Crónica: O baile de máscaras durante o carnaval

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Baile de máscaras
Baile de máscaras

Costuma dizer-se que a vida são dois dias e o Carnaval são três e como a dança dos dias não para, cá estamos outra vez no Entrudo. Hoje lembrei-me de dar algumas dicas de máscaras para os políticos portugueses. O Baile de máscaras vai começar.

Baile de Máscaras

Começando pelo topo, temos o presidente Jorge Sampaio, a quem aconselho um traje de coelho, que lhe ficará a matar, uma vez que passa a vida a correr de um lado para o outro do país, em presidências abertas e visitas de estado ao estrangeiro. Como não podia deixar de ser, Maria José Rita precisaria de o acompanhar, e aqui talvez um fato de Diana, caçadora dos bosques. Mas nada de confundir papéis, ou acabaríamos com um prato de coelho à caçadora.

Por hierarquia segue-se António Guterres a quem serviria um traje de padre, pela constante posição de apaziguamento e ‘deitar água na fervura’ que adopta. Além disso, agora até pode manter o voto de castidade.

E vêm depois alguns dos nomes mais sonantes da política, uma vez que não posso optar aqui pelos deputados, alguns dos quais nunca foram vistos.

À ministra da Saúde, Manuela Arcanjo, um fatinho sexy de enfermeira ficaria a matar, mas o melhor seria que este viesse directamente do Hospício Miguel Bombarda, e que desse direito a um internamento.

E agora um dos ministros que mais disfarçado tem andado. Ele já passou por tantas cadeiras no Parlamento, que poderia mascarar-se de espanador, tanto pó tem limpo. Neste momento, e ninguém sabe por quanto tempo, Jorge Coelho assume o cargo de Ministro do Equipamento Social.

Apresento uma máscara dupla, sabem, daquelas que metade do corpo é uma coisa e a outra metade é outra. E esta vai para António Costa, Ministro da Justiça, por um lado polícia e no outro ladrão. E como a justiça não se entende sobre quem pode bater em quem teríamos o espectáculo de alguém a bater em si mesmo.

E que bem que ficaria mascarado o nosso ministro da Agricultura, do Desenvolvimento rural e das Pescas, Capoulas Santos, de avestruz. É que como as coisas vão em Portugal, daqui a pouco só podemos comer mesmo é carne de avestruz.

Deixemos o executivo ministerial e passemos para outros sonantes nomes da política portuguesa.

Durão Barroso poderia ser o homem-estátua. E ele nem teria de se dar ao trabalho de não falar, porque já ninguém ouve mesmo aquilo que ele diz. Colocado no meio do Rossio, seria um sucesso imediato.

Santana Lopes é outro que pode aproveitar estes dias para despir a máscara e, bem ao estilo que gosta, aproveitar para se mascarar de presidente do PSD, concretizando, ainda que por pouco tempo, o sonho de uma vida. Outra opção era mascarar-se de bola de futebol…

Do CDS, Paulo Portas ficaria perfeito mascarado de peixeira. Afinal, o rapaz até tem andado a treinar para isso, visitando tudo o que são mercados. E com aquela voz, estou mesmo a ouvi-lo: ‘Ó freguesa, hoje a chaputa está barata’.

Na linha mais à esquerda, teríamos Carlos Carvalhas, mascarado de Lenine, acompanhado por Odete Santos que, como não poderia deixar de ser, seria uma digna sósia de Catarina Eufémia.

Francisco Lousã, do Bloco Esquerda, ficaria a matar como um qualquer super-herói. Pensei nele como Super-Homem ou Homem Aranha, mas depois de clonado, porque assim poderia continuar a sua luta por mudar o mundo, ao mesmo tempo que continuava a azucrinar a cabeça ao Governo no Parlamento.

E como é Carnaval, ninguém pode levar a mal.

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