Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias (APME)

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Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias - apme
Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias - apme

Federação das Associações de Mulheres Empresárias, um sonho tornado realidade… Ana Bela Pereira da Silva é a presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias, associação que detém, actualmente, a presidência da federação.

O sonho nasceu no início de 1997 e, até à constituição desta federação, muito trabalho foi realizado por um conjunto de pessoas que acreditam profundamente que o futuro das mulheres empresárias passa pela inter-ajuda e pela troca de experiências entre os países onde estão sediadas as várias associações.

Dos objectivos desta federação, o principal é a ajuda, no terreno, às mulheres empresárias. Na prática, são muitas as dificuldades com que as mulheres empresárias se deparam, nomeadamente quando as actividades requerem deslocações e outras actividades que envolvam processos burocráticos.

A FAME e as suas associações prestam apoio às empresárias preparando agendas de contactos, reuniões e as formalidades necessárias às suas deslocações. Está também nos planos desta federação a concertação, com os governos de cada um dos países, de uma política de transportes que proporcione um real incentivo para os negócios, com uma prática de preços competitivos e concorrenciais, bem como a criação de um “Visto/Passaporte de Empresária”.

Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias

Em conferência de imprensa, com a presença das representantes das associações congéneres de São Tomé e Príncipe e Moçambique e a aguardar a chegada das representantes da Guiné e Angola, Ana Bela Silva afirmou que o primeiro grande momento desta federação se deu em 98 com o I Encontro das Mulheres Empresárias, cujas conclusões recomendaram a criação de uma federação. No II Encontro estiveram reunidas todas as associações e foi realizado todo o trabalho para a formalização da federação.

São vários os projectos em agenda, mas para já as reuniões de trabalho visam a discussão de uma política concertada de transportes aéreos, uma questão que, segundo Ana Bela Silva, é muito polémica por ser também muito política. “Nós vamos tentar concertar uma política que seja o mais eficiente e eficaz possível.

É lógico que não é fácil, até porque existem já uma serie de outros acordos e constrições à circulação das pessoas. Existem países que têm passado por guerras bem complicadas. (…) É uma questão de difícil resolução, mas não é uma questão de resolução impossível (…) Nós não queremos que as pessoas venham residir para Portugal, nós só queremos que haja uma livre circulação, principalmente para as responsáveis pelas microempresas, que são aquelas pessoas que ainda não têm os contactos que facilitam esse tipo de burocracias”.

Ana Bela Silva afirmou estar apta a negociar a responsabilização das várias associações pela deslocação das suas associadas, nomeadamente daquelas que têm uma vida empresarial estável e que oferecem garantias de permanência nos respectivos países de origem.

Um princípio auspicioso, para um conjunto de mulheres que podem servir de exemplo a muitas outras “lutadoras”, expressão utilizada pela representante de Moçambique para definir as mulheres na sua generalidade.

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