Marcas asiáticas de automóveis mais fiáveis

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Marcas Asiáticas Mais Fiáveis
Marcas Asiáticas Mais Fiáveis

Com base na experiência de mais de 22 mil condutores portugueses, espanhóis, franceses, italianos e belgas, a DECO/PRO TESTE apresenta-Ihe um indicador da fiabilidade de 177 versões de automóveis. Principal conclusão: as marcas asiáticas são, regra geral, mais fiáveis do que as europeias. Destas, as italianas e as inglesas revelaram mais avarias do que as restantes.

Tão importante como a fiabilidade de cada versão é a de cada marca, que mais não é do que um historial da mesma, sendo um bom indicador do provável comportamento futuro dos novos modelos. A este nível, aquela associação de defesa do consumidor verificou que a Toyota revelou-se a mais fiável, enquanto a Chrysler, a menos. De salientar que as principais marcas japonesas se encontram no grupo das mais fiáveis. Das marcas europeias, a Fiat e a Lancia, duas das três italianas, são das menos fiáveis, assim como as duas marcas inglesas (Rover e Land Rover).

Para determinar a fiabilidade dos diferentes modelos, a PRO TESTE enviou um inquérito para uma amostra aleatória dos seus leitores. Procedimento idêntico foi seguido pelas associações suas congéneres de Espanha, França, Itália e Bélgica. No total dos cinco países, foram recebidas mais de 22 mil respostas, que foram tratadas em conjunto.

Através da quantidade de avarias e/ou problemas que os automóveis dos inquiridos sofreram desde a compra e nos 12 meses anteriores à recepção do questionário, foi construído um índice de fiabilidade, segundo o qual quanto maior o valor obtido, menos probabilidades existem de ocorrer uma avaria e, logo, mais fiável é o automóvel.

Como nem todo o tipo de avarias tem a mesma importância, foram dados diferentes pesos consoante o problema pudesse ter mais ou menos consequências na utilização do veículo, independentemente da frequência com que ocorra ou do preço que a reparação possa ter. Por exemplo, uma avaria no equipamento eléctrico fora do motor, como uma lâmpada fundida ou no interruptor do vidro eléctrico, apesar de incómoda, é menos grave do que um problema nos travões ou no motor, que pode pôr em causa a segurança dos ocupantes ou até impedir o carro de andar.

Através do inquérito, a DECO/PRO TESTE também procurou conhecer quanto gastam os portugueses quando levam o respectivo automóvel à oficina para manutenção. Para determinar o custo das revisões, apenas foram tidas em conta as respostas dos inquiridos que disseram anotar com rigor as despesas. Com base nos valores obtidos, aquela associação verificou que a Toyota, a marca que se revelou mais fiável, é também a que cobra menos pelas revisões. Em contrapartida, a Fiat e a Rover, que são menos fiáveis, estão entre as marcas que mais cobram. Contudo, a BMW foi a que apresentou o valor mais elevado para as revisões.

Por fim, aquela associação deixa, ainda, alguns conselhos sobre os cuidados que os consumidores devem ter depois da compra de um automóvel, em especial com as visitas à oficina.

  • Quando compra um automóvel, novo ou usado, num comerciante estabelecido o mesmo tem dois anos de garantia: é a denominada garantia legal. Para provar que tem direito à garantia, o consumidor deve exigir sempre o recibo da compra do carro. Dentro deste período, convém fazer as revisões numa oficina da marca e com a frequência recomendada pelo fabricante.
  • Algumas marcas oferecem uma garantia superior (três ou cinco anos): é a chamada garantia contratual. Esta, regra geral, abrange problemas relacionados com mecânica, corrosão ou pintura. No entanto, após os dois anos obrigatórios por lei, este tipo de garantias torna-se mais restritivo. Logo, para não ter surpresas, o consumidor deve certificar-se de que lhe entregam uma descrição do que a mesma abrange. Além disso, se as revisões, inspecções e reparações não forem feitas em oficinas da marca, poderá perder o direito a esta garantia.
  • Se forem substituídas peças aquando da revisão ou de uma reparação, convém verificar se as usadas são devolvidas. Caso contrário deverão ser exigidas, em especial se não houver total confiança na oficina. As peças poderão, depois, ser colocadas num Ecocentro (as câmaras municipais fornecem a localização dos mesmos).
  • Por fim, o consumidor deve ter em conta que uma revisão normal demora quatro .. a seis horas. Neste sentido, deverá pedir explicações se lhe cobrarem mais horas de mão-de-obra.
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