A História das Runas

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As runas
As runas

Quando necessitam de um conselho ou de uma luz que ilumine o caminho são já muitas as pessoas que recorrem ao poder das Runas. Mas, são muito poucas também as que conhecem a sua origem.

As Runas são pedras pintadas com símbolos estranhos. Signos sagrados, a sua tiragem consegue, para os entendidos, oferecer respostas a quem recorrer aos seus poderes. As Runas nos seus antepassados, e também nos tempos modernos, são objectos provenientes da terra como pedras, madeiras, conchas ou sementes, de formato ovalado ou rectangular. Muito antigas, já que as primeiras eram datadas do século II d.C, esta é uma das primeiras da arte de adivinhação à qual os povos do antepassado mais recorriam. Hoje, é vulgarmente conhecido como ‘O Jogo das Runas’.

Guardadas por Ódin, o seu protector, esta forma de adivinhação é um oráculo criado, e muitas vezes usado, pelos Vikings, mas também os Xamãs, um género de feiticeiro, bárbaros as usavam com muita frequência. Na realidade, e para os menos entendidos, a expressão ‘Runa’, significa sussurro, algo misterioso, aquilo que está escrito, uma revelação.

Os estranhos símbolos que as Runas apresentam, e que à vista de qualquer pessoa comum são indecifráveis, eram antigos signos de escrita, bem como símbolos mágicos, cujo significado era apenas conhecido por sacerdotes. Assim, cada símbolo é algo sagrado que contém uma mensagem muito forte.

Cada símbolo tem uma leitura especial, uma energia individual muito forte, e uma vibração característica. Desta forma, o campo vibratório altera-se consoante as características das energias que nele se cruzam. É dessas energias e vibrações que provém a revelação daquilo que a pessoa que consultou as Runas pretende saber. Todavia, a pergunta formulada deve ser extremamente clara e objectiva, referindo-se a um plano particular da sua vida. Na linguagem das Runas você deve conseguir decifrar aquilo que as mesmas transmitem, não esperando uma resposta directa e alheia ao plano espiritual.

A partir do século V d.C. foram vários os países da Europa que tomaram conhecimento do oráculo das Runas, do seu significado e tradição. A pressão da Inquisição na Idade Média provocou uma enorme perseguição a este método adivinhatório. Muitos consideravam mesmo as Runas como uma heresia e, por isso, um forte atentado à Igreja e ao poder de Deus. Estas e outras práticas tiveram que ser durante muito tempo camufladas dos olhares do mundo, e só quem tinha acesso a elas eram as pessoas que as praticavam e aqueles que as procuravam como solução.

Daí que só até há bem pouco tempo é que as Runas tenham começado a vir para ribalta das ‘ciências do oculto’. Aliás, é de realçar que a própria aceitação deste método no mundo do oculto levou também bastante tempo a realizar-se. Como o conhecimento e arte das Runas era passado de pais para filhos e, mais tarde, entre os populares, mas sempre por via oral, havia muitas dúvidas relativamente à sua credibilidade. O ensinamento estritamente oral não contemplava a existência de nenhum livro ou manual o que originava um certo receio quanto à sua aceitação.

Relativamente às Runas propriamente ditas, cada pedra representa um misto de ideias, chegando em alguns casos a demonstrar alguma complexidade, mas que analisadas uma a uma dar-lhe-ão aquilo que procura saber, através de um elo de ligação muito forte entre todas elas. Partindo desta ligação, a pessoa facilmente chegará à resposta que pretende. A sua concentração é muito importante, e a forma como visualiza o problema e faz a pergunta são também imprescindíveis.

Existem várias formas de tiragem das Runas, mas a mais habitual é a tiragem horizontal. O primeiro passo é colocar as Runas numa superfície plana, viradas para baixo, e depois começar a misturá-las através de movimentos circulares. É nesta altura que a sua energia será passada para elas, ao mesmo tempo que visualiza o problema na sua mente e faz a pergunta.

Posteriormente, tire três Runas, uma a uma, e coloque-as horizontalmente em cima da mesa, já com os símbolos virados para cima. A pessoa a quem se dirigir para lhe tirar as Runas tratará de tudo isto, mas caso seja você a fazê-lo em casa convém ter em atenção estes pormenores:

  • A primeira pedra é a sua situação actual, o momento, o seu presente, em relação àquilo que perguntou;
  • a segunda é a pedra do futuro, que lhe dará um possível cenário dos seus próximos seis meses até um ano;
  • e a terceira pedra mostra-lhe as soluções possíveis para esse problema. Atenção que esta terceira pedra não é nenhuma ordem ou obrigação, mas apenas uma hipotética solução, um conselho ou recomendação.

Hoje em dia já é possível comprar o ‘Jogo das Runas’, mas se quiser pode ir buscar pedras à natureza, de tamanho semelhante, lavá-las numa fonte, rio, lagoa ou, em última solução, lavá-las mesmo em água corrente. Após ter inscrito nelas o símbolo correspondente, terá que perfumá-las com a sua energia, ficar a par do significado de cada uma delas, e você mesma poderá consultá-las. Afinal, o futuro está todo ele nas suas mãos!

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