Ilha da Atlântida, conheça a lenda desta ilha no Atlântico

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Lenda da ilha da Atlântida
Lenda da ilha da Atlântida

A ilha da Atlântida, uma ilha perdida no mar, destruída por um vulcão? O lar de deuses, de uma civilização avançadíssima, ou extra-terrestres? Uma lenda?

A ilha Atlântida

Seria uma ilha lendária no Atlântico; a oeste de Gibraltar que segundo Platão era a Utopia e que se terá afundado no mar durante um terramoto. Este autor foi o primeiro a referir-se ao território de forma directa, mas antes dele muitas outras referências foram feitas, por diferentes povos, em relação a uma mítica ilha, desaparecida nas águas.

No livro de Timeo, Platão afirma: Pois, naquele tempo, podia-se atravessar o mar. Tinha uma ilha diante dessa passagem que vós chamais as colunas de Hércules. Esta ilha era maior que a Líbia e a Ásia reunidas.

Os viajantes daqueles tempos podiam passar desta ilha para outras ilhas e dessas ilhas podiam alcançar o continente, na margem oposta deste mar que merecia verdadeiramente o seu nome. Depois dele, as especulações não param nunca mais.

Localização da ilha

Um cientista russo, Jiroft, define desta forma a geografia da Atlântida: Segundo a nossa opinião, a Atlântida compunha-se de três partes: a ilha setentrional chamada Poseidonis, a de maior tamanho, situada ao pé do anti plano das actuais ilhas dos Açores; a estreita ilha central da Antília, situada mais ao Sul; e o Arquipélago Equatorial que chegava até às proximidades do Equador, perto dos actuais recifes de São Paulo.

Outros tentaram encaixar o mito segundo os achados arqueológicos efectuados na zona do mediterrâneo, referindo que a Atlântida poderia ser a ilha de Creta ou uma qualquer outra ilha da região, uma teoria contestada porque a data que Platão refere como sendo a da destruição da Atlântida é anterior ao surgimento dos Minóicos, a civilização que supostamente teria dado corpo a tal mito.

A ilha seria um vale humido e fértil, atravessado por rios que desciam desde as vertentes continentais. Com o fim da última era glaciar o leito dos oceanos foi subindo lentamente, aumentando a pressão sobre a enorme barreira que separava o oceano do vale e que estava situada na zona de Gibraltar, inundando toda a área, destruída depois por tremores de terra.

Algumas outras teorias colocam Atlântida na ilha de Thera, uma ilha grega no mar Egeu, devastada por uma erupção vulcânica em 1625 a.C. e que estava associada à civilização cretense.

Segundo alguns autores, existia na Atlântida uma civilização avançada, com tecnologia desenvolvida, sendo mesmo atribuídas as pinturas rupestres do Cro-Magnon na Europa a atlantes sobreviventes no Continente. Helena Blavatsky e os teosofistas do século XIX inventaram a ideia de que os atlantes tinham aviões e explosivos e inventaram Mu, um continente perdido no Pacifico.

Será uma invenção de Platão

Apesar da Atlântida ser rotulada como uma invenção de Platão, o estranho está em que muitas civilizações também fazem referência à mítica ilha, Os Mexicas, tribo que mais tarde veio a dar origem aos Astecas, acreditavam que os seus antepassados tinham vindo de um país chamado Aztlan.

O livro sagrado dos Maias ‘Popol Vuh’, contém um relato de uma visita que os três filhos do rei Quitzé fizeram a uma terra situada a Este, nas margens do mar, da qual os seus antepassados tinham vindo e do qual trouxeram diversas inovações, em que se incluía um sistema de escrita.

Na Venezuela existe uma tribo de índios, os Párias, que acreditam que o seu povo provem de uma ilha no oceano Atlântico que em tempos remotos foi destruída por um terrível cataclismo e cujo nome era Atlan.

Mas teria esta ilha sido também a nação de um grupo de extra-terrestres? Algumas teorias apontam que sim, que estes seres teriam criado ali uma civilização humana, apoiando e dando conhecimento aos homens, que infelizmente estes não souberam cultivar, acabando por se destruir a eles e à ilha.

No entanto, a violência era anterior ao homem, porque antes deste ser desenvolvido por estes visitantes, outros grupos de extra-terrestres tentavam continuamente conquistar esse espaço, o que terá dado azo à mitologia em volta do bem e do mal, dos exércitos de Deus e dos exércitos do Diabo.

Relatos de várias tribos também relacionam textos sagrados com seres que terão chegado ou partido pelo ar, uns amigos, outros hostis.

Lutas de deuses e demónios ou entre homens, a verdade é que a Atlântida chegou ao seu fim. A destruição é referida em quase todas as culturas do mundo através da mítica história do dilúvio.

A arca de Noé

A versão de Noé, a mitologia grega com a inundação do mundo pelos deuses devido à sua maldade ou o dilúvio na Babilónia que relata algo semelhante à história de Noé, são histórias de povos que viviam na mesma região.

Mas o relato do dilúvio chega além das fronteiras do Médio Oriente e área circundante. O Popol Vuh, por exemplo, livro sagrado dos Maias, relata um acontecimento semelhante e o Mahabharata hindu relata como Brama avisou Manú, pai de todos os homens, que um grande dilúvio se avizinhava.

Várias tribos das Filipinas acreditavam que os primitivos homens, os ‘atás’ morreram afogados depois das águas terem coberto a terra, à excepção de uma mulher e um homem que foram salvos por uma águia que se ofereceu para transportá-los sobre as suas asas.

Os esquimós têm uma lenda semelhante, acreditam que os seus antepassados viviam num outro país, mas que devido a um grande dilúvio as pessoas morreram, salvando-se apenas aquelas que foram levadas por enormes pássaros.

Verdade ou lenda, Atlântida é um assunto que ainda faz correr muita tinta e sonhar muita gente. Seremos descendentes de extraterrestres que criaram uma colónia, destruída por guerras entre eles ou entre os homens, ou tudo não passou do colapso de um continente devido à pressão do oceano e ao movimento da crosta terrestre? O tempo poderá dar a resposta, ou daí talvez não.

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