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Debaixo do sol tórrido e convidativo do Algarve, os swingers do nosso país desfrutam das mil e uma maravilhas que o corpo pode oferecer. Prazer e sexo nos arredores da cidade de Lagos.

O sexo tomou, definitivamente, conta da vida de qualquer cidadão. Em determinadas áreas a componente sexual conseguiu instalar-se de forma quase soberba, e não há quem a quem consiga destronar do trono conquistado.

Diga-se, em abono da verdade, que tudo aquilo que não tenha uma pitada de malícia, seja na literatura, cinema, teatro, música, televisão, publicidade, entre tantos outros campos, não tem absolutamente interesse nenhum. E, isto não sou eu que o digo, mas sim o próprio povo português que o dá a transparecer!

O sexo tornou-se algo perfeitamente banal. Fala-se de sexo com a mesma naturalidade com que se come um iogurte, ideia de uma das concorrente de um ‘reallity show’ da TVI. Faz-se sexo na televisão em programas televisivos porque pronto, enfim, as pessoas têm aquelas carências e estão-se literalmente nas tintas para os outros.

Claro que os prazeres da carne têm um preço muito alto, que se traduziu em expulsão! A realidade é que tudo aquilo que há uns bons anos atrás era escondido, camuflado, hoje está aos olhos de todos, pronto a ser encarado da forma como se bem entender, e a fazer-se dele o uso que se quiser. A liberdade sexual chegou, e com ela soltaram-se as amarras que durante tantos anos aprisionaram o corpo e o desejo. E, ainda bem que chegou, embora nem sempre se saiba fazer o uso correto da mesma!

Swingers

E, a libertação foi de tal ordem que hoje em dia tudo, mas mesmo tudo, é permitido! Veja-se o caso dos swingers que, aos poucos, brotam um pouco por todo o país. Mas o que são os swingers, perguntam as leitoras? Swingers são pessoas modernas que seguem os padrões da moda, livres e independentes, inclusive no que diz respeito ao sexo. Mas, e se você está a pensar que estou a falar de pessoas descomprometidas, acredite que não é bem assim.

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Um swinger pode ou não ter um relacionamento com outra pessoa, seja através da união de facto, namoro ou casamento. Tratam-se de pessoas com uma liberdade sexual enraizada entre elas, que não têm complexos ou problemas em procurar uma noite de prazer nos braços de outro. Mas é só isso, sexo e nada mais!

Não é que esta ideia me deixe assim muito à vontade porque, muito sinceramente, ainda tenho um pouco aquela ideia de que – o que é ‘meu’ é ‘meu’- e essas trocas e baldrocas fazem-me uma certa confusão.

Ainda que certas vozes da modernidade se levantem para afirmar que uma relação extra conjugal, por uma ou duas noites apenas, possam fazer muito bem à relação amorosa, dinamizando-a e tornando-a mais viva, eu tenho as minhas sinceras dúvidas, mas pronto!

Quem sabe Portugal inteiro se venha a render! Porém, agora é muito mais prático encontrar outros parceiros sexuais, ainda que se mantenha o nosso ‘mais que tudo’. ‘Algarve Swinger Clube’ é o nome da casa mais famosa do Algarve, situada nas proximidades de Lagos, onde qualquer casal, ou pessoa individual, se pode deslocar para passar momentos nos braços de outro (a).

Parece um conto de loucos, ou de prazer, mas a verdade é que a procura tem sido bastante elevada e, pelos vistos, os swingers são mais do que aqueles que se poderia pensar inicialmente. O Clube é de facto algo requintado, repleto de bom gosto, e onde os vegetarianos, desculpem-me a ousadia, não têm permissão para entrar.

Quem reina naquele espaço é a carne! Tudo se passa num ambiente agradável, a tomar uma bebida ou a beber um café, e depois se se gostar da pessoa que se conheceu há pouco só tem que se dirigir a um dos quartos, enquanto o seu ‘mais que tudo’ acaba de desaparecer com uma loiraça, ao género de Beverly Hills (que cenário romântico!). A maioria das pessoas que ali vão, sozinhas ou com o seu respectivo, já sabem do que vão à procura: passar bons momentos com um desconhecido. A piscina, o jacuzzi ou o bar complementam o resto da aura erótica deste Clube Swinger.

Prostitutas ali não entram, e nem droga (dizem porque eu nunca lá estive para ver!). A entrada só é permitida para maiores de 18 anos, assim como a higiene e o preservativo são aconselháveis. Qualquer pessoa pode deslocar-se até lá, menos as que referimos anteriormente, beber um copo, e sair em seguida, caso o ambiente não lhe agradar, ou ficar para umas horas de prazer. Body, fato de banho, tanga, lingerie, são algumas das indumentárias deste recinto onde a fantasia não tem limites.

Quem estiver a ler esta crónica deve julgar que estou a incitar alguém a dirigir-se até lá para dar aso à sua imaginação, mas a verdade é que eu, ainda uma jovem, senti-me um pouco baralhada perante tamanha liberalização. Tudo bem que os tempos são outros, que cada um faz o que bem entende, dando largas à sua criatividade, mas parece um pouco ridículo pagar-se uma nota das verdinhas (ou pensava que era grátis?) para usufruir destes pequenos luxos da sociedade, como o jacuzzi, em prol de uma noite de sexo.

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Está certo que é um ponto de encontro deste genero de casais, mas porque não fazerem essas trocas com amigos vossos? Sai mais barato, já se conhecem, e assim podem repetir quando entenderem.

Quase que me atrevo a dizer que a exploração no sexo está a atingir níveis catastróficos e que, por este andar, vai ser complicado alguém ter um relacionamento sem que tenha necessidade de passar uma ou mais noites com outras pessoas.

Afinal, o que é que mudou no pensamento do ser humano?

Os genes, terá a atmosfera um odor disfarçado a pecado ou, pura e simplesmente, quer-se levar a liberdade aos últimos extremos? Será essa a forma de utilizar a liberdade conquistada um pouco a todos os níveis?

Julgo que cada um deve fazer o que bem entende, sem complexos, e que se deve assumir como tal, mas julgo também estarmos a assistir a uma perda inegável de valores, na qual as proibições de outrora se sobrepõem a qualquer coisa ou moral do presente.

Sem dúvida uma experiência interessante, mas para a qual penso a sociedade do nosso tempo não estar ainda preparada. Afinal, ainda há muita gente que acredita no conto de fadas do ‘viveram felizes para sempre’.

E, embora essa seja uma mera utopia, julgo também ser um pouco ridículo pagar-se para se ter uma noite de prazer com outra pessoa. E, já pensaram que até pode não chegar a haver prazer? (Pronto, lá se vão as economias!) Porque a meu ver, os swingers, casais ou individualmente, limitam-se a pagar para terem prazer, sinónimo da sociedade capitalista e de consumo da qual fazemos parte!

Entre a prostituição das ruas ou dos bordéis/casas, onde o sexo se compra, não consigo distinguir onde reside a fronteira entre esses locais e este Clube?

Vocês conseguem? E, se querem ir além nas vossas fantasias tudo bem, pois não tenho nada contra! Mas, ao menos, não as reduzam a umas simples notas de conto porque o prazer do ser humano, seja em que campo for, vale muito mais do que isso!

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