João Bénard da Costa recebe Prémio Pessoa 2001

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Numa iniciativa conjunta da Unisys e do Expresso, o Prémio Pessoa 2001 foi atribuídoeste ano a João Bénard da Costa, crítico e historiador decinema e Director da Cinematica Nacional.

O júri, no final da sua habitual reunião em Seteais, declarou que o Prémio Pessoa 2001 fosse entregue a João Bénard da Costa, crítico e historiador de cinema e Director da Cinematica Nacional. "Esta decisão premeia o papel fundamental de João Bénard da Costa no enraizamento da cultura cinematográfica em Portugal, tanto no plano da divulgação da grande cinematografia internacional como no estudo e conhecimento do cinema português," de acordo com os termos da deliberação do júri.

Na acta assinada pelos membros do júri pode-se ler ainda que "a sua obra abrange estudos de referência sobre cineastas como Alfred Hitchcock, Luís Buñuel e John Ford, e um conjunto de textos que constituem um corpus de reflexão teórica indispensável à compreensão do Novo Cinema Português desde a década de 60. Só neste ano de 2001 publicou importantes estudos sobre Robert Bresson e Manoel de Oliveira, e um decisivo ensaio sobre o cinema português inserido na História do Cinema mundial da Enciclopédia Einaudi".

O júri ressalta ainda o facto de que "devem sublinhar-se igualmente a sua actividade de programador de grandes ciclos de cinema mundial na Fundação Calouste Gulbenkian e na Cinemateca Nacional, o seu papel na direcção desta última instituição durante dez anos, a sua colaboração na criação do Arquivo Nacional de Imagens em Movimento e a sua intervenção regular como crítico e divulgador na comunicação social".

O júri do Prémio Pessoa 2001 foi constituído por Francisco Pinto Balsemão (Presidente), Rui M. Baião (Vice-Presidente), Alexandre Pomar, António Barreto, Clara Ferreira Alves, João Fraústo da Silva, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga e Rui Vieira Nery. O Prémio Pessoa, que já se encontra na sua 15ª edição, foi atribuído nos anos anteriores ao Professor José Mattoso (1987), ao poeta António Ramos Rosa (1988), à pianista Maria João Pires (1989), à pintora Menez (1990), ao arqueólogo Cláudio Torres (1991), ao casal de investigadores Hannah e António Damásio (1992), ao Professor Doutor Fernando Gil (1993), ao Dr. Vasco Graça Moura (1995), ao Professor João Lobo Antunes (1996), ao escritor José Cardoso Pires (1997), ao arquitecto Eduardo Souto de Moura (1998), ao poeta Manuel Alegre e ao fotógrafo José Manuel Rodrigues (1999) e ao compositor Emmanuel Nunes (2000).

Concedido anualmente, o Prémio tem, nesta edição, o valor de 8 500 contos e é já reconhecido como o maior galardão atribuído em Portugal na área da cultura, destinando-se a reconhecer "uma pessoa de nacionalidade portuguesa que, durante esse período e na sequência de uma actividade anterior, tiver sido protagonista relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país".

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