Mini Morris – o mais pequeno dos automóveis

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Mini Morris
Mini Morris

Mini Morris, o carro que veio literalmente mudar o mundo automóvel e que em 1999 celebrou uma produção ininterrupta de 40 anos.

Foi pela primeira vez em 1956 que um incidente internacional veio levantar um problema grave no que dizia respeito à distribuição de petróleo. O problema no canal do Suez e a consequente falta de combustível na Grã-Bretanha afetaram em grande medida a indústria automóvel.

A BMA, a maior produtora de motores na Grã-Bretanha, reagiu ao problema aceitando uma proposta do engenheiro chefe da empresa, Alec Issigonis. Este excêntrico designer havia projectado o Morris Minor, tinha ideias simples mas eficazes e acreditava que um bom carro tinha de ser concebido e produzido sob o controle do mesmo homem.

A ideia de Issigonis resultante do incidente do canal do Suez era a de um carro pequeno que fosse eficaz e económico ao nível do consumo de combustível, e que ao mesmo tempo aproveitasse da melhor maneira o espaço interior, tornando-o, pequeno por fora e espaçoso por dentro.

Issigonis pôs mãos à obra no final de 1956 e, 3 anos mais tarde, em Setembro de 1959, o fruto do seu trabalho era anunciado perante um público verdadeiramente estupefacto e começava de imediato a ser produzido pela BMC. Tratava-se do Mini, um carro que veio literalmente mudar o mundo automóvel e que em 1999 celebrou uma produção ininterrupta de 40 anos.

Mini Morris

O impacto causado pelo Mini em 1959 é difícil de imaginar nos nosso dias. Para começar, era muitíssimo pequeno, mesmo comparado com os menores modelos da época, no entanto tinha espaço interior suficiente para passageiros adultos e a respectiva bagagem. Depois, foi o primeiro carro a ter suspensão totalmente independente nas quatro rodas, e ainda por cima a suspensão não era metálica mas sim de borracha sob pressão.

Tinha ainda tracção às rodas da frente e, finalmente, as rodas tinham apenas um terço do tamanho normal das rodas utilizadas naquela época em carros familiares. E estas são apenas as inovações capazes de serem compreendidas por um leigo no assunto, já que a nível de mecânica, o Mini foi uma novidade em muitos mais aspectos.

Mas as especificações técnicas foram responsáveis por apenas metade do impacto causado pelo aparecimento do Mini no mercado. Foi quando efectivamente as pessoas começaram a conduzi-lo que veio ao de cima a grande vantagem de ser um carro extraordinariamente divertido de se conduzir, por ser tão pequeno e veloz.

Issigonis era um condutor entusiasta, e o Mini era uma obra inteiramente sua, portanto não poderia deixar de ter todos os componentes necessários para que a condução fosse agradável e divertida.

O sucesso do Mini caiu não só sobre a BMC como sobre toda a Grã-Bretanha. Surgiu no início dos anos 60 e tornou-se imagem de marca da Inglaterra, tanto como os Beatles e os Rolling Stones – e ainda o é nos dias de hoje. John Cooper, grande nome ligado à mecânica da Fórmula Um, juntou-se ao projecto e foi criado o Mini Cooper, um carro com uma carreira brilhante ao nível da competição.

Nas pistas, passava velozmente à frente dos carros maiores e nos rallies causou ainda maior impacto. Entre 1964 e 1967 o Mini ganhou por três vezes o rally de Monte Carlo. Teriam sido quatro vitórias se, em 1966, o Mini que venceu o rally não tivesse sido desqualificado por ter as lâmpadas erradas nos faróis.

O pai do Mini faleceu em 1988, aos 81 anos de idade, depois de ter sido transformado em Sir Alec Issigonis pela rainha Elizabeth. No entanto, o sucesso da sua criação chegou ao ano 2000 e está para durar, numa homenagem mais do que merecida.

Em 1959 – 848 c.c , 116 km/h
Hoje em dia – 1275 c.c , 160 km/h

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