Inferno da guerra colonial, realizado por Joaquim Leitão

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Inferno de Joaquim Leitão
Inferno de Joaquim Leitão

O inferno não é de agora. Trata-se do inferno da guerra colonial, revivido 30 anos depois por um grupo de 10 combatentes. É este o pano de fundo do filme de Joaquim Leitão que estreia dia 24 em todo o país.

Inferno

É precisamente no dia 24 que estreia em todo o país o mais recente filme de Joaquim Leitão. O realizador de sucessos como “Adão e Eva” e “Tentação” traz-nos, desta vez, “Inferno”, um filme que retrata as memórias perturbadoras e os efeitos inevitáveis da guerra colonial sobre as vidas de dez homens. Homens que combateram na guerra e se reencontram todos os anos.

Homens que ficaram profundamente marcados pelo drama da guerra, com traumas e questões por resolver. Homens que anseiam simultaneamente por esquecer e por reviver uma época que os marcou para sempre.

Uma amizade e um percurso de vida de 30 anos une estes homens, cujas vidas sofrem um “abanão” no dia em que decorre a acção de “Inferno”. Um trágico acidente e o aparecimento de uma rapariga (a actriz Cristina Câmara) fazem reavivar todos os dramas e sentimentos adormecidos e que de uma forma ou outra são comuns a quem passou pela experiência do combate.

A acção decorre em menos de 24 horas, recheadas de situações fortes que resultam em drama, violência, muitas cenas de acção e uma permanente componente psicológica que está por detrás de toda a história.

“Inferno” é o primeiro filme de uma trilogia sobre a guerra colonial, produzida pela MGN. Esta trilogia ficará completa com a produção de “Purgatório” – acerca de um grupo de jovens prestes a embarcar para a guerra – e “Paraíso”, uma história de ficção inteiramente rodada em África, tendo como cenário a guerra propriamente dita e como tema o ataque das forças da resistência, em pleno dia de Natal, a uma companhia portuguesa.

Mas por enquanto, apenas “Inferno” está pronto a estrear e estará em cartaz, a partir de amanhã, em 50 salas de todo o país. O elenco conta com Joaquim de Almeida, Cristina Cãmara, Ana Bustorff, Nicolau Breyner, Rogério Samora, José Walenstein e Júlio César.

O filme teve um orçamento de 340 mil contos, 20% dos quais de capital espanhol. Juntamente com o realizador Joaquim Leitão, o produtor Tino Navarro é também responsável pelo argumento.

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