A mulher do presidente norte americano – Mary Lincoln

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Abraham e Mary Lincoln
Abraham e Mary Lincoln

Mary Lincoln, nasceu a 13 de Dezembro de 1818 a mulher que viria a ser esposa de um dos mais importantes presidentes de todos os tempos. Mary Ann Todd nasceu em Lexington, Kentucky, quinta filha de Eliza Parker Todd e Robert Smith Todd, um proeminente casal da cidade.

Elisa Todd morreu de parto ao dar à luz o sétimo filho, em 1825, quando Mary tinha apenas seis anos de idade e o pai casou de novo no ano seguinte com Elizabeth Humpheys, que lhe deu mais nove filhos.

Mary Lincoln

Mary tinha uma personalidade cativante, simpática e efervescente, com um discurso que tocava as raias do sarcástico. Era excelente na escola e ambiciosa, somado à sua graciosidade, e beleza de olhos claros e longas pestanas, apesar de ser de baixa estatura era muito cobiçada pelos pretendentes. Nos seus tempos livres dançava e interpretava peças de teatro na escola.

Em 1839, com 20 anos, mudou-se para a casa da irmã mais velha, em Springfield, no estado de Illinois, onde se tornou muito popular nos meios da sociedade.

Foi nessas festas que foi conquistada por Abraham Lincoln, na altura um advogado de província com 30 anos, apesar de o considerar “um Zé ninguém” mas com quem viria a casar três anos mais tarde, depois de um namoro algo atribulado, com separações e discussões.

Apesar de opostos em temperamento, Lincoln teve a sensibilidade de se adaptar ao seu feitio turbulento e conseguiram também superar a oposição ao casamento por parte da família de Mary.

Casamento de Mary Lincoln

O casamento teve lugar no Outono de 1842, e Lincoln ofereceu-lhe um anel com as palavras “O amor é eterno”. Foi uma cerimónia discreta, na casa da irmã, a 4 de Novembro, numa tarde de sexta-feira, com cerca de 30 convidados, numa cerimónia conduzida pelo reverendo Dresser.

Os noivos mudaram-se então para Springfield, para uma pequena e suja pensão, que se tornaria o seu lar até 1843. Foi nesse local que nasceu o primeiro filho, Robert. Em 1844 ocuparam a definitiva morada nessa vila.

Ao longo dos onze anos de casados, tiveram 4 filhos, todos rapazes, mas apenas o mais velho conseguiu chegar à idade adulta. A vida em Springfield não foi fácil para uma rapariga da sociedade habituada a não ter preocupações com nada e que teve de criar quatro filhos.

Em 1851, o pai de Lincoln morre sem nunca ter conhecido a nora, e Lincoln não pôde ir ao funeral devido aos problemas de saúde de Mary, após o nascimento do terceiro filho.

Com a eleição de Lincoln como presidente em Novembro de 1860, Mary teve oportunidade de retomar a vida na sociedade de Washington DC.. Entretanto, foi seguindo o marido nas suas voltas eleitorais, ao mesmo tempo que tinha de suportar a vida e a morte dos seus filhos, o que a deixava inconsolável.

Ao saber que tinha sido eleito, Lincoln correu para casa a gritar “Mary, Mary, FOMOS eleitos!”.

Mas a alegria é de pouca dura, a 12 de Abril de 1861, às 4 e 30 horas da madrugada, tropas confederadas dispararam sobre o Forte Sumter em Charleston, na Carolina do Sul e a Guerra Civil tem início.

Na Casa Branca, Mary dá o primeiro baile da época, com cerca de 800 convidados. O menu incluía ostras, patê e pato. Uma réplica do Forte Pickens foi feita em bolo e recheada de codornizes cristalizadas em açúcar. A imprensa aproveitou a oportunidade para criticar a primeira-dama pelos gastos, quando soldados morriam à fome na frente de combate e nos hospitais.

Morte do presidente Abraham Lincoln

A 9 de Abril de 1865, com a rendição do General Lee, termina a guerra. No mesmo mês, no dia 14, Lincoln é assassinado enquanto assistia à peça “O nosso primo americano”, no Teatro Ford, atingido nas costas por um tiro disparado por John Wilkes Booth, que em seguida salta para o palco e foge a cavalo. Abraham é assistido por 16 médicos que nada podem fazer pelo presidente moribundo, e falece às 7 horas e 22 minutos da manhã do dia 15 de Abril.

É enterrado em Springfield e o seu túmulo é erigido no cemitério de Oak Ridge, com uma estátua onde é costume as crianças esfregarem o nariz para dar boa sorte.

Mary e um dos seus filhos, Tad, partem para uma viagem à Europa, mas nada consegue anima-la. Até à sua morte, 17 anos depois, Mary continua a chorar o marido. Depois da morte de Tad devido a problemas de pulmões, com 18 anos, em 1871, entra num mundo de fantasia onde se sente perseguida pela miséria e pelo medo de ser assassinada, receios infundados devido à pensão vitalícia de três mil dólares que o Parlamento lhe atribuiu e que mais tarde aumenta.

Robert, o filho mais velho instaura um processo de demência contra a mãe e consegue que ela seja internada num asilo privado em Batavia, Illinois, donde será libertada, quatro meses mais tarde, com a ajuda de Myra Bradwell, a primeira advogada do estado de Illinois.

Após a sua saída do asilo, Mary viaja para Pau, em França, onde vai ficar cerca de quatro anos. Uma queda nas escadas provoca-lhe uma lesão na espinha e volta para a casa da irmã mais velha, com uma saúde fraca e quase cega.

Na cama, onde passa os seus últimos dias, deixa sempre um espaço para “o presidente”. A 15 de Julho de 1882, dia do décimo primeiro aniversário da morte de Tad, seu filho favorito, Mary morre na mesma casa onde quarenta anos antes saíra como uma noiva feliz.

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