doutrina espírita “têm o seu emprego, a sua família e usam os tempos livres para se dedicarem a estudar e a divulgar a doutrina, sempre de forma gratuita, dentro do preceito evangélico de “dar de graça o que de graça recebeu””.

A moral do Espiritismo assenta nos ensinamentos que Jesus Cristo deixou aos homens, “conceitos sobre o bem, que sempre existiram mas que a Humanidade teima em não colocar em prática. Os Espíritos que comunicam connosco afirmam que Cristo foi o ser mais evoluído que caminhou sobre a Terra. Por isso é necessário colocar em prática o que ele ensinou sobre a ética, fraternidade e amor ao próximo para que o Homem possa ser feliz e evoluir mais depressa”.

E à pergunta sobre o que somos, a doutrina espírita responde nas palavras de José Lucas: “Todos somos espíritos e imortais que vivemos na Terra temporariamente e quando já não precisamos do corpo largamo-lo como o fazemos com roupa que já não nos serve, e o espírito continua a viver do lado de lá da vida.”

Para melhor compreender a doutrina espírita, José Lucas recomenda os livros de suporte “O Livro dos Espíritos“, “O Livro dos Médiuns”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”,  “A Génese” e “O Céu e o Inferno“, compilados por um professor francês, considerado um sábio à sua época, Allan Kardec. É com uma frase sua, como não poderia deixar de ser, que terminamos este artigo:

O Espiritismo é uma ciência que trata da origem e destino dos espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal.”

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