Conheça mais sobre o teletrabalho com o projecto Vida Nova

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Vida Nova

Vida Nova é um projecto que reuniu 12 mulheres, na sua maioria ex-desempregadas, em volta de um mesmo objectivo: promover uma melhor inserção da mulher no mercado de trabalho.

Foi no âmbito desta iniciativa que surgiu, assim, o primeiro Centro de Teletrabalho em Portugal. Ideia inovadora, procurámos recolher mais informações junto da Associação Nacional de Empresárias. Óscar Rodrigues, responsável pelo projecto, respondeu às nossas questões.

O que é exactamente um Centro de Teletrabalho Vida Nova?

O teletrabalho é, por vezes, conotado erradamente com “trabalhar em casa”, o que não é verdade.

Um centro de teletrabalho é, antes de tudo, um local onde as pessoas podem desenvolver a sua actividade profissional à distância, sem a obrigatoriedade de permanecerem em casa.

Este tipo de centros são, aliás, utilizados como uma arma para combater o isolamento, um dos factores negativos mais importantes inerente a este tipo de actividade.

Como nasceu esta ideia?

O Centro de Teletrabalho da ANE (Associação Nacional de Empresárias) surgiu no âmbito do Projecto Vida Nova, o qual tinha como objectivo primordial a conciliação da vida familiar e profissional, procurando promover a igualdade de oportunidades.

Sentiram alguma dificuldade em implementar este projecto?

Este projeto, pelo seu aspecto inovador e por ter começado numa altura em que se falava muito menos de teletrabalho, deparou com algumas dificuldades, nomeadamente ao nível da mentalidade das pessoas.

Por este motivo, foram fundamentais as acções de divulgação e de disseminação do projecto.

De que entidades, além da ANE e de alguns programas comunitários, receberam apoios? Para além da iniciativa NOW (New Opportunities for Women) e do Programa Leonardo da Vinci, este projecto recebeu apoios de diversas entidades.

Entre elas encontram-se a Portugal Telecom, a IBM, a Grula e a Agesfal.

Alguns jornais, rádios, revistas e televisões também deixaram o seu contributo. Receberam ajudas de entidades estrangeiras. A situação da mulher nesses países é semelhante à que se verifica em Portugal? Existe alguma especificidade em relação ao nosso país?

A Vida Nova teve a participação de vários parceiros transnacionais. Destacamos países como a Espanha, a Itália, a Alemanha, a França ou a Bélgica.

Nestes países, os problemas encontrados são muito semelhantes aos nossos. Que problemas pretendem combater quanto à inserção da mulher no mercado de trabalho?

No fundo, queremos facilitar a sua inserção e assegurar, ao mesmo tempo, a manutenção do emprego, através de um acesso às novas tecnologias e de uma maior conciliação vida familiar/ vida profissional.

Que oportunidades pretende este projecto oferecer a estas mesmas mulheres?

Como o nome do Projecto indica, pretendemos dar uma vida nova e cheia de oportunidades.

Como funciona, exactamente, o processo de formação? Existe algum tipo de restrinções quanto a habilitações literárias, por exemplo?

A formação decorre em três fases. Na primeira, procedemos à formação em teletrabalho.

Ferramentas informáticas é o tema da segunda fase e, por último, temos a criação de auto-emprego.

Quanto às habilitações mínimas, estas resumem-se ao 12º ano e a conhecimentos básicos de informática.

Qual tem sido a reacção face a este projecto?

As expectativas iniciais foram atingidas e largamente ultrapassadas, fruto do empenhamento e da determinação de todas as pessoas envolvidas e de grande interesse público na matéria.

Com sede no Norte, que vantagens trará para esta região do país?

O projecto pretende, pouco a pouco, alargar o seu âmbito geográfico de intervenção.

Projetos para o futuro?

Existem já alguns projectos na forja, que vão representar a continuidade do projecto Vida Nova. Temos, assim, a participação no PREAMP (Plano Regional de Emprego para a Área Metropolitana do Porto), através da integração do nosso centro de teletrabalho na rede de centros a ser criada na AMP.

Interessante vai ser, também, a criação de uma rede de centros de teletrabalho com o Norte de Espanha e a França, a Expertic.

Finalmente, pretendemos levar para a frente um projecto (Telsme – Telework for SME), que pretende levar esta actividade às pequenas e médias empresas.

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